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terça-feira, 3 de março de 2009

1% das gestantes têm HIV, mostra pesquisa

Pelo menos 1% das gestantes atendidas no Hospital Estadual Dr. Odilo Antunes Siqueira, em Presidente Prudente, no período compreendido entre os anos de 2000 a 2004, estavam infectadas pelo HIV. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada recentemente em um jornal médico internacional, realizada por três médicos e uma bióloga. Segundo a pesquisa, conduzida pela médica infectologista Denise Cremonezi, tendo como colaboradores os médicos Paulo Mesquita (HU e Hospital Estadual) e Luiz Euribel Prestes Carneiro (pós-graduação/UNOESTE) e a bióloga Marisa Romão (Instituto Adolfo Lutz), das 9.768 gestantes analisadas 105 (1.0%) estavam infectadas pelo HIV. O estudo foi publicado sob o título “Prevalece of Indeterminate Human Immunodeficiency Virus Western Blot Results in Pregnant Women Attended at a Public Hospital in Presidente Prudente, Brazil”, no Brazilian Journal of Infectious Diseases, e pode ser acessado on line. O professor Carneiro observa, porém, que há muita subnotificação para os casos de AIDS (pessoas infectadas com o vírus e que já apresentam sintomas clínicos), no ano de 2001, como demonstra um artigo recente publicado no Boletim Epidemiológico AIDS ano 1- N01. Segundo esse artigo, a subnotificação varia de 24% a 65%, conforme a região do país estudada. “A causa mais provável para essa subnotificação é o fato do paciente ou familiares solicitarem ao médico que mantenha o sigilo do diagnóstico mesmo para serviços oficiais ou para fins de Declaração de Óbito”, comenta o pesquisador. De acordo com ele, além dessa situação em que o paciente já tem o diagnóstico, mas não aparece nos dados oficiais (subnotificação), existe o fato de que muitos estão infectados e desconhecem isso por não fazerem o teste para HIV. “No Brasil, o que conseguimos medir e ver atualmente é apenas uma ponta do iceberg. Presume-se que para cada pessoa infectada notificada existam em nosso meio sete outras infectadas, mas não conhecidas ou notificadas”, alerta. “Neste sentido, políticas públicas têm dado especial atenção para a testagem entre gestantes e parturientes, o que tem diminuído significativamente a transmissão do vírus da mãe para o filho por ocasião do parto”, esclarece. O médico pesquisador destaca um artigo publicado no final de 2005, escrito por Mário Pecheny, da Universidade de Buenos Aires, no qual este afirma que os avanços na produção de novos medicamentos, a partir da década de 90, transformaram a AIDS em uma enfermidade crônica, aumentando significativamente a sobrevida dos pacientes, ao contrário do que ocorria na década anterior, quando muitas pessoas morreram em função da doença. No mesmo estudo, o autor aponta ainda o investimento que os países em desenvolvimento devem fazer para quantificar o número real de pessoas infectadas com o HIV, uma premissa básica para a aplicação de políticas públicas de médio e longo prazo. “Por ocasião do carnaval, em que o risco de infecção pelo HIV aumenta significativamente, vale lembrar que prevenção é conhecimento, educação e mudança de comportamento”, ressalta. Com informações da assessoria de Imprensa do Hospital Universitário

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