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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

FACULDADE DE MEDICINA DO ABC/SP

ACHEI MUITO INTERESSANTE E RESOLVI COLOCAR NO BLOG, REPASSEM ESTA INFORMAÇÃO POIS É MUITO IMPORTANTE. DRA. ANA PAULA

A Equipe de Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC informa que, além do tratamento de todos os casos oncológicos inteiramente grátis, estão com protocolo novo para câncer de pulmão e mama, com novos medicamentos que ainda não estão disponíveis no mercado e que estão dando uma nova perspectiva no tratamento destas duas neoplasias.Caso vocês conheçam alguém que tenha um destes dois tipos de tumores e queiram fazer o uso deste novo protocolo, poderão indicar esta equipe, pois o tratamento, além de gratuito e inédito, faz parte de projeto multicêntrico mundial.Endereço: Centro de Pesquisa em OncologiaAv. Príncipe de Gales, 821 - anexo 3 - Oncologia.Santo André SP (Prédio da Faculdade)Fone: (11) 4993.5491Marcar consulta que logo será agendada POR FAVOR , repasse a tantos quantos você puder.Só quem enfrenta problemas semelhantes sabe a importância de uma opção nova, uma esperança nova.Vera Lúcia S.CunhaSecretária da Pós-Graduação de Pneumologia A gente brinca muito, mas na hora de falar sério a gente também tem que colocar a mão na consciência e ajudar o próximo.Dr. Eurico Tavares

Depoimento de um médico oncologista do Recife.

ACHEI MUITO INTERESSANTE E RESOLVI COLOCAR AQUI NO BLOG. DRA. ANA PAULA

No início da minha vida profissional,senti-me atraído em tratar de crianças,me entusiasmei com a oncologia infantil.Tinha, e tenho ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem com suas maneiras simples e diretas de ver o mundo,sem meias verdades. Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona, que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além. Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecernossos limites! Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria. Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes, particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim. Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia. Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa. Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção. Meu anjo respondeu: - Tio, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio.Eu não nasci para esta vida! Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei: - E o que a morte representa para você, minha querida? - Olha tio, quando agente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é? (Lembrei que minhas filhas, na época com 6 e 2 anos, costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.) - É isso mesmo, e então? - Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é? - É isso mesmo querida, você é muito esperta! - Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira! Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação. - E minha mãe vai ficar com muita saudade minha, emendou ela. Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida? - Não sabe não, tio? Saudade é o amor que fica! Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica! Um anjo passou por mim... Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos, nossa transcendência. Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa. Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno. Rogério Brandão Médico oncologista clinico RC Recife Boa Vista D4500 Cremepe 5758"

D I V U L G A Ç Ã O D E E V E N T O ! ! !

Partos Naturais e o Sagrado Feminino
Com Suely- Parteira Tradicional de Olinda - PE - Brasil 28 de Fevereiro, sábado – Grupo 1

01 de Março, domingo - Grupo 2
das 09:00 h às 17:00h

Com muita alegria receberemos a visita em São Paulo e na Morada da Floresta da reconhecida Suely, Parteira Tradicional há 34 anos, fundadora da ONG C.A.I.S. do Parto e instrutora cursos de Doulas e Parteiras em Pernambuco.

Teremos com ela uma vivência com base na Tradição de Parteiras, inspirada no sagrado feminino, que visa sensibilizar e compartilhar experiências de atendimento à gestação, nascimento e pós parto, respeitando a manifestação da natureza.

Este encontro busca também reconectar a ancestralidade e ressignificar os diferentes saberes e os fundamentos do sagrado feminino, resgatando historicamente as motivações das transformações e as conseqüências.

Esta vivencia é direcionada para o público geral, em especial à gestantes, estudantes e pessoas que de alguma forma realizam trabalho com gestantes. O conteúdo da vivência será abordado em um dia de encontro, havendo a oportunidade de formarmos dois grupos um para 28 de fevereiro, sábado e outro para 01 de março domingo.
Suely reside e trabalha em Olinda - PE e estará de passagem breve por São Paulo, este será um encontro exclusivo, pois irá se retirar para acompanhar o parto rural de Eymar Yepez .

Inscrições e Reservas antecipadas :
http://www.moradadafloresta.org/
moradadafloresta@gmail.com.br
11 3735 4085

Valor Integral da Vivência: R$ 88,00
Desconto para casais: R$ 158,00
Valor para estudantes da área: R$ 68,00
Estes valores incluem lanche nos intervalos da manhã e da tarde*
*(Café, Chá, Suco e Bolachas integrais).

Almoço Vegetariano Opcional + Suco * R$ 15,00
Cardápio do Almoço de Sábado: Arroz cateto integral, Feijão azuki com abóbora,Vegetais refogados com molho tailandês,Salada variada, Suco de frutas natural.
Cardápio do Almoço de Domingo: Lasanha, Kibe de forno, Salada, Ervilhas com gergelim e shoyu, Suco de frutas natural.

( Cozinheiros responsáveis Eduardo Bermejo e Priscila Yepez)

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A seguir apresentamos o resumo do histórico de Suely

Histórico pessoal de Suely
Nasci em Harmonia - PR no dia da Anunciação, 25 de março, irei completar 58 anos, saindo do terceiro retorno de saturno, mãe, avó, bisavó. Escolhi viver e trabalhar em Olinda-PE há 25 anos para encontrar as Parteiras do nordeste e reconectar-me com a Tradição . Sou Parteira Tradicional há 34 anos herdei a Tradição das minhas bisavós e avós. Tenho formação de enfermagem. Fundei a ONG C.A.I.S. do Parto com sede em Olinda-PE em 1991 e a Rede Nacional de Parteiras Tradicionais em 1996. Atendo parto natural no domicilio, fazemos a Roda de Casais Grávidos semanalmente preparando para o parto. Realizamos cursos de Doulas, Instrução de Parto Natural no domicilio, desenvolvemos a Trilha das Parteiras Griôs para o turismo com base comunitária, como mestra Griô trabalhamos com crianças e jovens nas escolas a ancestralidade, sexualidade, prevenção das DST HIV e gravidez precoce. Orientamos para alimentação reguladora da saúde principalmente na gestação e pós parto, remédios naturais, rituais de fertilidade, rituais de energização e integração. Docente nos cursos on line Parto Humanizado, Parto no domicilio e a Tenda Vermelha realizados pela ONG Amigas do Parto.
Acompanhamento on line da gravidez e pós parto.

Morada da FlorestaRua Diogo do Couto 47Jardim Bonfiglioli, SP, SP11 – 3735 4085http://www.moradadafloresta.org/email para contato: moradadafloresta@gmail.com
Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida.Verificado por AVG - http://www.avgbrasil.com.br/Versão: 8.0.237 / Banco de dados de vírus: 270.11.3/1971 - Data de Lançamento: 02/25/09 06:40:00

Diabetes e Gestação

Pessoal, encontrei esta matéria super legal sobre o assunto acima, muito interessante. Dra. Ana Paula

A chegada do novo irmão

A chegada de uma nova criança em uma família costuma trazer transtornos para a vida dos irmãos, principalmente quando se é filho único. A maioria dos pais que passam por situações assim relata que os filhos manifestam alguns incômodos, havendo inclusive regressões em alguns aspectos, como, por exemplo, a criança voltar a falar como bebê. É comum a criança sentir-se ameaçada de perder o amor dos pais para o novo bebê que está chegando. Por isso, é freqüente apresentar comportamentos regredidos, como se quisesse ser novamente um bebê para garantir esse amor.
Muitas outras manifestações podem ocorrer como forma da criança, inconscientemente, chamar a atenção - ficar doente, tornar-se agressiva e brava são os casos mais comuns, embora cada uma reaja de modo próprio. Compreendendo certos aspectos, é possível aos pais auxiliar os filhos neste momento tão delicado.
Uma dica fundamental é não ignorar os sentimentos da criança, que neste caso, em sua grande maioria, serão negativos, tanto em relação a si mesma quanto em relação aos pais e ao novo irmãozinho que está para chegar. Muitos pais, na tentativa de garantir tranqüilidade e achando que criança não possui sentimentos negativos, insistem em dizer que ela amará o bebê, que serão amigos, que nada mudará e tudo será muito gostoso dali para frente. Possivelmente, esta criança se sentirá incompreendida naquilo que sente, e isso a deixará confusa e com sentimento de culpa.
Ter sentimentos negativos é próprio das pessoas e ignorá-los na criança em nada contribui para o seu desenvolvimento. Pelo contrário. Para sentir-se aliviada e compreendida, ela deve sentir que estamos percebendo seus sentimentos - e isso deve ocorrer da forma mais tranqüila possível. O ideal é oferecer à criança um espaço tranqüilo, de modo que possa dizer o que sente, sem recriminações e sem manifestação de surpresa por parte dos adultos. Procure tranqüilizá-la, dizendo para ela que é natural ter sentimentos ruins em relação ao irmãozinho que está para chegar ou que já chegou, permitindo a expressão de seus sentimentos.
Agindo desta forma, é possível evitar atitudes agressivas em relação ao bebê. Algumas crianças batem, mordem e beliscam seus irmãos. Por isso, deve-se deixar claro que podemos ter os sentimentos ruins, porém o que não se poder fazer é bater no bebê, ou seja, a ação concreta. Nos casos em que a criança está muito alterada, uma sugestão é oferecer um travesseiro ou almofada para que descarregue sua raiva.
Evite dizer à criança que após o nascimento do irmãozinho vai ser tudo igual e muito gostoso. Não é verdade, pois não será a mesma coisa para ninguém. Um bebê exige muitos cuidados e os pais dedicarão menos tempo ao irmão mais velho, e isso deve ser explicado para ele. Também é preciso dizer que o bebê chorará e que em algumas vezes vai incomodar.
Sintetizando, quero alertar com essas dicas simples e práticas que de nada adianta pintar o quadro mais bonito do que ele é. Que as crianças sofrerão com a vinda de outro irmão, não se tem dúvida, e por mais que as preparemos não será possível eliminar o sofrimento, por menor que seja. O que se deve fazer é ajudá-las a vivenciar da melhor maneira possível essa nova situação, sendo-lhes sempre assegurado o amor que os pais têm por elas.

A chegada de um novo irmãozinho

O nascimento do segundo filho traz sempre preocupações aos pais quanto à possibilidade do primeiro filho sentir ciúmes do irmãozinho que está por vir.
Imagine para uma criança o que significa dividir, além dos seus brinquedos, o carinho e a atenção de seus pais. A criança mais velha sentirá ciúmes sim, e, particularmente, se a diferença de idade for maior que 2 anos. A maneira como ela vai lidar com isso vai depender da forma com que a mãe e o pai irão proceder com a vinda do novo bebê.
Veja abaixo algumas dicas para que a chegada do novo irmãozinho seja a mais tranquila possível:
Todas as alterações na vida do irmão mais velho devem ser feitas antes do segundo filho nascer, para que ele não associe as mudanças à chegada do irmãozinho.
Deixe que o primogênito sinta o bebê na sua barriga, assim ele vai se acostumando com o novo irmão e entenderá as mudanças e as transformações que irão acontecer com a mamãe.
Leve seu filho em uma ou duas consultas pré-natais, e em especial ao ultra-som. Mas não esqueça de levar ao consultório um lanche, livro, ou brinquedo predileto, para o caso de haver uma longa espera.
Não diga coisas como: “Não se preocupe, pois mesmo com a chegada do novo bebê nós vamos continuar a gostar de você” - por mais bem intencionadas que sejam, tais afirmações podem causar preocupações em seu filho. Ele pode se sentir incapaz de competir com o bebê.
Envolva seu filho nos preparativos que lhe demonstre interesse: a escolha dos móveis, roupas e brinquedos para o quarto do bebê. Deixe-o até escolher sozinho uma ou duas coisas baratinhas, pois ele irá se sentir participativo.
Apresente ao seu filho os nomes que você pensa em dar ao bebê, integrando-o nesse processo de escolha. Mas lembre-se, é claro, que a escolha final é sua e do papai.
Se o papai até agora não esteve muito envolvido nos cuidados com a criança, comece a trazê-lo para as rotinas de alimentação, banho e hora de dormir, para que ele possa substituí-la da melhor forma quando você estiver no hospital ou ocupada com o novo bebê.
À medida em que a data do parto se aproxima, prepare seu filho sobre o fato de você precisar passar algum tempo no hospital quando o bebê chegar. Peça a ele ajuda para arrumar as malas. Certifique-se de que a pessoa que ficará com ele está completamente familiarizada com sua rotina.
Após o nascimento do bebê, você pode pedir para o seu filho mais velho auxiliar nas tarefas com o irmãozinho, como ajudar a dar banho, escolher a roupa que ele irá vestir, etc, dando sempre um enfoque positivo para criar uma simpatia mútua.
O pai nesse período tem um papel muito importante. Por ter mais tempo disponível que você, ele pode se dedicar ao mais velho, como levá-lo a passeios, teatro, e outras atividades. É uma excelente oportunidade de aproximação entre eles.
Acostume seu filho a passar menos tempo sozinho com você. Se você nunca o deixou com uma babá e vai precisar fazê-lo depois que o bebê chegar, comece a deixá-lo com a babá por curtos períodos ao dia.
Estes procedimentos visam somente diminuir as crises de ciúmes, que dificilmente irão acabar. O comportamento do filho mais velho varia de criança para criança. Uns ficam mais tímidos, outros mais chorões. Há os que ficam mais nervosos ou mais agressivos. Uns retrocedem e outros resolvem ser mais independentes.
Com o tempo, o mais velho irá perceber que não perdeu nada, e o ciúme diminuirá. O melhor a fazer nos momentos mais difíceis com a criança mais velha é dar mais carinho para que ela se sinta amada. Posteriormente, tudo se resolverá e eles se tornarão irmãos e amigos inseparáveis.

Ciúmes do irmãozinho

A chegada de mais um membro na família pode deixar o irmãozinho mais velho inseguro, aguçando o ciúme. Antes, o mundo era só da criança maior, agora terá que ser dividido com um “novo intruso”, principalmente em relação à atenção dos pais.
A sensação de estar excluído é comum e esse sentimento pode causar uma contradição dentro da criança, que associa a chegada do bebê com a perda do posto de "rei da casa" e ao mesmo tempo deseja ser sua amiga.
A demonstração do ciúme pode variar de criança para criança. Algumas ficam desobedientes com choros e birras, outras se tornam agressivas com os pais ou com o irmãozinho mais novo. Tem também aqueles que regridem no comportamento, voltando a usar chupeta ou mamadeira e não controlando mais o xixi e cocô. Para completar a histeria, alguns “abandonados” voltam a falar infantilmente.
Essas são condutas que têm o único objetivo de chamar a atenção dos pais, tios e avós. É importante que os pais tenham paciência, pois o ciúme é uma reação emocional normal e tem que ser resolvido com muito diálogo e compreensão.
Mas o ciúme não é tão ruim como se pensa. A chegada do irmãozinho criará limites para o mais velho que aprenderá a viver em sociedade e desenvolverá de forma positiva seu relacionamento afetivo e social.
Para que o ciúme não se torne um sofrimento para a criança mais velha, a vinda do irmãozinho tem que ser esclarecida desde o começo da gravidez, dizendo que um nenê vai chegar e precisa de um espaço para dormir como ele, de roupas para não sentir frio, se alimentar no peito da mamãe como ele também fez e vai chorar muito, só podendo brincar depois que crescer, mas que poderá ajudar nos cuidados com o irmãozinho.
Alterações na rotina da criança maior, como ir para a escolinha ou mudança de quarto ou de quem cuidará dela, deverão ser feitas bem antes do nascimento ou depois da adaptação com o bebê. Assim as perdas não serão associadas com a chegada do irmãozinho.
Ao nascimento, não se descuide daquele que, até o momento, ocupava todos os espaços. Eleve a auto-estima da criança, potencialize suas qualidades e as vantagens de ser o mais velho. Atribuir-lhe responsabilidades sobre o irmão também ajuda na integração, já que se sente útil.
Assim que se sentir segura do amor dos pais, valorizada e integrada no novo ambiente familiar, o ciúme diminuirá e a aceitação do irmãozinho será natural. Os pais têm que demonstrar interesse pelas atitudes dos filhos. O diálogo é a melhor maneira de fazer a criança manifestar e entender as suas emoções, sentindo-se amada e respeitada tanto pelos pais quanto pelo irmãozinho.

O ciúmes do irmão na chegada do novo bebê.

O ciúmes do irmão na chegada do novo bebê.
Ciúmes entre irmãos é completamente normal e compreensível, é um sentimento natural entre pessoas que se amam. O amor de uma criança em relação aos seus pais é extremamente intenso, incondicional e sempre há o desejo de exclusividade.
Sendo assim, desde o início da gravidez os pais podem tomar uma série de cuidados para amenizar o ciúmes do irmão mais velho:
Em alguns casos, são necessárias algumas mudanças na rotina do irmão mais velho, tais como: entrar numa escolinha, mudança de cama, de quarto, troca da pessoa que irá cuidar dele, entre outras. O melhor a fazer é adotar todas as mudanças antes ou bem depois do nascimento do novo bebê. Isto vai evitar que o irmão mais velho associe estas mudanças e perdas à chegada do novo irmão.
Explicar à criança que um bebê é uma pessoa que chora muito, que não fala, que tem que trocar as fraldas e amamentar toda hora, e que vai demorar um pouco até que os dois possam brincar juntos.
O primeiro encontro entre os irmãos é um momento delicado. A mãe deve dar o máximo de atenção ao filho mais velho.
Uma estratégia comum que os irmãos mais velhos usam para atrair a atenção dos pais é a "regressão", agem como se fossem bebês mais novos. Para amenizar esta reação, valorize cada etapa do desenvolvimento de seu filho. Com isto, a criança vai se orgulhar de deixar o berço para dormir na cama, vai gostar de largar as fraldas e achupeta, etc...
Procure distribuir bem o tempo de dedicação para cada filho. O caçula exige mais atenção: amamentação, fraldas, banho, etc..Aproveite intensamente estes momentos para a troca de carinho e dedique-se exclusivamente ao filho mais velho nos intervalos destas atividades. Preserve um espaço exlusico para cada filho, converse com real interesse com o filho mais velho, sobre todos os assuntos que ele quiser: o brinquedo quebrou, o que ele conseguiu fazer, etc..
Não recrimine o mais velho por sentir ciúmes, converse abertamente com a criança e dê liberdade para ela expressar o que sente, assim será mais fácil descobrir quais são seus "medos" para ajudá-lo a superá-los.
A maior parte das tarefas relacionadas ao filho mais novo cabe à mulher, o pai tem mais tempo disponível para dedicar ao filho mais velho. O homem deve aproveitar este tempo para passear e brincar com seu filho, estreitando ainda mais essa relação.
Para criar uma amizade maior entre os irmãos, os pais podem mostrar como o bebê se acalma e sorri com a presença do irmão, mostrando como o bebê gosta de seu irmão.

CIÚME E RIVALIDADE ENTRE IRMÃOS

Luciana Aguiar O nascimento de uma criança em uma família traz sempre uma mudança. Com a chegada de uma outra criança, a família necessariamente passa por uma reestruturação e sentimentos até então não experimentados emergem como uma novidade a ser elaborada. O ciúme, que gera disputas e rivalidade é um deles.Portanto, é compreensível que uma criança ao se deparar com outra criança em um espaço que inicialmente era somente seu, sinta-se momentaneamente ameaçada, insegura, com medo de perder seu espaço. Isso é algo com que todas as crianças nessa situação têm que lidar; o quão intenso isso vai ser e o quanto isso vai perdurar e como, vai depender de como a família vai viver essa questão. O ciúme vai se manifestar de várias formas, mais ou menos diretas, através de comportamentos regressivos, agressivos, competitivos e, muitas vezes, de uma série de sintomas aparentemente desvinculados dessa questão, dependendo do que o meio em que a criança se encontra vai permitir acontecer. A rivalidade entre irmãos gerada por esse sentimento faz parte de toda configuração familiar e se encontra no jogo ambivalente de sentimentos que permeiam as relações familiares. O fundamental para que as crianças vivenciem isso de uma forma mais tranqüila e que não venha a ser um problema, é algo bem anterior à própria chegada dos irmãos: é a qualidade da relação que a criança já estabelece com os pais. É a qualidade dessa relação que vai determinar se a criança vai se apresentar mais ou menos insegura, se ela vai confiar mais ou menos nas suas possibilidades de ser amada, se ela vai ter uma auto-estima mais ou menos fortalecida. Todos esses elementos são fundamentais para a vivência menos sofrida da chegada de um irmão, que implica necessariamente em partilhar e abrir mão de coisas e, principalmente da atenção dos pais.Estamos falando de uma relação onde existe espaço para satisfação e frustração, e não de uma relação simbiótica, pois essa obriga a criança a experimentar abruptamente algo que ela precisava ter experimentado e desenvolvido ao longo do tempo.Geralmente, tal fato está ligado a uma enorme dificuldade de separação por parte da mãe: é aquela que só consegue se separar do filho quando coloca outro no lugar, que precisa estar sempre preenchida por um bebê repleto de necessidades a serem satisfeitas. Crianças que são desmamadas porque o irmão nasceu ou que perdem o berço porque o irmão vai nascer são exemplos clássicos. Por outro lado, se a mãe tem com a criança uma relação difícil, de pouco acolhimento, vai gerar insegurança e sob o ponto de vista da criança se ela não pode contar muito com essa mãe, que a desqualifica em demasia, que não a aceita como ela é e não confirma seus sentimentos, quando chega um bebe, isso se concretiza. É como se a criança pensasse: "se quando era eu sozinha ela já não me dava atenção, imagina agora com outra criança no meio", vivenciando assim um grande sentimento de abandono.É fundamental para a criança que ela possa expressar esse sentimento e ser respeitada nisso. É preciso dar nome aos sentimentos, ajudar a criança a entende-los; nos só transformamos o que aceitamos, e reconhecer o ciúme da criança ajuda a mesma a organizar e lidar com esse sentimento.Quando uma criança bate no irmão e os pais nomeiam como "carinho" ou fazem uma severa repreensão, acabam por confundi-la, dizendo nas entrelinhas que ela não deve sentir o que sente, o que só faz a criança se sentir mais incompreendida, culpada e abandonada, intensificando o quadro apresentado. O ideal é que não se associe mais nenhuma mudança a esse acontecimento, porque já existem mudanças de sobra no processo de ter um irmão. É muito comum os pais colocarem a criança na escola assim que nasce o bebê, fazendo com que a criança se sinta trocada, deixada de lado, como se não tivesse lugar para dois em casa, inclusive dificultando a adaptação escolar. Não é recomendado também comprar algo para um sempre que comprar algo para o outro, pois isso indica para a criança que ela está perdendo algo que precisa ser reparado. A criança que tem esse tipo de compensação é uma criança que não vai conseguir perder; está sendo protegida de uma frustração que é inerente a vida. Resgatar a própria historia dela enquanto bebê, enquanto aquele filho, diferente do outro, é a melhor opção: isso valoriza o que ela é e pode ser e o seu lugar e importância naquela família. Aceitar os filhos com suas diferenças, da forma como cada um se apresenta, valorizando-os pelas suas qualidades, sem comparações e exigências é melhor forma de assegurar para cada criança esse lugar e minimizar os sentimentos que geram a rivalidade.E importante também dar um tempo para a criança assimilar a notícia da gravidez, o processo de gestação e o nascimento do irmão, sem força-la a sentir e/ou fazer coisas que ela não quer e não pode, pois o amor é construído e é preciso respeitar a capacidade e a possibilidade da criança ir construindo esse vínculo. É extremamente normal a ambivalência, porque criança que não sente ciúme não existe, existe criança que não pode expressa-lo por vias diretas, escolhendo muitas vezes o doloroso caminho dos sintomas. Portanto, somente através da aceitação e qualificação desses sentimentos em família, possibilitando que fantasias passem pelo crivo da realidade, que o diálogo se estabeleça e que as diferenças individuais sejam respeitadas, é que facilitaremos as relações entre irmãos permitindo assim que o amor e a cooperação também floresçam entre eles.

Cirurgia bariátrica prévia diminui os riscos em gestantes obesas

2008-12-17 17:16:53


A cirurgia para tratar a obesidade ( bariátrica ) , costuma ser indicada para pacientes com índice de massa corporal ou IMC ( que é o peso dividido pela altura ao quadrado ) , acima de 40 kg/m2 ou em pacientes com valores acima de 35 kg/m2 , mas com doenças associadas à obesidade ( como a hipertensão arterial , diabete melito ou anormalidades do colesterol ).
Essa modalidade de tratamento para obesidade , vêm crescendo e ganhando uma grande popularidade entre os médicos e pacientes. Em mulheres , submetidas à cirurgia bariátrica , uma futura gestação passa a ter menos riscos para mãe e para a criança ?
Uma revisão recente , avaliou o resultado de vários estudos que incluíram a cirurgia bariátrica em mulheres que , posteriormente engravidaram. Em três estudos combinados, as taxas de complicações maternas em uma gestação , foram menores em mulheres submetidas à cirurgia bariátrica , em comparação com mulheres obesas que não realizaram o procedimento. Essas taxas de complicações , foram semelhantes nas mulheres submetidas à cirurgia bariátrica quando comparadas às mulheres de um grupo controle , composto de gestantes não-obesas.
Esta revisão , comparou as taxas de complicação materna em mulheres após cirurgia de banda gástrica ajustável e , em mulheres obesas que não foram submetidas à cirurgia bariátrica . O grupo da cirurgia bariátrica teve taxas menores de diabetes gestacional e de pré-eclampsia . Outros 13 estudos sobre cirurgia bariátrica apresentaram achados semelhantes.
O grupo da cirurgia bariátrica também teve sucesso igual ou maior, nas complicações que podem afetar o recém nascido , em comparação ao grupo de mulheres obesas que não foram submetidas à cirurgia . As taxas de complicações , como parto prematuro, baixo peso ao nascer e macrossomia ( crianças grandes) , foram menores no grupo das gestantes que foram operadas.
Comparando as pacientes do grupo controle de gestantes não-obesas e as pacientes operadas , não houve diferença em relação as complicações do tipo parto prematuro , baixo peso ao nascer e macrossomia . Outros dez estudos confirmaram esses achados , entretanto, estudos sobre nutrição, fertilidade, parto cesariano e contracepção foram limitados.
“As taxas de vários desfechos maternos e neonatais adversos podem ser menores em mulheres que engravidaram após a cirurgia bariátrica em comparação com as taxas de mulheres grávidas que são obesas , no entanto , são necessários mais dados de estudos ”, escreveram os autores da revisão.
Fonte : JAMA ( 2008 ).
www.portaldocoracao.com.br

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Exercícios Físicos - Muito Interessante!

O CANCER E OS EXERCÍCIOS FÍSICOS 'Fui a um médico naturalista que estava muito triste porque participou de congressos e, embora comprovados, os resultados não são divulgados, como ele disse 'NãO DA IBOPE''. Então me ensinou a fazer um exercicio simples que evita problemas cardíacos, melhora o problema de micro varizes, outro que evita o encurvamento da coluna : 1º. Antes do banho, exercitar a panturrilha (levantar o corpo na ponta dos pés) , primeiro rápido até esquentar as panturilhas e depois uma sequência de 10 movimentos lentos. Pronto. Esse exeríciocio bombeia o sangue para o coração, melhora os batimentos cardíacos e evita obstrução das veias. Nos primeiros 6 meses, se a pessoa estiver com excesso de peso, ela emagrece da cintura para baixo e, nos 6 meses seguintes, da cintura para cima; depois de 2 anos, não engorda mais e, alem de tudo, diminui o risco de uma cirurgia cardíaca que custa em média, hoje em dia,R$38.000,00 e, de um modo geral, os planos de saúde nem sempre pagam. 2º. Ao chegar em casa, coloque os seus pés em uma bacia com água bem quente (o famoso escalda pés - alem de relaxar, esse processo desencadeia a dilatação dos vasos sanguíneos dos pés , melhora o cabelo e melhora,inclusive, da visão. Esse processo foi pesquisado com pessoas diabéticas e o resultado evidenciou a melhora na circulação sanguínea, diminuindo os casos de gangrena, o quadro geral de saúde dos pesquisados melhorou e, como um fato relevante, a melhora da visão. 3º. Ao acordar, deitado de barriga para cima pedalar 120 vezes no ar. Esse exercicio melhora o posicionamento da coluna e da postura, diminuindo ou retardando o encurvamento das costa e aliviando as dores nas costas. Noticias assim não divulgadas por causa da pressão dos grandes laboratórios farmacêuticos. Foi pesquisado pela USP: O Dr. Panuzza confirma: SE VC CONHECE ALGUÉM QUE TEM CÂNCER, POR FAVOR, ENCAMINHE ESSE E-MAIL. MAS MESMO QUE NÃO CONHEÇA, ENCAMINHE A OUTRAS PESSOAS. ABAIXO SEGUE COMENTÁRIO: FOLHA DE GRAVIOLA A folha de graviola cura câncer. Segundo Evandro Romualdo, um amigo lhe confidenciou a seguinte história: que sua esposa, após descobrir um câncer no seio que chegou a se espalhar pelo seu corpo, estava praticamente com os dias de sua vida contados. Foi então que ele descobriu uma publicação sobre a folha de GRAVIOLA. A notícia estava em um site e o título do artigo CÂNCER: MAGIC BULLET DISCOVERED, but drug giants hushes it up!- 10,000 times stronger than Hemotherapy with no adverse side effects..... Na reportagem, eles citam o quanto o extrato da GRAVIOLA é 10.000 vezes mais forte do que a quimioterapia por drogas, e sem efeitos colaterais. Citam também arvore como sendo encontrada na floresta Amazônica. Enfim, a esposa dele também tomou o chá e, em dois meses, não tinha mais nenhuma sequela ou ferida. Hoje está viva e saudável! ABAIXO SEGUEM OS SITES DE CONSULTA: American College for the Advancement in medicine: http://www.acam.org American Academy of Environmental Medicine: http://www.aaem.com International College of Intergrative Medicine: http://www.icimed.com Meridian Valley Laboratory: http://www.meridianvalleylab.com

REMÉDIOS QUE BROTAM DA TERRA

Reportagem: Ismar Madeira (São João del Rei, MG)
Quem vê o trabalho da artesã Geralda Chaves não imagina que tudo que ela faz já foi contraindicado por médicos para ela. Dona Geralda sofreu com alergias e outras complicações. "Foram 38 anos de bronquite e infecção urinária, sem parar. Tomava antibiótico e cortisona", lembra.
Mas agora é diferente. "Nunca mais tomei antibiótico, cortisona nem remédio de bronquite. Não tenho mais bronquite", diz dona Geralda, que sentiu a melhora depois dos escalda-pés, massagens e remédios à base de ervas.
"Para cada paciente é uma receita. Não é tudo igual para todo mundo", conta a técnica de enfermagem Clara Maria de Carvalho.
É a medicina antroposófica, uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS) encontrada em São João del Rei, no interior de Minas Gerais. Em meio às lembranças de um passado rico e cheio de histórias, uma clínica na periferia da cidade oferece os tratamentos, que parecem do tempo da vovó. E é cada vez maior o número de pessoas que vão procurar ajuda. A técnica em enfermagem Simone Batista leva o pequeno João Gabriel. "Ele tem muita cólica", conta.
Da recepção, eles seguem direto para a cozinha. No local, o médico antroposófico Paulo Maurício Vieira ensina a receita para aliviar as dores do bebê. "Você enche um travesseirinho com macela e guarda em um saco plástico, para não perder o cheiro. Se perder o cheiro, tem que trocar a macela. Tem que ficar no plástico, sempre guardadinho em um saquinho. Quando ele estiver com dor, você esquenta o travesseirinho com macela em uma bolsa de água quente e coloca na barriguinha. Fica quentinho. Esse procedimento alivia bem a cólica e pode ser feito várias vezes. Quando esfriar, você coloca de novo na barriguinha", orienta o médico, que também dá um remédio natural, feito de camomila, nicotiana e beladona.
"Eu vim porque ele aliviou a dor do neném da minha amiga", conta Simone.
O remédio pode estar onde nem se imagina: no ar, na água, na terra. A medicina antroposófica usa vários elementos e técnicas naturais. Parte da filosofia de que a ligação entre homem e natureza está em todos os elementos, mas é preciso conhecimento para saber aplicá-los com bons resultados.
Geriatra e especialista em saúde da família, doutor Paulo Maurício estuda a antroposofia há dez anos. E diz que as diferenças começam na consulta do médico. "Primeiro, ele observa a pessoa: o gestual quando ela chega, a vitalidade dela. Depois, observa como essa pessoa se expressa. Depois, ele quer saber da vida desse indivíduo, como ele está inserido dentro da própria família, da comunidade, seus desejos", explica. Para ele, é como examinar o corpo e a alma do paciente.
O ajudante de pedreiro Domingos Sávio Pereira tem uma hérnia de disco e uma artrose na coluna.
"Parece que sua coluna está bem afetada pelo esforço que você faz no trabalho. Isso justifica a dor que você está sentindo", constata doutor Paulo Maurício.
O ajudante de pedreiro chegou a perder vários dias de trabalho. "Eu tinha muita dor na coluna, nas costas e nas pernas. Não conseguia trabalhar", lembra seu Domingos.
O remédio para ele foi cavado à enxada. É argila, levada para a clínica de carrocinha, com todo o cuidado. A receita é elaborada, temperada com ervas. Depois, é montado um emplastro sobre uma gaze, que precisa ser aquecida no vapor.
"Depois, é retirada e colocada onde a pessoa estiver sentindo dor. É um antiinflamatório porque contém arnica. A argila por si só já faz efeito, mas a arnica e a erva-de-são-joão ajudam a aliviar a dor. A aplicação é feita duas vezes por semana", explica a agente de saúde Neide Santos.
"Agora ando para todo lado, trabalho. Melhorei muito", diz seu Domingos.
Dona Geralda também experimentou argila para aliviar dores no braço e nas cicatrizes de cirurgias no abdômen. "Não tem nada doendo. Melhorou 200%", afirma a artesã.
O médico ainda receitou medicamentos antroposóficos, fórmulas similares às da homeopatia.
"Não elimina a medicina tradicional de jeito nenhum. Ela é complementar à medicina alopática, com recursos naturais. Auxilia ampliando a visão do ser humano como ser terreno e espiritual", esclarece doutor Paulo Maurício. Para dona Geralda, deu tão certo que ela já está há cinco anos sem tomar antibiótico. Bronquite e infecção urinária, que eram comuns, são fantasmas que não assombram mais. Como as lendas da cidade que ela borda em seus trabalhos. O artesanato, que antes era contraindicado porque os materiais provocavam alergia, agora é recomendado para baixar a ansiedade, outro mal que ela está vencendo.

ALÍVIO NA PONTA DOS DEDOS

Reportagem: Kíria Meurer (Itajaí, SC)
Ao longo da vida, muitas doenças costumam bater a nossa porta. Que tal escolher um caminho de mais vitalidade e equilíbrio? Percorrer uma trilha que nos livre da dor, do medo, da angústia? O mapa pode estar no nosso próprio corpo. Ele foi traçado pelos chineses há 5 mil anos. Quando chegou ao Japão, recebeu o nome de do-in, que significa caminho de casa. Um retorno para dentro de si mesmo.
"Quando nos tocamos, nos conhecemos mais. Percebemos onde estão as tensões do corpo. Percebemos quando precisamos parar para relaxar um pouco. O autoconhecimento nos ajuda muito", diz o homeopata e acupunturista Marco Giostri.
Foi esse conhecimento milenar que ajudou a aposentada Ilma de Borba a enfrentar o drama provocado pela chuva em Santa Catarina. “Tinha muita angústia. Minha vontade era só chorar”, lembra. A água invadiu a casa dela. "Para depressão, eu comecei a fazer as massagens que eu já sabia. Para angústia e insônia, é na linha do pulso", diz.
As imagens da tragédia ainda assombram muita gente. "De vez em quando, à noite, eu sonho que estou vendo aquela água suja", conta o aposentado Valdemar da Rosa.
Dá para entender por que seu Valdemar anda com o intestino preso. A medicina tradicional chinesa diz que o intestino não funciona bem quando a pessoa sofre muita tensão emocional. Se a cabeça está cheia de preocupações, o corpo reclama e até adoece.
Os moradores de Itajaí encontram no posto de saúde da cidade um remédio que não tem contraindicação, não custa nada e ainda está ao alcance das mãos de qualquer pessoa. Eles aprendem a praticar o do-in, que funciona através de um simples toque.
A equipe do Globo Repórter acompanhou o primeiro encontro do grupo depois da enchente. Doutor Marco Giostri ouviu as histórias. As lembranças vieram à tona.
"Perdi quase tudo, fiquei meio abalada. Quase morri afogada na enchente", lembra a dona de casa Angélica Inthurn.
Quando a água subiu, a agente de saúde Apolônia Pereira, a Poli, ficou isolada com outras dez pessoas. Em meio ao desespero, ela ensinava como aliviar o medo e a ansiedade.
"Ninguém conseguia dormir", conta Polia, que ensinava a técnica da massagem contra insônia para os desabrigados.
Dois, três, no máximo, cinco minutos de massagem são suficientes. Importante é achar o ponto certo. "Sabemos que estamos no local certo porque encaixa e porque ele geralmente é um pouquinho mais dolorido que os demais pontos", diz doutor Marco Giostri.
O do-in revela uma misteriosa ligação entre diferentes órgãos e partes do corpo. "A massagem na pontinha do dedo ajuda muito a fortalecer o coração. É indicada para quem tem pressão alta", orienta doutor Marco Giostri.
A lateral do dedo indicador está ligada ao bom funcionamento do intestino. E seu Valdemar, que andava reclamando, logo ficou mais aliviado. "O efeito é imediato", comemora o aposentado.
Para dor de cabeça, pressione entre o dedo polegar e o indicador. Dona Angélica é caloura na turma e fez o teste. Chegou com dor de cabeça e logo ficou aliviada.
"Assim como dor de cabeça, dor de ouvido, dor de dente, dor nas costas, azia, cólica menstrual, enfim, sintomas agudos, melhoram imediatamente. No caso de situações mais crônicas, como depressão, ansiedade, labirintite, há necessidade de fazer a massagem todos os dias, várias vezes", esclarece doutor Marco Giostri.
A medicina tradicional chinesa diz que saúde é movimento. E a automassagem estimula a circulação da energia vital.
"O que se sabe hoje é que ela estimula nosso organismo a funcionar melhor, a se equilibrar melhor, liberando várias substâncias endógenas, que estão dentro do corpo, como antiinflamatórios, analgésicos, substâncias que fazem melhorar nosso humor, nosso sono e nossa afetividade", explica doutor Marco Giostri.
Com 20 anos de profissão, a cabeleireira Izilda Silva Pereira não suportava mais o peso do secador. "Acho que são pelo menos 50 quilos em cada mão", calcula ela, que fez uma cirurgia e estava prestes a operar o outro braço quando descobriu o do-in. A automassagem não cura, mas alivia muito as dores provocadas pela bursite e tendinite.
"Hoje eu consigo trabalhar mais e sofrer menos", diz Izilda.
A aposentada Lindaura Maria de Olinda transformou o do-in em um ritual diário. Faz massagens para memória, rinite, coluna. Ela tem uma hérnia de disco e não conseguia mais levantar da cama sozinha. O resultado das massagens diárias impressiona. Depois de três meses fazendo do-in, dona Lindaura voltou a caminhar.
"Parece que destrancou alguma coisa dentro de mim. Tudo em mim estava trancado", diz a aposentada.
A aposentada Jair Pezzini sofria fortes dores nos ossos, seqüelas da quimioterapia. “Aprendendo do-in, eu comecei a aplicar e melhorei bastante do problema de coluna. Decidi repassar o conhecimento porque temos que passar para os outros – até por obrigação – tudo que aprendemos de bom”, diz ela, que pratica o do-in uma vez por semana com voluntárias e pacientes de uma associação de apoio a quem tem câncer.
"O ponto do enjôo, que fica três dedos acima da linha do pulso, deve ser apertado de dois a três minutos", orienta uma voluntária.
Juntas, elas mandam as dores embora.
"Na região do peito, guardamos nossas mágoas, angústias, tristezas, emoções. E muitas dessas coisas nos trazem estados depressivos. O exercício do Tarzan faz com que liberemos isso tudo", ensina dona Jair. "Melhorar a qualidade de vida e promover saúde está em nossas mãos", finaliza doutor Marco Giostri

Gotinhas são usadas no combate à dengue - IMPORTANTE INFORMAÇÃO!

Reportagem: Ismar Madeira (Macaé, RJ)
O arsenal está sempre a postos. O comandante Valdir entra em uma aventura contra a doença que preocupa a população de centenas de cidades no verão. O destino é Macaé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro. A cidade de 180 mil habitantes está vencendo a guerra contra a dengue.
Na rodoviária, um pelotão de agentes de saúde e a arma usada no combate à doença: um remédio a conta-gotas. A aplicação é sempre em lugares com muita movimentação de pessoas. No ano passado, foram 200 mil doses. E qualquer um pode tomar porque o remédio não tem contraindicação – bastam duas gotinhas.
"Não é vacina. É um medicamento homeopático que ajuda a prevenir os sintomas da dengue. A tendência é que a pessoa adquira a forma mais branda da doença", explica a homeopata e sanitarista Laila Nunes, coordenadora de saúde coletiva de Macaé.
O resultado foi surpreendente desde que as gotinhas homeopáticas começaram a ser aplicadas no município, em 2007. Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e na região norte do estado, o número de casos de dengue cresceu mais de 300%. Mas em Macaé, que estava no meio do foco, a doença não encontrou espaço: o número de casos caiu 62%.
A casa da professora Tarsila Carneiro da Silva está na estatística. Ela teve dengue em 2007 e não teve em 2008. Diz que redobrou os cuidados, evitando depósitos de água parada.
A família toda tomou o remédio homeopático. Quer se proteger dos sintomas fortes que assustaram.
"Eu não aguentava ficar sentada na cama", lembra Tarsila.
"Minha maior preocupação era a dengue hemorrágica. Tinha gente que estava morrendo por causa desse problema", diz o marido de Tarsila.
"Se nós achamos que cuidamos, temos que cuidar ainda mais porque é perigoso e doloroso", ressalta Tarsila.
Contra um inimigo tão poderoso, artilharia pesada. O pelotão do fumacê entra em ação nas áreas onde surgem novos casos. O inseticida pode exterminar mosquitos adultos que estejam voando. E o larvicida combate os que ainda nem nasceram.
Água transparente e limpa é exatamente do que os mosquitos gostam. Se ela estiver coberta com uma telha, na sombra, então, é ideal para depositar ovos, que em pouco tempo se transformam em larvas. Em menos de sete dias, um novo mosquito surge e já pode sair do telhado mesmo voando por aí, contaminando toda uma comunidade. Uma única fêmea é capaz de picar até 300 pessoas.
O Aedes aegypti é muito parecido com um pernilongo comum, só que mais escuro, com listras brancas. Costuma picar as pessoas durante o dia. E é voando que Macaé contra-ataca.
"O mais comum são piscinas de casas de veraneio abandonadas, com águas verdes, e caixas d'água sem tampa", conta o comandante Valdir.
Uma busca às trincheiras de onde podem sair exércitos de mosquitos. Agente infiltrado na casa de seu Hamilton, que não imaginava larvas na caixa d'água.
"Este período é muito preocupante porque, com a chuva e depois com o calor, a tendência é que surjam mais focos do mosquito", alerta doutora Laila.
Não parece, mas o pequeno Maycki, de 2 anos, está com dengue. A mãe dele, a funcionária pública Adriana Barbosa Lima, também pegou a doença no mês passado. Mas eles não se abateram.
"Não tivemos sintomas mais graves por causa da homeopatia. Trabalhei normalmente. Não foi tão grave", conta Adriana.
Foi o que o estudo da doutora Laila Nunes comprovou: o remédio alternativo faz diferença. Mas não é uma fórmula pronta. Em cada temporada, ela visita os primeiros pacientes para saber os sintomas mais comuns e definir a receita para aquela comunidade.
O remédio é feito de substâncias que, segundo a homeopatia, servem para amenizar a febre, as dores no corpo e até diminuir a tendência à hemorragia.
"Nós já utilizamos três tipos de medicamentos em épocas diferentes. A cada epidemia esse medicamento pode mudar", diz doutora Laila. "Espero não pegar mais dengue. Dengue, na minha família, não", conclui Adriana

Ginástica Chinesa Complementa Medicina Tradicional

Reportagem: Paulo Gonçalves (Suzano, SP)
Despertar com um toque oriental. Coreografia inspirada nas artes marciais para derrotar os inimigos da saúde.
"Quem tinha diabetes melhorou. Quem tinha pressão alta melhorou. Quem tinha dores na coluna e nas articulações melhorou", conta a aposentada Camila Ferreira Silva.
Lian gong, ou lian kum, é uma ginástica terapêutica chinesa receitada para 8 mil pacientes de Suzano, na Grande São Paulo.
"A pessoa tem melhora de parte das dores de toda a coluna. A ginástica trabalha a parte articular, proporcionando melhora dos movimentos. Há melhora de hérnia, bursite, tendinite. Inclusive a parte respiratória melhora porque o princípio do trabalho é a respiração", explica a médica Miriam Reiko Harada.
Com os exercícios respiratórios, Élcio reduziu as crises de bronquite.
"As pessoas que têm dificuldade para andar por causa da artrose acabam fortalecendo a musculatura de uma articulação que já está doente", diz doutora Miriam Reiko Harada.
É o caso da dona de casa Rubenita Costa Peixinho. Os efeitos da artrose limitavam os movimentos. E os gastos com remédios doíam no bolso. "Há sete anos eu faço lian gong e há três anos eu não tomo medicação", conta.
São 54 movimentos suaves, que incluem até automassagem nos pontos de acupuntura.
"Hipertensos, diabéticos, pacientes com distúrbios na área de saúde mental, como ansiedade, depressão. Tudo isso é auxiliado com essas atividades", diz a médica Daniela Ferreira.
Para dona Camila, os sintomas de depressão hipertensão e diabetes apareceram com a aposentadoria, há dez anos. "O diabetes dá um desânimo danado. Dá vontade de não fazer nada. A pressão alta também é mais ou menos assim", descreve.
Com a ginástica oriental, ela ganhou disposição para mergulhar em outra rotina. "Tudo mudou. Com meus 69 anos, me sinto uma garota de 14", garante dona Camila.
Os movimentos do lian gong foram criados por um médico ortopedista em 1974. Ele concluiu que a ginástica terapêutica poderia auxiliar no tratamento dos pacientes atendidos no ambulatório. O governo chinês gostou tanto da prática que a adotou em parques e praças. Em Suzano, o lian gong complementa o trabalho médico no pátio de um posto de saúde.
Na comunidade do bairro Boa Vista, a união de gerações: uma avó de 70 anos e a neta de 8 estão no mesmo ritmo.
Marido e mulher sofriam com problemas nas articulações e na costas.
"Eu não conseguia calçar o tênis porque a coluna doía, não podia abaixar, tinha que apoiar na parede e pôr em cima de um banquinho. Hoje faço isso na maior brincadeira. Para mim foi o lian gong, porque eu não tomei remédio nem fiz tratamento", diz o aposentado Heitor Lima.
O reumatismo impedia a aposentada Joana Lima de fazer o trabalho doméstico. "Doía as pernas, os joelhos, o quadril. Era um horror. Eu não podia abaixar para varrer, passar pano. Agora, graças a Deus, eu faço tudo", comemora.
Para eles, a ginástica chinesa é tão importante que virou lição de casa.
"Qualquer pessoa, mesmo que não tenha dor nenhuma, deve começar a fazer porque vai gostar. Quem se sente bem, vai se sentir melhor ainda", assegura seu Heitor. "Envelhecer com saúde é muito bom", conclui dona Camila

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Entrevista sobre Humanização do Parto

Parto Ativo

AS NECESSIDADES BÁSICAS DA PARTURIENTE

Algumas condições externas que devem ser respeitadas para o bom procedimento de um parto ativo.

Um parto normal acontece sozinho, guiado pelo próprio corpo. Rompimento da bolsa, dilatações, contrações são ações involuntárias do corpo, que acontecem devido a informações enviadas pelo cérebro. E como o cérebro envia informações ao corpo? Através dos hormônios.
O trabalho, portanto, pode ser compreendido fisiologicamente como uma cadeia sutil de hormônios, que vão acionando um ao outro e conduzindo ao parto/nascimento. Quem comanda todo esse processo é a estrutura primitiva do cérebro, chamada de “sistema límbico” e composta pelo hipotálamo e hipófise. São as estruturas que temos em comum com os cérebros de todos os outros mamíferos. Durante o trabalho de parto, como em qualquer outra experiência sexual, as inibições que podem acontecer no processo provêm da outra parte do cérebro, a mais moderna, denominada córtex ou neo-córtex. Muito desenvolvida nos seres humanos, essa parte do cérebro correspondente a atividade intelectual e racional.
O obstetra Michel Odent identificou fatores que estimulam a atividade do neo-cortex, e que devem ser evitadas para permitir que o cérebro primitivo funcione sem impedimentos e assim favorecer o trabalho de parto. Essas são necessidades básicas muito simples, mas fundamental que sejam respeitadas. São elas:
LUZ: luzes fortes estimulam o neo-cortex, e isso é já bem claro aos técnicos que realizam eletro encefalogramas. Um parto que ocorre na penumbra, portanto, tende a ser facilitado.
LINGUAGEM: A linguagem racional é um processo intelectual comandado pelo neo-cortex. Portanto, perguntar à mulher durante o trabalho de parto qual é o seu número de telefone ou a que horas fez xixi, por exemplo, obriga que ela raciocine, acionando o neo-cortex e consequentemente atrapalhando a ação do cérebro primitivo e o trabalho de parto. Melhor não recorrer à linguagem verbal a uma mulher em trabalho de parto.
PRIVACIDADE: todos sabemos que quando nos sentimos observados temos a tendência de corrigir nossa postura, e isso representa acionar o neo-cortex. Quanto maior privacidade, melhor para que o trabalho de parto proceda bem. Odent inclusive chama atenção para a posição onde a parteira/ doula/ médico se encontra no momento do parto (na frente ou atrás da mulher), e para as fotografias e filmagens nesse momento.
NECESSIDADE DE SENTIR-SE AO SEGURO: A adrenalina aciona um estado de alerta que inibe a liberação dos hormônios necessários ao parto. Todas as situações em que a mulher se sente em risco liberam adrenalina vão dificultar o parto. A presença de pessoas com quem a mulher se sinta segura, portanto, é fundamental para facilitar o trabalho.
FOME E ADRENALINA: O medo faz aumentar o nível de adrenalina, mas a fome também. Depois de comer todos ficamos mais calmos. A TEMPERATURA também influencia na taxa de adrenalina: um ambiente frio tende a aumentar a taxa de adrenalina. A mulher em trabalho pode comer se sentir necessidade, e os que estão acompanhando o parto devem cuidar para que o ambiente esteja bem aquecido.
Um parto ativo será beneficiado se essas necessidades básicas da parturiente forem respeitadas.
É importante lembrar que o cérebro reconhece apenas os hormônios produzidos pelo próprio corpo. Hormônios sintéticos não produzem os mesmos efeitos, e podem atrapalhar a delicada seqüência entre eles.
Letícia Lopes Koehler – Jornalista humanitária leticialk@hotmail.comParto do Princípio – www.partodoprincipio.com.br

Data de publicação: 26/08/2008.
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/parto/as_necessidades_basicas_da_parturiente.htm

O Perfeito e Delicado Sistema Hormonal do Parto

Como o corpo produz tudo o que é necessário para que o parto seja um evento seguro, e a conseqüência das interferências nesse processo
É bem sabido que a vida na terra é composta de uma rede que interconecta todos os seres, onde um depende do outro para que o todo subsista. A própria natureza cria sistemas de auto-regulação que favorecem a vida. É como se fosse do próprio “interesse” do todo manter a reprodução dos seres vivos.
Assim, é inato a cada fêmea do reino animal - como a cada mulher - um sistema reprodutivo perfeitamente organizado para a manutenção da espécie e para que gerar, gestar, e parir sejam experiências seguras para a mulher. Num parto sem perturbações, o próprio organismo humano se ocupa de produzir analgésicos (beta-endorfinas) que aliviam as dores do parto, ou de atingir um pico de ocitocina que previne hemorragia pós-parto, por exemplo.
Mesmo sem receber informações sobre o que deve ser feito, sem ser “educado” para o parto, o corpo feminino será capaz de realizá-lo, da mesma maneira como realiza qualquer outra função fisiológica sem que haja necessidade de um comando racional para acionar esse mecanismo.

O parto é um evento fisiológico
Em seus seminários, o obstetra francês Michel Odent lança sempre a pergunta: “qual é a parte mais ativa em uma mulher em trabalho de parto?” - o cérebro. É ele que comanda todas as contrações uterinas, a intensidade com que acontecem, o ritmo do trabalho; é o cérebro que acionará e liberará no organismo da mulher hormônios que vão além do nascimento em si, agindo na transformação da mulher (e todas as outras fêmeas) em uma mãe. Alguns hormônios atuam não apenas no nível físico, mas também no nível comportamental e emocional, como a prolactina, que ativa o instinto materno, ou as beta-endorfinas que criarão o laço de dependência e cuidado entre mãe e filho¹.
Há milhares de anos esse mecanismo fisiológico tem permitido que a espécie humana se perpetue. As intervenções médicas nesse processo, contudo, têm acarretado partos difíceis, traumáticos, e com seqüelas comportamentais e emocionais, que se mostram seja nas mulheres com depressão pós-parto ou sentindo-se incapazes de cuidarem de seus filhos, seja na instituição de uma sociedade mais violenta, devido aos seus “novos integrantes” não terem recebido doses de hormônios previstos pelo cérebro.²
Hormônios sintéticos (utilizados para induzir e/ou acelerar o trabalho), analgésicos, epidurais, ou mesmo condições externas como luz forte, por exemplo, podem interferir nessa rede hormonal e interromper o encadeamento fisiológico e a seqüência do trabalho. Hormônios sintéticos causam efeitos físicos em determinada parte do corpo, mas não atuam no comportamento como os hormônios produzidos pelo próprio cérebro, além de possuírem uma ação isolada, não sendo regulados de acordo com o que está acontecendo no resto do corpo da mãe e do bebê.

Hormônios naturais x Hormônios Sintéticos
Quando é ministrada ocitocina sintética a uma mulher durante o trabalho de parto, o número de receptores de ocitocina no útero é reduzido pelo corpo para prevenir uma estimulação em excesso.³ Isso significa que a mulher tem maiores riscos de hemorragia pós-parto, pois sua própria liberação de ocitocina, crítica nesse momento para contrair o útero e prevenir a hemorragia, será inútil devido ao baixo número de receptores.
A ocitocina materna atravessa a placenta e entra no cérebro do bebê durante o trabalho, agindo para proteger as células cerebrais fetais “desligando-as”, e diminuindo o consumo de oxigênio em um momento em que os níveis de oxigênio disponíveis para o feto são naturalmente baixos4. A ocitocina sintética, porém, não tem a capacidade de atravessar a parede placentária, e não atingirá o organismo do bebê.
Outro efeito da ocitocina sintética é que as contrações produzidas por ela podem acontecer muito próximas umas das outras, impedindo que o bebê se recupere da pressão sofrida pelo útero. Em condições normais, o cérebro da mãe libera a ocitocina por meio de pulsações, e como os dois organismos – mãe e bebê - estão em comunicação durante o trabalho de parto por meio do fluxo sanguíneo comum, o cérebro conseguirá “ler” o nível de catecolaminas liberada na corrente sanguinea pelo bebê, regulando a intensidade e o ritmo das contrações de acordo com o nível de estresse vivido pelo bebê e pela mãe.
Os níveis de todos os hormônios presentes no momento do parto são regulados de acordo com o andamento do trabalho e do estado físico em que se encontra a mãe e o bebê. A alteração de um só elemento desestrutura toda essa delicada rede, cujas conseqüências se estendem para o pós-parto, o aleitamento e a relação emocional entre mãe e filho. Nos momentos finais da preparação do bebê para o nascimento, os hormônios atuam para amadurecer os pulmões e regular o sistema termogênico (regulação térmica) do recém-nascido.

Os danos causados por interferências no sistema hormonal do parto
Durante o período pré-natal, o cérebro do bebê está mais vulnerável a danos irreversíveis5 e estudos indicam que substâncias ministradas por volta da hora do parto, mesmo em pequenas doses, podem causar efeitos colaterais na estrutura do cérebro e na química do recém-nascido que talvez não sejam claros até a idade adulta.6
Os medicamentos ministrados à mãe entram imediatamente na corrente sangüínea e vão igualmente ao bebê, e alguns desses medicamentos serão absorvidos preferencialmente pelo seu cérebro7. A meia-vida das substâncias ministradas (ou seja, o tempo que se leva para reduzir em 50% o nível do medicamento da corrente sangüínea) é muito maior no organismo do bebê após o corte do cordão umbilical. A buvicaína, por exemplo (medicamento derivado da cocaína, usado como anestésico local), tem uma meia-vida de 2,7 horas no organismo adulto, mas cerca 8 horas em um bebê recém-nascido.8
Os medicamentos utilizados em procedimentos de rotina nos partos continuam agindo no corpo da mãe e do bebê por horas após o parto, fazendo com que a mãe esteja sedada no momento de seu primeiro encontro com seu filho, e que o bebê nasça sob efeito dessas drogas, o que causa um imprinting químico no seu cérebro. As conseqüências desse fenômeno poderão ser percebidas na vida adulta como tendência física em reviver tal sensação experienciada no parto, causada por essas substâncias anestésicas. O imprinting previsto pela natureza para o cérebro do bebê neste momento seria aquele realizado pela ocitocina produzida pelo cérebro da mãe e do bebê durante um trabalho de parto sem interferências.
Para que o trabalho e o parto aconteçam de forma ideal, algumas medidas simples podem ser tomadas, que permitem que o sistema límbico (parte primitiva do cérebro, comum a todos os mamíferos) faça o trabalho de produção dos hormônios necessários ao parto e ao imprinting no cérebro da mãe e do bebê. O neo-cortex humano - a parte mais racional e moderna do cérebro, que quando em ação impede o perfeito funcionamento dos comandos do sistema límbico, que comanda as funções fisiológicas previstas para o parto9 - é estimulado por luzes fortes, pela construção de um raciocínio por meio da linguagem, pelo frio (libera adrenalina), e pela sensação de estar em risco. Evitar todos esses fatores é a condição básica para que o parto seja facilitado, e que o corpo coloque em ação o modelo fisiológico previsto para um parto seguro e prazeroso.
por Letícia Koehler

1. Pesquisa realizada na França sobre o efeito das epidurais em animais mostrou que as ovelhas em que foram injetadas epidural não tiveram um comportamento materno normal após o nascimento dos filhotes; o efeito foi mais fortemente marcado pelas ovelhas que receberam a droga no início do trabalho: sete entre oito dessas mães não mostraram interesse por seus filhotes por ao menos 30 minutos.1A Os pesquisadores analisaram baixos níveis de ocitocina no cérebro dessas ovelhas e também demonstraram uma reversão parcial dos efeitos do comportamento maternal quando a ocitocina foi ministrada no cérebro dessas recém-mães.1B A)Krehbiel D, Poindron P, Levy F, Prud'Homme MJ. Peridural anesthesia disturbs maternal behavior in primiparous and multiparous parturient ewes. Physiol Behav. 1987;40(4):463-472. B) Levy F, Kendrick KM, Keverne EB, Piketty V, Poindron P. Intracerebral oxytocin is important for the onset of maternal behavior in inexperienced ewes delivered under peridural anesthesia. Behav Neurosci. Apr 1992;106(2):427-432.
2. O obstetra francês Michel Odent realizou diversos estudos sobre o tema. A vasta bibliografia do autor disponibiliza mais informações, principalmente a obra The Scientification of Love. Revised ed. London: Free Association Books; 2001.
3. Phaneuf S, Rodriguez Linares B, TambyRaja RL, MacKenzie IZ, Lopez Bernal A. Loss of myometrial oxytocin receptors during oxytocin-induced and oxytocin-augmented labour. J Reprod Fertil. Sep 2000;120(1):91-97.
4. Tyzio R, Cossart R, Khalilov I, et al. Maternal oxytocin triggers a transient inhibitory switch in GABA signaling in the fetal brain during delivery. Science. Dec 15 2006;314(5806):1788-1792.
5. Mirmiran M, Swaab D. Effects of perinatal medication on the developing brain. In: Nijhuis J, ed. Fetal behaviour. Oxford: Oxford University Press; 1992.
6. Nyberg K, Buka SL, Lipsitt LP. Perinatal medication as a potential risk factor for adult drug abuse in a North American cohort. Epidemiology. Nov 2000;11(6):715-716 e Csaba G, Tekes K. Is the brain hormonally imprintable? Brain Dev. Oct 2005;27(7):465-471.
7. Hale T. The effects on breastfeeding women of anaesthetic medications used during labour. Paper presented at: The Passage to Motherhood, 1998; Brisbane Australia.
8. Hale T. Medications and Mother's Milk. Amarillo TX: Pharmasoft; 1997.
9. Veja também o texto As necessidades básicas da parturiente http://guiadobebe.uol.com.br/parto/as_necessidades_basicas_da_parturiente.htm

Letícia Koehler é jornalista free-lancer, atuando na área humana, ambiental e de culturas nativas. Desde 2000 está envolvida com o tema do parto natural e humanizado. leticialk@hotmail.com

Este texto foi baseado no artigo Ecstatic Birth - Nature’s Hormonal Blueprint for Labor de Sarah Buckley. As referências bibliográficas (com exceção da n. 2 e 9) também foram retiradas dos texto original de Dra Buckley. Para ter acesso ao artigo de Sarah, visite o site www.sarahbuckley.com (original em inglês), ou www.partodoprincipio.com.br (versão em português).

Data de publicação: 03/02/2009.Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/parto/sistema_hormonal_do_parto.htm

Atrasar Corte do Cordão Previne Anemia em Bebês

Estudo diz que demorar 1 minuto aumenta estoque de ferro e não leva a icteríciaMédicos contrários à espera dizem que o fato de o bebê receber mais sangue aumenta o risco de excesso de glóbulos vermelhos Eduardo Knapp/Folha ImagemBebê no berçário do Hospital e Maternidade Interlagos, que permite que os médicos decidam quando cortar o cordão umblical.

FLÁVIA MANTOVANIDA REPORTAGEM LOCAL

Cortar o cordão umbilical assim que o bebê nasce é a conduta mais adotada na maioria das maternidades do país. Mas novos estudos sugerem que esperar um pouco pode aumentar os estoques de ferro e prevenir anemia nos recém-nascidos.Pesquisa publicada nos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), comprovou o benefício. Foram acompanhados 224 partos: em 109 deles, foi feito o clampeamento (corte) imediato; em 115, esperou-se um minuto. Três meses após o parto, os bebês submetidos ao corte tardio tiveram um nível maior de ferritina (indicador da quantidade de ferro).Isso ocorre porque, quando o cordão não é cortado imediatamente, o bebê recebe mais sangue da mãe. "Trata-se de uma das estratégias da Organização Mundial da Saúde para prevenir a anemia, um problema grande no primeiro ano de vida", diz a pediatra Jucille Meneses, vice-presidente do departamento científico de neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).Em 2007, uma revisão de estudos publicada no "Jama" (periódico da associação médica americana) concluiu que o corte tardio é melhor para o bebê.Segundo a autora do estudo brasileiro, a pediatra Sônia Venâncio, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, trata-se do primeiro trabalho nacional a fazer essa comparação. "Havia referências internacionais e quis ver se achávamos os mesmos resultados aqui", diz ela, que agora consolida os dados dos bebês aos seis meses.Venâncio optou pelo tempo de um minuto para conseguir a adesão da equipe da maternidade. "Mesmo com essa intervenção menos radical houve diferença no estoque de ferro."PolêmicaA questão, porém, não é consensual. Especialistas afirmam que o fato de o bebê receber mais sangue aumenta o risco de ele ter policitemia (excesso de glóbulos vermelhos) e icterícia (coloração amarela gerada por excesso de bilirrubina).Para Eduardo Cordioli, obstetra e coordenador médico da maternidade do hospital Albert Einstein, o corte precoce é mais seguro. "Quando o bebê recebe muito sangue, não dá conta. Vários trabalhos mostram que ele precisa fazer mais fototerapia [para icterícia]. Acho perigoso abrir mão da segurança."Ele diz que o tema é controverso. "A gente deixa alguns segundos, limpa, corta com calma. Acho saudável esperar um pouco, mas com bom senso."No estudo de Venâncio, não houve diferença significativa no índice de problemas como icterícia entre os dois grupos.Para a pediatra Ana Lúcia Goulart, chefe da disciplina de pediatria neonatal da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a intervenção é pouco efetiva. "O aporte maior de ferro é feito na gestação. A espera para clampear aumenta muito pouco a reserva do mineral."Ela diz que a maior diferença seria para crianças prematuras, que, como precisam de cuidados imediatos, não deveriam receber o corte precoce.Meneses, da SBP, discorda e diz que, segundo estudos, o corte tardio reduz a necessidade de transfusões sanguíneas e o risco de hemorragias intracranianas em prematuros.Para Meneses, a regra deveria ser o corte tardio, com algumas ressalvas. A SBP ainda não tem orientação sobre o tema.

O Sono Normal da Criança

Algumas preocupações dos pais em relação ao sono de seus filhos podem advir do desconhecimento do que é normal em cada faixa etária. Assim, a queixa de insônia pode não corresponder a um diagnóstico.
Os ritmos circadianos já estão estabelecidos desde o período perinatal4.
O neonato dorme mais tempo do que as crianças maiores, com períodos fragmentados de sono distribuídos ao longo do dia, que vão gradualmente se consolidando num período único, à noite.
O recém-nascido e o lactente dormem 16 a 18 horas por dia, 50% em estágio REM (movimentos oculares rápidos). Eles alternam sono e vigília a cada três a quatro horas, uniformemente distribuídas entre o dia e a noite.
Em torno de 6 meses, o lactente dorme até 6 horas ininterruptas, à noite, sendo comum dois longos períodos de sono, intercalados por um breve despertar.
Ao redor de 6 meses, o sono já é estadiado, como no adulto, em sono quieto ou NREM (não REM), com quatro estágios, seguido do sono REM.. Os estágios um e dois do sono NREM são superficiais e o três e o quatro são profundos.
Ao final do primeiro ano, o lactente dorme ao redor de 12 horas, mas o sono já se restringe a dois momentos: uma sesta à tarde e um longo período de sono à noite.
Ao longo dos anos do período pré-escolar, ocorre uma diminuição progressiva das horas de sono de 15 para 12 horas. A sesta é abolida até os cinco anos. No escolar, o período de sono dura em torno de 8 a 10 horas28,29.
A arquitetura do sono vai se estruturando e amadurecendo com o passar dos meses e anos. A boa qualidade do sono depende da integridade estrutural e funcional das estruturas neurais, do estado global de saúde da criança e da capacidade desta e dos pais em disciplinar satisfatoriamente o processo de adormecer30.
O comportamento da criança em relação ao sono deve ser entendido no contexto do desenvolvimento e de suas etapas, ao longo das quais o bebê vai amadurecendo. Este processo é determinado por mudanças nos padrões neuropsicológicos da criança e modelado por práticas interpessoais, sociais e culturais da família31.
Despertar noturno
A maioria das crianças acorda durante a noite; aquelas que não conseguem se acalmar e adormecer por si só são as que têm o distúrbio.
No primeiro mês de vida, os despertares noturnos podem ser devido à inversão dia-noite e a necessidade de alimentar-se, e o lactente tem seus maiores períodos de sono durante o dia, permanecendo acordado à noite. É freqüente que se encontre depressão materna ou dificuldade dos pais em lidarem com os cuidados ao neonato7.
As associações do sono provocam dificuldades nos despertares noturnos da mesma forma que para adormecer, pois todas as etapas exigidas pela criança para adormecer têm que ser novamente repetidas a cada despertar. O lactente não consegue se acalmar por conta própria, e fica inquieto e choroso até que tenha suas demandas satisfeitas. Os pré-escolares se levantam da cama, vão para o quarto dos pais e protestam quanto a voltarem para dormir. Os escolares e os adolescentes insistem em assistir televisão e ouvir rádio à noite; a presença de televisão e rádio no quarto é reforço positivo para este comportamento.
A alimentação noturna, já não mais necessária na maioria das crianças a partir de 6 meses, caso seja mantida, faz com que a criança acorde para mamar e, posteriormente, isto pode ainda gerar um comportamento de associação do sono.
O refluxo gastroesofageano costuma acordar os lactentes por dor, usualmente após a terceira hora de sono, e a dor é aliviada quando a criança é retirada do berço. Existe uma relação entre apnéia do sono e refluxo gastroesofageano38-40, e a coexistência destes dois eventos durante o sono poderia estar contribuindo para os despertares noturnos.
Os despertares noturnos ligados ao desenvolvimento ocorrem em crianças com mais de 8 meses e são conseqüência do seu amadurecimento, devido à instalação da ansiedade de separação. Isto se torna persistente e disruptivo quando a criança não aprende a lidar por si só, acalmando-se a cada despertar normal, necessitando da intervenção permanente dos pais à noite31.
Nesta ocasião, surge também uma nova demanda, que é por autonomia, podendo coincidir com o início da recusa alimentar. Problemas previamente resolvidos com a alimentação e o sono ressurgem e devem ser entendidos como resultado de progresso no desenvolvimento em direção à autonomia, e não regressão.
Os pesadelos são parassonias extremamente comuns que ocorrem durante o sono REM, nas primeiras horas da madrugada. A criança freqüentemente conta suas recordações do sonho de forma amedrontada. O sonho muitas vezes reflete estresses diurnos. São mais freqüentes entre pré-escolares7, sendo também comuns nos escolares e mais esporádicos nos adolescentes41. Nos casos em que a criança sofre de pesadelos severos e freqüentes, deve-se suspeitar de transtorno do estresse pós-traumático.
Os distúrbios do despertar já são parassonias mais raras. Exemplos clássicos são o terror noturno, que ocorre em 3% das crianças, e o sonambulismo, que acontece pelo menos uma vez em 15% das crianças7. Constituem despertares desordenados nas fases profundasdo sono, ocorrendo, assim, no início da noite. Ambos podem fazer a criança realmente acordar. Fadiga, estresse, bexiga cheia e barulhos podem desencadear estes episódios.A apnéia obstrutiva do sono ocorre em 0,7 a 11% das crianças7. Sua marca registrada é o ronco, mas nem todas as crianças que roncam terão este diagnóstico. A causa mais comum de apnéia obstrutiva do sono é a hipertrofia de amígdalas e adenóides, mas também é encontrado com freqüência em crianças com síndrome de Down42, acondroplasia43 e mielomeningocele44, obesidade, mucopolissacaridose, anomalias craniofaciais e distúrbios neuromusculares7.Os distúrbios do humor (depressão) podem causar insônia em adolescentes, embora sejam mais comuns em adultos. Além dos despertares noturnos, causam também dificuldade em adormecer. Os distúrbios do sono são sempre proporcionais em gravidade ao grau de depressão32.

Matéria sobre tipos de partos