Blog destinado a pessoas que se interessam por terapia ocupacional e Enfermagem materno infantil e da terceira idade, na área de educação, cuidados com idosos e enfermos, assim como, na área de prevenção, enfermagem e consultoria.
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Televisão traz mais riscos para as crianças do que se pensava
Assistir à televisão pode prejudicar mais as crianças do que se pensava anteriormente, pois aumenta o risco de que desenvolvam problemas de visão, obesidade, puberdade prematura e até mesmo autismo, alerta um cientista em um novo estudo publicado na edição desta segunda-feira da revista científica Biologist. O estudo concluiu que restringir o tempo durante o qual as crianças assistem à TV pode se tornar uma prioridade sanitária e pode ajudar a economizar dinheiro do serviço de saúde britânico. Segundo o artigo, assistir à televisão inibe a produção do hormônio melatonina, que afeta o sistema imunológico, o ciclo de sono e a ativação da puberdade. Níveis mais baixos de melatonina podem ser a causa de as meninas chegarem à puberdade muito antes do que ocorria nos anos 1950, segundo o estudo realizado pelo psicólogo Aric Sigman. Também são a causa do aumento da média de peso delas. Segundo o especialista, níveis baixos de melatonina também podem tornar mais provável que o DNA celular produza mutações cancerígenas. O estudo também demonstrou que o risco de desenvolver mal de Alzheimer aumenta a cada hora extra diária de exposição à televisão entre pessoas com idades entre 20 e 60 anos. O hábito de assistir TV está associado com padrões de sono irregulares entre crianças e aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. "Em vista da total exposição da população a este fator ambiental, é mais que intrigante considerar quão pouca conscientização e ação resultou", disse Sigman. Sigman disse ainda ser "particularmente desconcertante" que alguns acadêmicos tenham feito alertas contra reações exageradas a estas descobertas, alertando que ignorá-los seria "no fim como sermos responsáveis pelo maior escândalo sanitário do nosso tempo". Sigman, autor do livro "Remotely Controlled: How Television Is Damaging Our Lives", pediu ao governo britânico que considere o problema "urgentemente". Ele propôs evitar que as crianças menores assistam à televisão e só sejam apresentadas a ela mais tarde e "ponderadamente". Uma criança britânica de seis anos passará um ano inteiro assistindo à televisão em sua vida, e metade das crianças de três anos têm televisão no quarto, afirmou. "Permitir às crianças que continuem a assistir tanta televisão é uma abdicação da responsabilidade parental, é realmente abrir mão de ser pai e mãe", concluiu Sigman.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Caism é a melhor maternidade pública do Estado de São Paulo
[9/3/2009] O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher/Caism, o Hospital da Mulher da Unicamp, conquistou ná última sexta-feira (6) o primeiro lugar entre os melhores hospitais-maternidade públicos do Estado de São Paulo na avaliação dos usuários do (Sistema Único de Saúde). A premiação foi entregue pelo governador José Serra ao diretor-executivo do Caism-Hospital da Mulher, professor Oswaldo Grassioto. Para o diretor-executivo o prêmio reflete uma política de qualidade e atenção à saúde da mulher da instituição que permeia todos os serviços prestados pelo hospital. “Temos certeza que o impacto das atividades assistenciais do Caism são extremamente pujantes para a região de Campinas, o interior do Estado e até para outros estados”, comenta Grassioto.Considerada a maior unidade hospitalar de atenção à saúde da mulher do interior do Estado de São Paulo, o Caism dispõe de 139 leitos distribuídos entre as sub-especialidades da Obstetrícia, Neonatologia, Ginecologia, Oncologia Ginecológica e Mastologia, por onde já passaram mais de 1,5 milhão de pacientes. Em 23 anos de atividades, o Caism/Hospital da Mulher já realizou mais de 60 mil partos, a maioria de risco.O evento promovido pela Secretaria de Estado da Saúde revelou em uma pesquisa, pela primeira vez na história, o ranking dos 10 melhores hospitais e as cinco melhores maternidades públicas do Estado de São Paulo na avaliação dos usuários do SUS. O levantamento ouviu 60,2 mil pacientes que passaram por internações e exames em cerca de 500 estabelecimentos de saúde conveniados à rede pública paulista nos meses de novembro e dezembro de 2007 e abril e junho de 2008. Foram eleitos vencedores os hospitais que tiveram maior pontuação média entre as unidades que tiveram mais de 100 respostas encaminhadas pelos usuários. Os pacientes receberam o formulário da pesquisa pelo correio, depois do tratamento a que se submeteram, e puderam responder gratuitamente pela internet, carta-resposta ou por telefone. O primeiro colocado na categoria internação foi o Hospital do Rim e Hipertensão, na capital paulista, com nota média de 9,349. Em segundo lugar, com nota 9,344, ficou o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, ligado à Secretaria, e, em terceiro, a unidade materno-infantil do Hospital das Clínicas de Marília, com nota 9,342 (veja lista completa abaixo). Entre as maternidades o Caism/Hospital da Mulher conseguiu a nota média 8,904, seguido pelo Hospital Universitário de São Paulo, com 8,843. Todos os 15 hospitais receberam uma placa especial da Secretaria, em reconhecimento ao nível de excelência do atendimento que prestam à população. O “provão” do SUS tem como objetivo monitorar a qualidade de atendimento e a satisfação do usuário, reconhecer os bons prestadores, identificar possíveis irregularidades e ampliar a capacidade de gestão eficiente da saúde pública. Na pesquisa foram avaliados o grau de satisfação com o atendimento recebido pelos pacientes, nível do serviço e dos profissionais que prestaram o atendimento, qualidade das acomodações e tempo de espera para a internação. Para a classificação das maternidades também foram incluídas perguntas específicas sobre humanização do parto. “Esses hospitais são motivo de orgulho para o SUS paulista, e quem atesta isso são os próprios usuários. Essa pesquisa de satisfação foi fundamental para avaliar o que vem sendo bem feito na área de assistência hospitalar e o que precisa ser aperfeiçoado. É um instrumento de gestão extremamente importante”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.As cinco melhores maternidadesHospital da Mulher/Caism (Centro Integral de Atendimento à Saúde) Campinas – média geral 8,904 Hospital Universitário: São Paulo – média geral 8,843 Hospital Estadual de Vila Alpina: São Paulo – média geral 8,800 Hospital Santa Marcelina: São Paulo – média geral 8,717 Hospital Geral de Pedreira: São Paulo – média geral 8,714Os 10 melhores hospitais do SUS de São Paulo na avaliação dos usuáriosHospital do Rim e Hipertensão: São Paulo – média geral 9,349 Hospital das Clínicas: Ribeirão Preto – média geral 9,344 Hospital das Clínicas – Unidade Materno Infantil: Marília – média geral 9,342 Hospital Amaral Carvalho: Jaú – média geral 9,334 Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia: São Paulo – média geral 9,332 Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho): Bauru – média geral 9,330 Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas: São Paulo – média geral 9,299 Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC): São Paulo – média geral 9,296 Hospital Estadual de Vila Alpina: São Paulo – média geral 9,289 Hospital Beneficência Portuguesa: São Paulo – média geral 9,288
http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2009/03/10/caism-e-a-melhor-maternidade-publica-do-estado-de-sao-paulo
terça-feira, 3 de março de 2009
Doulas - O que são Doulas?
PESSOAL, MEU TRABALHO É MUITO PARECIDO COM O DESTA PROFISSIONAL, A DIFERENÇA, É QUE EU SOU UMA TERAPEUTA OCUPACIONAL E MEUS ATENDIMENTOS SÃO VOLTADOS PARA A FINALIDADE DE RECURSO TERAPÊUTICO UTILIZADO EM GESTANTES, DO PRÉ-NATAL AO PÓS-PARTO. ABRAÇOS, DRA. ANA PAULA.
Antes de a mãe ficar por dentro das características da “companheira” Doula, vamos saber o significa o termo “doulas”. A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Explicado?
Nos dias de hoje essa palavra serve para denominar as acompanhantes de parto que oferecem suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mulheres. Esse suporte pode ser dado antes, durante e depois do parto.
Antigamente os partos eram realizados pelas parteiras que cuidavam da mulher em todos os aspectos. Hoje os partos são feitos em hospitais com uma equipe especializada. Obstetras que têm a função de fazer o parto, pediatra para avaliar a saúde do bebê, a enfermeira e auxiliares que devem auxiliar os médicos para que nada falte e atender as outras mulheres também. E quem oferece assistência à mulher que está dando à luz?
Esse é o papel da Doula, atender as necessidades da mulher. O ambiente hospitalar e as pessoas desconhecidas geram na mulher medo, dor e ansiedade na hora do parto. A Doula então oferece todo apoio afetivo e emocional para que a mulher sinta-se segura e tranqüila para um dos grandes momentos da sua vida: o nascimento do seu filho.
A Doula antes do parto ajuda a mulher e o seu companheiro a refletirem e escolherem suas opções para o parto, explicando os diferentes tipos, as vantagens e desvantagens de cada um, as intervenções que podem ser realizadas e prepara a mulher para quando chegar a hora do parto.
Durante o trabalho de parto, a Doula serve como uma ponte entre os complicados termos médicos e a parturiente, oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e relaxamento.
A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre.
No parto cesárea, a Doula também se faz importante, pois continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar durante a cirurgia. Depois do parto, a Doula oferece assistência e apoio em relação aos cuidados pós parto, à amamentação e cuidados com o bebê.
Não é função da Doula realizar qualquer procedimento médico, como fazer exames, aferir pressão ou administrar medicamentos e cuidar da saúde do bebê. Ela oferece segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.
Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessitar de menos intervenções médicas. Algumas vantagens em se ter uma Doula na hora do parto:
· Diminui o uso do fórceps em 40% · Diminui a incidência de infecção · Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor· Reduz do risco da depressão pós-parto · Sucesso na amamentação · Maior auto estima da mamãe· Maior satisfação com relação ao parto · Alta mais rápida do bebê· Poucas admissões nos berçários de cuidados especiais (UTI neonatal) · Diminui as taxas de cesárea em 50%· Diminui a duração do trabalho de parto em 20% · Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40% · Diminui os pedidos de anestesia em 60% · Diminui o tempo de internação, possibilitando uma maior rotatividade de leitos. · Economia quanto ao uso de medicamentos (ocitocina, anestésicos)
Antes de a mãe ficar por dentro das características da “companheira” Doula, vamos saber o significa o termo “doulas”. A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Explicado?
Nos dias de hoje essa palavra serve para denominar as acompanhantes de parto que oferecem suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mulheres. Esse suporte pode ser dado antes, durante e depois do parto.
Antigamente os partos eram realizados pelas parteiras que cuidavam da mulher em todos os aspectos. Hoje os partos são feitos em hospitais com uma equipe especializada. Obstetras que têm a função de fazer o parto, pediatra para avaliar a saúde do bebê, a enfermeira e auxiliares que devem auxiliar os médicos para que nada falte e atender as outras mulheres também. E quem oferece assistência à mulher que está dando à luz?
Esse é o papel da Doula, atender as necessidades da mulher. O ambiente hospitalar e as pessoas desconhecidas geram na mulher medo, dor e ansiedade na hora do parto. A Doula então oferece todo apoio afetivo e emocional para que a mulher sinta-se segura e tranqüila para um dos grandes momentos da sua vida: o nascimento do seu filho.
A Doula antes do parto ajuda a mulher e o seu companheiro a refletirem e escolherem suas opções para o parto, explicando os diferentes tipos, as vantagens e desvantagens de cada um, as intervenções que podem ser realizadas e prepara a mulher para quando chegar a hora do parto.
Durante o trabalho de parto, a Doula serve como uma ponte entre os complicados termos médicos e a parturiente, oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e relaxamento.
A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre.
No parto cesárea, a Doula também se faz importante, pois continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar durante a cirurgia. Depois do parto, a Doula oferece assistência e apoio em relação aos cuidados pós parto, à amamentação e cuidados com o bebê.
Não é função da Doula realizar qualquer procedimento médico, como fazer exames, aferir pressão ou administrar medicamentos e cuidar da saúde do bebê. Ela oferece segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.
Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessitar de menos intervenções médicas. Algumas vantagens em se ter uma Doula na hora do parto:
· Diminui o uso do fórceps em 40% · Diminui a incidência de infecção · Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor· Reduz do risco da depressão pós-parto · Sucesso na amamentação · Maior auto estima da mamãe· Maior satisfação com relação ao parto · Alta mais rápida do bebê· Poucas admissões nos berçários de cuidados especiais (UTI neonatal) · Diminui as taxas de cesárea em 50%· Diminui a duração do trabalho de parto em 20% · Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40% · Diminui os pedidos de anestesia em 60% · Diminui o tempo de internação, possibilitando uma maior rotatividade de leitos. · Economia quanto ao uso de medicamentos (ocitocina, anestésicos)
O parto na rede pública, e privada com e sem plano de saúde
Parto público e privado
Os procedimentos, condutas hospitalares e direitos da mulher em relação ao parto não se diferem nos hospitais públicos, privados ou com plano de saúde. A diferença está no poder aquisitivo e nos tipos de parto realizados.
As maternidades privadas estão ficando cada vez mais parecidas com hotéis de luxo. Enquanto isso, é cada vez mais comum verificar na rede pública desde a falta de leitos, mulheres em peregrinação por vários hospitais para encontrar uma vaga, falta de recursos humanos, tratamentos absolutamente desumanos e sem qualquer estrutura para atender uma parturiente até maternidades modelo com programas premiados de humanização do parto.
Esse é apenas um dos reflexos da desigualdade social que impera no país, fazendo do Brasil o segundo país do mundo com maior diferença de renda.
Cesariana em alta nas privadas - Mas é no tipo de parto realizado por essas maternidades que está a grande diferença. Na rede privada, a taxa de parto cesárea chega a quase 80%. Os índices mais altos estão na rede privada com plano de saúde.
Já nos hospitais e maternidades da rede pública, as taxas de cesariana caem para 27.5%. Esses dados são apontados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão governamental que regula a ação das operadoras de planos no País.
Pela Organização Mundial da Saúde, a recomendação é de que as cesarianas representem 15% dos partos. Mesmo nos hospitais públicos, o Brasil tem um índice muito alto de partos cesáreas. Isso mostra o quanto o país ainda está distante de oferecer uma assistência de qualidade à mulher.
Se o cálculo da idade gestacional do bebê for malfeito, o parto cesárea será feito antes da hora e o bebê nascerá prematuro, podendo trazer complicações no pós-parto como distúrbios respiratórios. Bebês de 37 a 38 semanas têm 120 vezes mais chances de apresentar a síndrome da angústia respiratória do que aqueles de 39 semanas. No parto normal, você tem certeza que ele está nascendo na época adequada.
O risco de morte materna em partos cesárea aumenta em 2,8 vezes em relação ao parto normal. A mãe também pode sofrer hemorragia e infecção puerperal. Sua recuperação é mais demorada do que no parto normal e sua estadia no hospital é maior.
O parto cesárea só deve ser realizado em situação de risco para a mãe ou para o feto ou se o trabalho de parto se estender excessivamente.
Opção pela cesariana - Os motivos para o elevado índice do parto cesárea são por comodidade da mãe e do médico que controlam a situação do parto, marcando dia e horário para o nascimento, diferentemente do parto normal, em que a natureza determina o dia e horário.
Outro motivo é o financeiro. Muitas instituições privadas têm como objetivo o lucro em detrimento de assistência e, portanto, o parto cesárea é mais lucrativo.
Já os médicos no Brasil geralmente são mal-remunerados, principalmente os que são conveniados com os planos de saúde, e por isso precisam trabalha em mais de um lugar. Por prestarem serviços em vários lugares, não têm tempo de ficar monitorando as parturientes nas seis ou mais horas de trabalho de parto de um parto normal.
O pagamento pelos convênios ou mesmo pelos pacientes particulares é maior com o parto cesárea e além de tudo é mais rápido. Assim o médico faz mais partos com maior lucratividade. Isso já não acontece na rede pública, onde o valor do pagamento pelos partos é o mesmo para normal e para a cesariana.
Além da comodidade, as mulheres preferem o parto cesárea por medo da dor do parto e os médicos cedem a pressão. Um bom pré-natal esclarecendo todas as dúvidas e mitos, inseguranças e medo da hora do parto com um obstetra que apóie o parto normal dará tranqüilidade e segurança para a mulher na hora de dar à luz e isto por si só já ameniza a dor.
Mas se a dor do parto normal for insuportável, a parturiente pode pedir a anestesia peridural onde as contrações continuarão, mas a dor não será mais sentida.
Como a necessidade de economia na rede pública é grande, a tendência é não abusar da tecnologia. Essa economia traz vantagens para a mãe e o bebê onde é a natureza que tem o controle do parto e o médico está presente para acompanhamento e intervenção só se for preciso. Mas a principal razão da queda no número de cesáreas foi as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde para incentivar a realização de partos normais.
Os planos de saúde poderiam ajudar a reverter os altos índices de cesarianas oferecendo mais estímulo ao médico tanto do ponto de vista financeiro, pagando melhor o parto normal, como no aspecto de humanização do parto.
Cabe ao médico indicar o tipo de parto mais adequado para cada mulher e a gestante deve aceitar ou de questionar a escolha. Mas se a gestante pode ter o seu filho de parto normal e o médico indica a cesárea, há um desrespeito ao direito da mulher.
Os procedimentos, condutas hospitalares e direitos da mulher em relação ao parto não se diferem nos hospitais públicos, privados ou com plano de saúde. A diferença está no poder aquisitivo e nos tipos de parto realizados.
As maternidades privadas estão ficando cada vez mais parecidas com hotéis de luxo. Enquanto isso, é cada vez mais comum verificar na rede pública desde a falta de leitos, mulheres em peregrinação por vários hospitais para encontrar uma vaga, falta de recursos humanos, tratamentos absolutamente desumanos e sem qualquer estrutura para atender uma parturiente até maternidades modelo com programas premiados de humanização do parto.
Esse é apenas um dos reflexos da desigualdade social que impera no país, fazendo do Brasil o segundo país do mundo com maior diferença de renda.
Cesariana em alta nas privadas - Mas é no tipo de parto realizado por essas maternidades que está a grande diferença. Na rede privada, a taxa de parto cesárea chega a quase 80%. Os índices mais altos estão na rede privada com plano de saúde.
Já nos hospitais e maternidades da rede pública, as taxas de cesariana caem para 27.5%. Esses dados são apontados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão governamental que regula a ação das operadoras de planos no País.
Pela Organização Mundial da Saúde, a recomendação é de que as cesarianas representem 15% dos partos. Mesmo nos hospitais públicos, o Brasil tem um índice muito alto de partos cesáreas. Isso mostra o quanto o país ainda está distante de oferecer uma assistência de qualidade à mulher.
Se o cálculo da idade gestacional do bebê for malfeito, o parto cesárea será feito antes da hora e o bebê nascerá prematuro, podendo trazer complicações no pós-parto como distúrbios respiratórios. Bebês de 37 a 38 semanas têm 120 vezes mais chances de apresentar a síndrome da angústia respiratória do que aqueles de 39 semanas. No parto normal, você tem certeza que ele está nascendo na época adequada.
O risco de morte materna em partos cesárea aumenta em 2,8 vezes em relação ao parto normal. A mãe também pode sofrer hemorragia e infecção puerperal. Sua recuperação é mais demorada do que no parto normal e sua estadia no hospital é maior.
O parto cesárea só deve ser realizado em situação de risco para a mãe ou para o feto ou se o trabalho de parto se estender excessivamente.
Opção pela cesariana - Os motivos para o elevado índice do parto cesárea são por comodidade da mãe e do médico que controlam a situação do parto, marcando dia e horário para o nascimento, diferentemente do parto normal, em que a natureza determina o dia e horário.
Outro motivo é o financeiro. Muitas instituições privadas têm como objetivo o lucro em detrimento de assistência e, portanto, o parto cesárea é mais lucrativo.
Já os médicos no Brasil geralmente são mal-remunerados, principalmente os que são conveniados com os planos de saúde, e por isso precisam trabalha em mais de um lugar. Por prestarem serviços em vários lugares, não têm tempo de ficar monitorando as parturientes nas seis ou mais horas de trabalho de parto de um parto normal.
O pagamento pelos convênios ou mesmo pelos pacientes particulares é maior com o parto cesárea e além de tudo é mais rápido. Assim o médico faz mais partos com maior lucratividade. Isso já não acontece na rede pública, onde o valor do pagamento pelos partos é o mesmo para normal e para a cesariana.
Além da comodidade, as mulheres preferem o parto cesárea por medo da dor do parto e os médicos cedem a pressão. Um bom pré-natal esclarecendo todas as dúvidas e mitos, inseguranças e medo da hora do parto com um obstetra que apóie o parto normal dará tranqüilidade e segurança para a mulher na hora de dar à luz e isto por si só já ameniza a dor.
Mas se a dor do parto normal for insuportável, a parturiente pode pedir a anestesia peridural onde as contrações continuarão, mas a dor não será mais sentida.
Como a necessidade de economia na rede pública é grande, a tendência é não abusar da tecnologia. Essa economia traz vantagens para a mãe e o bebê onde é a natureza que tem o controle do parto e o médico está presente para acompanhamento e intervenção só se for preciso. Mas a principal razão da queda no número de cesáreas foi as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde para incentivar a realização de partos normais.
Os planos de saúde poderiam ajudar a reverter os altos índices de cesarianas oferecendo mais estímulo ao médico tanto do ponto de vista financeiro, pagando melhor o parto normal, como no aspecto de humanização do parto.
Cabe ao médico indicar o tipo de parto mais adequado para cada mulher e a gestante deve aceitar ou de questionar a escolha. Mas se a gestante pode ter o seu filho de parto normal e o médico indica a cesárea, há um desrespeito ao direito da mulher.
Dia das Crianças - Como presentear e educar ao mesmo tempo
Quando se aproxima o Dia das Crianças recomeça o alvoroço que ano a ano se repete nas lojas de brinquedos, nas escolas infantis, nas famílias e especialmente na cabecinha das crianças. Antenadíssimas como nunca e muito bem informadas através tanto da TV como da Internet, elas trocam opiniões entre si para decidir o que vão pedir de presente aos pais, tios e avós, neste próximo dia 12 de outubro.
Por outro lado, a família se vê aturdida pela avalanche de opções, antigas e novas que enchem as prateleiras das lojas e mesmo que tenham determinado a verba para tal gasto, sempre resta a dúvida de qual brinquedo escolher para não só agradar, mas também surpreender as crianças. E isso, todo mundo sabe, pode causar primeiro uma grande surpresa para o comprador...E lá vão pais, avós e tios, às lojas para comprarem quase sempre o brinquedo mais sofisticado, muitas vezes sem terem a certeza da adequação da sua escolha à idade da criança e do proveito real que esta usufruirá com o presente. E geralmente, gastando mais que o orçamento familiar permite!
Deve-se lembrar sempre a questão da educação que se deve dar aos filhos ao mesmo tempo que todos a vivenciamos. Limites reais, como disponibilidade financeira, adequação da compra ao espaço disponível para usar o brinquedo ou guardá-lo, atenção à idade da criança etc, não podem ser discutidos, mesmo porque crianças não tem até os oito ou dez anos condições pra tal. Alem disso, em qualquer idade, as crianças devem aprender a aceitar que existem normas, limites que não são passíveis de mudanças a curto prazo e devem desde cedo respeitar as decisões dos seus familiares. Negociável pode ser a escolha entre duas ou três possibilidades de itens que os próprios pais apresentam à criança, dentro de uma seleção que se aproxime do desejo do filho, mas que seja antes de tudo adequada à sua idade e lhe acrescente um estímulo ao aprendizado.
Como para adquirir a noção de realidade e valores morais e sociais é preciso vivenciar o exemplo e ter a experiência, esse pode ser o melhor de todos os presentes que se oferece a um neto, a um filho: uma ocasião pra refletir e aprender que o amor não tem preço: tem valor.
Dias das crianças
Às vésperas de mais um “Dia das Crianças”, novamente surge a mesma pergunta: o que é mais aconselhável oferecer às crianças no seu dia? Muitas vezes parece uma tarefa desafiadora, porque elas já têm “tudo”, outras vezes porque são difíceis de agradar, outras vezes porque se quer dar algo que dure muito tempo...Enfim, dar um presente quase sempre é motivo de alegria mas também de ansiedade para toda a família.
É comum os adultos questionarem se não será mais “útil” ofertarem uma roupa do que um brinquedo, um livro ou jogo. Numa ocasião como esta, é importante pensarmos no que significa ser verdadeiramente “útil” ou seja, proveitoso, para os pequenos.
Antes de qualquer coisa, devemos nos lembrar que o Dia é da criança e infância conjuga perfeitamente com o verbo brincar, essa atividade indispensável para o desenvolvimento emocional e cognitivo do ser humano. Além disso, a criança usa o brinquedo para a sua socialização e amadurecimento.
Brinquedos são fáceis de escolher, acessíveis a todos e desde que respeitados os interesses das diferentes faixas etárias, dificilmente serão presentes pouco apreciados e que não cumprirão a tarefa de ensinar, divertir e enriquecer a vida lúdica das meninas e meninos.
Desde o nascimento, há brinquedos a serem oferecidos aos bebês e que os ajudarão a crescer de forma equilibrada, atendendo à sensibilidade que apresentam ao meio ambiente como por exemplo os móbiles, os chocalhos, os bichinhos de pano, argolas coloridas e sonoras, etc. Por volta dos três ou quatro meses, os mesmos brinquedos de antes ainda encantam, assim como os tapetes com figuras que estimulam os sentidos e a movimentação infantil. E existem em profusão de cores e formas a escolher!
No segundo semestre de vida, cubos coloridos, argolas, brinquedos leves e flutuantes, fáceis de montar e desmontar, de carregar, de puxar , empilhar, são muito apreciados pois além de divertidos permitem o exercício da movimentação.
Como por volta dos doze meses, as crianças já tem um bom equilíbrio motor para se manterem sentadas e já começam a andar sozinhas, repetem gestos dos adultos e interagem de uma forma mais atuante, os brinquedos também passam a ser condizentes com sua nova postura e que permitam novas aprendizagens como puxar, empurrar, rolar, abrir e fechar.
Crianças com 2 e 3 anos são irrequietas e começam a dominar a comunicação oral: um CD de músicas, para cantar e dançar, facilita a aquisição do ritmo musical, de um vocabulário mais variado, alegram e entretêm os pequenos. Já os livrinhos de histórias, para a mamãe e o papai lerem para ela, causam encantamento e promovem o bem estar afetivo e familiar. Em geral crianças adoram brincar com coisas que fazem parte da vida diária da casa: as meninas empurram carrinhos de boneca, os meninos brincam com trenzinhos, carrinhos e ferramentas de plástico, entre outras brincadeiras animadas como pular na cama e fazer imitações e caretas. É a idade ideal para com muita paciência, começar a ensinar a criançada a guardar seus pertences depois de usá-los.
Brinquedos para crianças de 3 a 4 anos são muito fáceis de escolher, pois há sempre novidades no mercado e elas apreciam triciclos, bonecas, trenzinhos, bolas, adoram brincar com pás e baldes na areia, podem começar sua iniciação musical e se divertem com quebra cabeças de peças grandes. Com essa idade as crianças já dominam um vocabulário de mais de mil palavras e fazem pequenas frases, já bem inteligíveis e com grande facilidade.
A criança em fase pré-escolar adora os jogos de faz-de-conta: sua criatividade e imaginação não têm limites e mais do que nunca apreciam brinquedos e brincadeiras que reproduzem o mundo adulto. Em geral gostam de ir ao cinema e ao teatro, que não deixam de ser um belo presente!
Com o brinquedo apropriado para a sua idade, a criança divide emoções e supera fases difíceis: quem não teve um bichinho ou uma boneca com que se agarrou nos dias em que o medo do escuro, das bruxas, dos monstros, tirava o sono?
A partir dos sete anos , os recursos cognitivos, motores e perceptivos permitem uma escolha muito ampla e as lojas de brinquedo estão repletas de sugestões, que vão desde jogos de tabuleiro, a brinquedos e jogos eletrônicos, de moldes de gesso a carrinhos guiados por controle remoto, rádios, patins, bicicletas, etc. O ideal é escolher um presente que a garotada tenha muita oportunidade de usar e de explorar com sua imaginação.
Os adultos devem sempre ter em mente que mais importante do que o valor financeiro do brinquedo, é a sua qualidade, a segurança, a alegria e o interesse que possa despertar nos pequenos. Mas nenhum presente é bom, se não for escolhido com atenção e carinho e oferecido junto a um grande e carinhoso abraço, pois só assim ele cumpre a maior de suas funções: a de transmitir realmente nossa emoção ao presentear uma criança muito amada!
Maria Irene Maluf - Pedagoga, especialista em Educação Especial e Psicopedagogia, Editora da revista Psicopedagogia e Conselheira Vitalícia da Associação Brasileira de Psicopedagogia-ABPp.
Data de publicação: 29/09/2008
Por outro lado, a família se vê aturdida pela avalanche de opções, antigas e novas que enchem as prateleiras das lojas e mesmo que tenham determinado a verba para tal gasto, sempre resta a dúvida de qual brinquedo escolher para não só agradar, mas também surpreender as crianças. E isso, todo mundo sabe, pode causar primeiro uma grande surpresa para o comprador...E lá vão pais, avós e tios, às lojas para comprarem quase sempre o brinquedo mais sofisticado, muitas vezes sem terem a certeza da adequação da sua escolha à idade da criança e do proveito real que esta usufruirá com o presente. E geralmente, gastando mais que o orçamento familiar permite!
Deve-se lembrar sempre a questão da educação que se deve dar aos filhos ao mesmo tempo que todos a vivenciamos. Limites reais, como disponibilidade financeira, adequação da compra ao espaço disponível para usar o brinquedo ou guardá-lo, atenção à idade da criança etc, não podem ser discutidos, mesmo porque crianças não tem até os oito ou dez anos condições pra tal. Alem disso, em qualquer idade, as crianças devem aprender a aceitar que existem normas, limites que não são passíveis de mudanças a curto prazo e devem desde cedo respeitar as decisões dos seus familiares. Negociável pode ser a escolha entre duas ou três possibilidades de itens que os próprios pais apresentam à criança, dentro de uma seleção que se aproxime do desejo do filho, mas que seja antes de tudo adequada à sua idade e lhe acrescente um estímulo ao aprendizado.
Como para adquirir a noção de realidade e valores morais e sociais é preciso vivenciar o exemplo e ter a experiência, esse pode ser o melhor de todos os presentes que se oferece a um neto, a um filho: uma ocasião pra refletir e aprender que o amor não tem preço: tem valor.
Dias das crianças
Às vésperas de mais um “Dia das Crianças”, novamente surge a mesma pergunta: o que é mais aconselhável oferecer às crianças no seu dia? Muitas vezes parece uma tarefa desafiadora, porque elas já têm “tudo”, outras vezes porque são difíceis de agradar, outras vezes porque se quer dar algo que dure muito tempo...Enfim, dar um presente quase sempre é motivo de alegria mas também de ansiedade para toda a família.
É comum os adultos questionarem se não será mais “útil” ofertarem uma roupa do que um brinquedo, um livro ou jogo. Numa ocasião como esta, é importante pensarmos no que significa ser verdadeiramente “útil” ou seja, proveitoso, para os pequenos.
Antes de qualquer coisa, devemos nos lembrar que o Dia é da criança e infância conjuga perfeitamente com o verbo brincar, essa atividade indispensável para o desenvolvimento emocional e cognitivo do ser humano. Além disso, a criança usa o brinquedo para a sua socialização e amadurecimento.
Brinquedos são fáceis de escolher, acessíveis a todos e desde que respeitados os interesses das diferentes faixas etárias, dificilmente serão presentes pouco apreciados e que não cumprirão a tarefa de ensinar, divertir e enriquecer a vida lúdica das meninas e meninos.
Desde o nascimento, há brinquedos a serem oferecidos aos bebês e que os ajudarão a crescer de forma equilibrada, atendendo à sensibilidade que apresentam ao meio ambiente como por exemplo os móbiles, os chocalhos, os bichinhos de pano, argolas coloridas e sonoras, etc. Por volta dos três ou quatro meses, os mesmos brinquedos de antes ainda encantam, assim como os tapetes com figuras que estimulam os sentidos e a movimentação infantil. E existem em profusão de cores e formas a escolher!
No segundo semestre de vida, cubos coloridos, argolas, brinquedos leves e flutuantes, fáceis de montar e desmontar, de carregar, de puxar , empilhar, são muito apreciados pois além de divertidos permitem o exercício da movimentação.
Como por volta dos doze meses, as crianças já tem um bom equilíbrio motor para se manterem sentadas e já começam a andar sozinhas, repetem gestos dos adultos e interagem de uma forma mais atuante, os brinquedos também passam a ser condizentes com sua nova postura e que permitam novas aprendizagens como puxar, empurrar, rolar, abrir e fechar.
Crianças com 2 e 3 anos são irrequietas e começam a dominar a comunicação oral: um CD de músicas, para cantar e dançar, facilita a aquisição do ritmo musical, de um vocabulário mais variado, alegram e entretêm os pequenos. Já os livrinhos de histórias, para a mamãe e o papai lerem para ela, causam encantamento e promovem o bem estar afetivo e familiar. Em geral crianças adoram brincar com coisas que fazem parte da vida diária da casa: as meninas empurram carrinhos de boneca, os meninos brincam com trenzinhos, carrinhos e ferramentas de plástico, entre outras brincadeiras animadas como pular na cama e fazer imitações e caretas. É a idade ideal para com muita paciência, começar a ensinar a criançada a guardar seus pertences depois de usá-los.
Brinquedos para crianças de 3 a 4 anos são muito fáceis de escolher, pois há sempre novidades no mercado e elas apreciam triciclos, bonecas, trenzinhos, bolas, adoram brincar com pás e baldes na areia, podem começar sua iniciação musical e se divertem com quebra cabeças de peças grandes. Com essa idade as crianças já dominam um vocabulário de mais de mil palavras e fazem pequenas frases, já bem inteligíveis e com grande facilidade.
A criança em fase pré-escolar adora os jogos de faz-de-conta: sua criatividade e imaginação não têm limites e mais do que nunca apreciam brinquedos e brincadeiras que reproduzem o mundo adulto. Em geral gostam de ir ao cinema e ao teatro, que não deixam de ser um belo presente!
Com o brinquedo apropriado para a sua idade, a criança divide emoções e supera fases difíceis: quem não teve um bichinho ou uma boneca com que se agarrou nos dias em que o medo do escuro, das bruxas, dos monstros, tirava o sono?
A partir dos sete anos , os recursos cognitivos, motores e perceptivos permitem uma escolha muito ampla e as lojas de brinquedo estão repletas de sugestões, que vão desde jogos de tabuleiro, a brinquedos e jogos eletrônicos, de moldes de gesso a carrinhos guiados por controle remoto, rádios, patins, bicicletas, etc. O ideal é escolher um presente que a garotada tenha muita oportunidade de usar e de explorar com sua imaginação.
Os adultos devem sempre ter em mente que mais importante do que o valor financeiro do brinquedo, é a sua qualidade, a segurança, a alegria e o interesse que possa despertar nos pequenos. Mas nenhum presente é bom, se não for escolhido com atenção e carinho e oferecido junto a um grande e carinhoso abraço, pois só assim ele cumpre a maior de suas funções: a de transmitir realmente nossa emoção ao presentear uma criança muito amada!
Maria Irene Maluf - Pedagoga, especialista em Educação Especial e Psicopedagogia, Editora da revista Psicopedagogia e Conselheira Vitalícia da Associação Brasileira de Psicopedagogia-ABPp.
Data de publicação: 29/09/2008
Massagem
Toque da borboleta
Para dar as boas vindas a um bebê, não há nada melhor do que acariciá-lo delicadamente, como no toque da borboleta, um jeito gostoso de você e seu filho se conhecerem.
O oriente descobriu há milênios que o toque é essencial para o desenvolvimento integral do ser humano. Pouco a pouco, nossa civilização vai descobrindo que carícias fazem bem ao corpo e à alma e que quanto mais cedo têm início, melhor. Foi pensado na importância da estimulação tátil desde os primeiros dias de vida, que a americana Eva Reich criou uma massagem para bebês, o Toque da Borboleta.
No Brasil, primeira divulgadora da técnica é a pedagoga Maria Aparecida Alves Giannotti, autora do livro Massagem para bebê – Toque da borboleta. Desde 1981, ela adotou a massagem que tem a vantagem sobre a shantalla de não exigir o uso de óleos e de poder ser feita desde os primeiros dias por ser muito suave.
Muitos benefícios
"A criança avança em termos de desenvolvimentos cognitivo, motor, de autopercepção e efetivo", explica a pedagoga. A primeira é quanto ao padrão de sono, que se torna mais estável.
O toque aumenta a resistência a doenças. Maria Aparecida conta que um pediatra americano dividiu os seus pequenos pacientes em dois grupos. Parte das mães foi orientada a tocar as costas do filho diariamente enquanto as demais não.
Resultado: as crianças que haviam sido tocadas apresentavam menor incidência de doenças infantis. A enfermeira Ruth Rice, que trabalha com prematuros nos EUA, e a própria Eva Reich constataram que os recém-nascidos estimulados através do toque da borboleta apresentavam melhor desenvolvimentos neurológico e melhores reflexos em relação aos que recebiam atendimento de rotina.
A criança desnutrida também sai ganhando - "Muitas vezes, a desnutrição é também de afeto e carinho. A partir do estabelecimento de vínculos afetivos, ela começa a comer. Conseqüentemente, desenvolve-se fisicamente e aceita melhor o carinho"- diz maria Aparecida.
Como é a massagem
No toque da borboleta, os movimentos, sempre suaves, começam na cabeça e vão descendo até os pés. São simétricos e feitos primeiro na frente e depois atrás. No final, o bebê é embalado durante um minuto. "O balanço é superimportante. Segundo o cientista americano Ashley Montegu, ele melhora a digestão. Nos berçários dos hospitais americanos há uma cadeira de balanço para a enfermeira, principalmente em berçários de alto risco", afirma a pedagoga.
Antes de começar, lave as mãos, enxugue-as e esfregue-as, isso concentra a energia. Cada movimento é feito com extrema delicadeza. Só há dois lugares em que se exerce uma certa pressão: na palma das mão e na sola dos pés, sempre em direção aos dedos. Segundo a medicina tradicional chinesa, na sola dos pés estão projetados todos os órgãos. Ao ser massageada, automaticamente os órgãos internos também o são. Para os menos crentes nas técnicas orientais, vale lembrar que mãos e pés contêm muitas terminações nervosas. Mais importante do que a técnica é o modo como é feita. Nada de passar a mão e pronto. Tem de ser uma relação afetuosa, com o adulto olhando atentamente o bebê. Caso tenha sido um parto difícil, às vezes, o bebê não gosta que se toque a sua cabeça. Aí, você pode começar a massagem pelas costas.
Olho no olho
No toque da borboleta, o olhar é tão fundamental quanto a carícia. "Já vi belas fotos de recém-nascidos olhando atentamente para o olhar da mãe. Há um estudo comparando bebês prematuros em que a mãe ficava um longo período olhando para a criança e bebês que não recebiam esse tipo de atenção. Os primeiros desnvolveram um QI bem maior do que os demais".
O lugar ideal
Escolha um ambiente calmo. Dê preferência ao local mais aquecido da casa ou, então, à hora mais quente do dia. Lembre-se que seu filho fica nuzinho durante toda a massagem. Coloque-o sobre um colchonete coberto com um lençol ou uma toalha, pois é comum ele fazer xixi devido ao relaxamento produzido pelo toque.
O melhor horário
Evite fazer a massagem logo depois de alimetar a criança, pois toda a sua energia está focalizada na digestão, ou quando ela estiver com muita fome. Antes ou depois do banho é um bom horário. Aproveite também o tempo em que a criança estiver na banheira para fazer alguns movimentos adicionais. O ideal é tocar a criança três vezes por dia.
Quando o bebê está maiorzinho, dificilmente a mãe conseguirá fazer a massagem mais do que uma vez, pois ele se mexe muito. Se a mamãe quiser aproveitar o momento para ficar conversando com o pequeno, a duração da massagem pode atingir até meia hora. Tudo depende da disponibilidade de ambos.
A massagem pode ser feita desde o nascimento, mesmo em prematuros. É importante, no entanto, respeitar os limites da criança. Se ela demonstrar que não quer ser massageada, não force. Apenas toque o campo energético do bebê (ao redor do corpo), dinamizando-o com movimentos circulares. Isso acalma a criança e possibilita que a massagem seja feita logo em seguida.
Palavra de mãe
Praticamente desde que nasceu, a Tainá foi acariciada por sua mãe, Patrice Olandim Placeres. Quando ela estava com 3 meses, Patrice começou a fazer shantalla. Pouco depois, descobriu o toque da borboleta e quando a pequena completou 5 meses, passou a alternar os dois tipos de massagem. Atualmente, aos 11 meses, Tainá recebe diariamente a visita de borboleta através das mãos da mamãe.
" Ela não chora, gosta de ter contato com as pessoas e de tocá-las. É também bastante independente. Foi ela mesma que, aos 10 meses, desmamou. Certo dia não quis mais o peito e pronto. Durante a gravidez, eu ouvia muita música clássica e conversava com minha filha para criar um momento de harmonia e tranquilidade", conta a mãe. Quando Tainá era mais novinha, Patrice chegou a massageá-la três vezes ao dia. Atualmente, com a garotinha ensaindo seus primeiros passos, uma vez, antes do banho, é suficiente.
Mas a mamãe aproveita também a hora do banho para acariciá-la mais um pouquinho. "É importante aprender a respeitar os seus limites. Tirá-la de uma brincadeira para massageá-la não é uma boa pedida, pois você está negando um prazer da criança e a massagem perde muito do seu sentido", alerta.
1- Delicadamente, coloque as duas mão nos rosto do bebê e desça até o queixo Repita três vezes o movimento, com o cuidado de nunca tirar as duas mãos ao mesmo tempo do rosto da criança.
2- Coloque dois dedos de cada mão no meio da testa deslizando até as têmporas Retorne à posição inicial, um mão de cada vez, e repita três vezes o movimento.
3-A partir da sobrancelha, faça pequenos círculos com dedo indicador ao redor dos olhos enquanto a outra mão apóia a cabeça. Repita três vezes.
4- Coloque dois dedos de cada mão na ponta do nariz e desça até as orelhas. Retorne à posição inicial – cada mão de uma vez – e repita três vezes.
5-Cuidadosamente, segure a cabeça do bebê com uma mão. Com o indicador da outra mão, faça pequenos círculos, no queixo. Repita três vezes.
6- Segure a cabeça do bebê com a mão esquerda. Com dois dedos da direita, desça até o começo do osso externo. Três vezes.
7 - Vire a cabeça do bebê para o lado. Com uma das mãos bem aberta, acaricie-a, desde a orelha até o ombro. Faça este movimento três vezes de cada lado
8 – Toque o bebê com uma mão. Com a outra massageie-o, do ombro às mãos. Pressione o seu polegar na mãozinha da criança, abrindo-a e virando-a para cima. Repita três vezes de cada lado
9- Deslize as duas mãos desde o ombro até a pélvis. Repita três vezes, lembrando que enquanto uma mão sobe, a outra fica.
10- Deslize dois dedos desde o pescoço até os genitais, tocando outra parte do corpo com a mão livre. Se o umbigo não cicatrizou, faça o movimento, mas não toque. Repita três vezes.
11 – Massageie a perna do bebê com uma mão enquanto a outra toca qualquer parte do corpo. Na sola do pé pressione com o polegar, acompanhado a curca do pé até os dedinhos. Três vezes de cada lado.
12 – Toque a cabeça da criança em direção à orelha até o ombro. A mão livre segura outra parte do corpo. Repita três vezes.
13- Toque os braços, um de cada vez, fazendo uma leve pressão ao chegar na mão do bebê. Três vezes de cada lado.
14- Começando pelos ombros, as duas mãos decem até o bumbum. Para voltar à posição inicial, suba com uma mão de cada vez. Repita três vezes.
15- Com dois dedos, faça uma rotação ao redor de cada vértebra, desceno até o cóccix. É feito apenas um vez.
16- Com uma das mãos, toque o bebê e com a outra, deslize toda a perna, fazendo uma leve pressão com o polegar na sola do pé. Repita três vezes.
17- Ao terminar a massagem, coloque o bebê no colo, como um arco. Por dois minutos, faça movimentos da direita para a esquerda. Isso contribui para uma boa postura e equilíbrio.
Fonte: Revista Mãe.
Para dar as boas vindas a um bebê, não há nada melhor do que acariciá-lo delicadamente, como no toque da borboleta, um jeito gostoso de você e seu filho se conhecerem.
O oriente descobriu há milênios que o toque é essencial para o desenvolvimento integral do ser humano. Pouco a pouco, nossa civilização vai descobrindo que carícias fazem bem ao corpo e à alma e que quanto mais cedo têm início, melhor. Foi pensado na importância da estimulação tátil desde os primeiros dias de vida, que a americana Eva Reich criou uma massagem para bebês, o Toque da Borboleta.
No Brasil, primeira divulgadora da técnica é a pedagoga Maria Aparecida Alves Giannotti, autora do livro Massagem para bebê – Toque da borboleta. Desde 1981, ela adotou a massagem que tem a vantagem sobre a shantalla de não exigir o uso de óleos e de poder ser feita desde os primeiros dias por ser muito suave.
Muitos benefícios
"A criança avança em termos de desenvolvimentos cognitivo, motor, de autopercepção e efetivo", explica a pedagoga. A primeira é quanto ao padrão de sono, que se torna mais estável.
O toque aumenta a resistência a doenças. Maria Aparecida conta que um pediatra americano dividiu os seus pequenos pacientes em dois grupos. Parte das mães foi orientada a tocar as costas do filho diariamente enquanto as demais não.
Resultado: as crianças que haviam sido tocadas apresentavam menor incidência de doenças infantis. A enfermeira Ruth Rice, que trabalha com prematuros nos EUA, e a própria Eva Reich constataram que os recém-nascidos estimulados através do toque da borboleta apresentavam melhor desenvolvimentos neurológico e melhores reflexos em relação aos que recebiam atendimento de rotina.
A criança desnutrida também sai ganhando - "Muitas vezes, a desnutrição é também de afeto e carinho. A partir do estabelecimento de vínculos afetivos, ela começa a comer. Conseqüentemente, desenvolve-se fisicamente e aceita melhor o carinho"- diz maria Aparecida.
Como é a massagem
No toque da borboleta, os movimentos, sempre suaves, começam na cabeça e vão descendo até os pés. São simétricos e feitos primeiro na frente e depois atrás. No final, o bebê é embalado durante um minuto. "O balanço é superimportante. Segundo o cientista americano Ashley Montegu, ele melhora a digestão. Nos berçários dos hospitais americanos há uma cadeira de balanço para a enfermeira, principalmente em berçários de alto risco", afirma a pedagoga.
Antes de começar, lave as mãos, enxugue-as e esfregue-as, isso concentra a energia. Cada movimento é feito com extrema delicadeza. Só há dois lugares em que se exerce uma certa pressão: na palma das mão e na sola dos pés, sempre em direção aos dedos. Segundo a medicina tradicional chinesa, na sola dos pés estão projetados todos os órgãos. Ao ser massageada, automaticamente os órgãos internos também o são. Para os menos crentes nas técnicas orientais, vale lembrar que mãos e pés contêm muitas terminações nervosas. Mais importante do que a técnica é o modo como é feita. Nada de passar a mão e pronto. Tem de ser uma relação afetuosa, com o adulto olhando atentamente o bebê. Caso tenha sido um parto difícil, às vezes, o bebê não gosta que se toque a sua cabeça. Aí, você pode começar a massagem pelas costas.
Olho no olho
No toque da borboleta, o olhar é tão fundamental quanto a carícia. "Já vi belas fotos de recém-nascidos olhando atentamente para o olhar da mãe. Há um estudo comparando bebês prematuros em que a mãe ficava um longo período olhando para a criança e bebês que não recebiam esse tipo de atenção. Os primeiros desnvolveram um QI bem maior do que os demais".
O lugar ideal
Escolha um ambiente calmo. Dê preferência ao local mais aquecido da casa ou, então, à hora mais quente do dia. Lembre-se que seu filho fica nuzinho durante toda a massagem. Coloque-o sobre um colchonete coberto com um lençol ou uma toalha, pois é comum ele fazer xixi devido ao relaxamento produzido pelo toque.
O melhor horário
Evite fazer a massagem logo depois de alimetar a criança, pois toda a sua energia está focalizada na digestão, ou quando ela estiver com muita fome. Antes ou depois do banho é um bom horário. Aproveite também o tempo em que a criança estiver na banheira para fazer alguns movimentos adicionais. O ideal é tocar a criança três vezes por dia.
Quando o bebê está maiorzinho, dificilmente a mãe conseguirá fazer a massagem mais do que uma vez, pois ele se mexe muito. Se a mamãe quiser aproveitar o momento para ficar conversando com o pequeno, a duração da massagem pode atingir até meia hora. Tudo depende da disponibilidade de ambos.
A massagem pode ser feita desde o nascimento, mesmo em prematuros. É importante, no entanto, respeitar os limites da criança. Se ela demonstrar que não quer ser massageada, não force. Apenas toque o campo energético do bebê (ao redor do corpo), dinamizando-o com movimentos circulares. Isso acalma a criança e possibilita que a massagem seja feita logo em seguida.
Palavra de mãe
Praticamente desde que nasceu, a Tainá foi acariciada por sua mãe, Patrice Olandim Placeres. Quando ela estava com 3 meses, Patrice começou a fazer shantalla. Pouco depois, descobriu o toque da borboleta e quando a pequena completou 5 meses, passou a alternar os dois tipos de massagem. Atualmente, aos 11 meses, Tainá recebe diariamente a visita de borboleta através das mãos da mamãe.
" Ela não chora, gosta de ter contato com as pessoas e de tocá-las. É também bastante independente. Foi ela mesma que, aos 10 meses, desmamou. Certo dia não quis mais o peito e pronto. Durante a gravidez, eu ouvia muita música clássica e conversava com minha filha para criar um momento de harmonia e tranquilidade", conta a mãe. Quando Tainá era mais novinha, Patrice chegou a massageá-la três vezes ao dia. Atualmente, com a garotinha ensaindo seus primeiros passos, uma vez, antes do banho, é suficiente.
Mas a mamãe aproveita também a hora do banho para acariciá-la mais um pouquinho. "É importante aprender a respeitar os seus limites. Tirá-la de uma brincadeira para massageá-la não é uma boa pedida, pois você está negando um prazer da criança e a massagem perde muito do seu sentido", alerta.
1- Delicadamente, coloque as duas mão nos rosto do bebê e desça até o queixo Repita três vezes o movimento, com o cuidado de nunca tirar as duas mãos ao mesmo tempo do rosto da criança.
2- Coloque dois dedos de cada mão no meio da testa deslizando até as têmporas Retorne à posição inicial, um mão de cada vez, e repita três vezes o movimento.
3-A partir da sobrancelha, faça pequenos círculos com dedo indicador ao redor dos olhos enquanto a outra mão apóia a cabeça. Repita três vezes.
4- Coloque dois dedos de cada mão na ponta do nariz e desça até as orelhas. Retorne à posição inicial – cada mão de uma vez – e repita três vezes.
5-Cuidadosamente, segure a cabeça do bebê com uma mão. Com o indicador da outra mão, faça pequenos círculos, no queixo. Repita três vezes.
6- Segure a cabeça do bebê com a mão esquerda. Com dois dedos da direita, desça até o começo do osso externo. Três vezes.
7 - Vire a cabeça do bebê para o lado. Com uma das mãos bem aberta, acaricie-a, desde a orelha até o ombro. Faça este movimento três vezes de cada lado
8 – Toque o bebê com uma mão. Com a outra massageie-o, do ombro às mãos. Pressione o seu polegar na mãozinha da criança, abrindo-a e virando-a para cima. Repita três vezes de cada lado
9- Deslize as duas mãos desde o ombro até a pélvis. Repita três vezes, lembrando que enquanto uma mão sobe, a outra fica.
10- Deslize dois dedos desde o pescoço até os genitais, tocando outra parte do corpo com a mão livre. Se o umbigo não cicatrizou, faça o movimento, mas não toque. Repita três vezes.
11 – Massageie a perna do bebê com uma mão enquanto a outra toca qualquer parte do corpo. Na sola do pé pressione com o polegar, acompanhado a curca do pé até os dedinhos. Três vezes de cada lado.
12 – Toque a cabeça da criança em direção à orelha até o ombro. A mão livre segura outra parte do corpo. Repita três vezes.
13- Toque os braços, um de cada vez, fazendo uma leve pressão ao chegar na mão do bebê. Três vezes de cada lado.
14- Começando pelos ombros, as duas mãos decem até o bumbum. Para voltar à posição inicial, suba com uma mão de cada vez. Repita três vezes.
15- Com dois dedos, faça uma rotação ao redor de cada vértebra, desceno até o cóccix. É feito apenas um vez.
16- Com uma das mãos, toque o bebê e com a outra, deslize toda a perna, fazendo uma leve pressão com o polegar na sola do pé. Repita três vezes.
17- Ao terminar a massagem, coloque o bebê no colo, como um arco. Por dois minutos, faça movimentos da direita para a esquerda. Isso contribui para uma boa postura e equilíbrio.
Fonte: Revista Mãe.
O QUE UM TERAPEUTA OCUPACIONAL PODE FAZER POR VOCÊ?
ACHEI MUITO INTERESSANTE O RELATO DESTA COLEGA DE PROFISSÃO E TROUXE PARA O MEU BLOG PARA COMPARTILHAR COMTODOS VOCÊS! ABRAÇOS, DRA. ANA PAULA
A Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde que utiliza a atividade humana como recurso terapêutico, de forma a re-significar a história de vida e melhorar a qualidade de vida dos usuários atendidos. A realização e utilização da atividade humana é fundamentada em três principais pilares, que são as áreas de ocupação do homem: lazer, atividades de vida diária (AVDs) e trabalho. Quando um desses pilares encontra-se comprometido, o terapeuta ocupacional oferece aos usuários atividades que possam retomar ao máximo esse equilíbrio, e assim propiciar uma vida mais saudável, com dignidade e cidadania, além de oferecer maior autonomia e independência para os seus clientes.
O terapeuta ocupacional está apto para atender crianças, adolescentes, adultos e idosos com diversas problemáticas, incluindo problemas físicos, mentais e sociais. Na área de disfunção física, o terapeuta ocupacional pode realizar atendimentos com pessoas que sofreram Acidente Vascular Encefálico, conhecido popularmente como derrame, Doença de Parkinson, Demência, sendo a mais conhecida tipo Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Esclerose Múltipla, Traumatismo Cranioencefálico, Lesão Medular, Doenças Reumáticas, Fibromialgia, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, também conhecido como LER, além de reabilitação de amputados, queimados e pessoas que sofrem de dor crônica, ou que tenham disfunção auditiva ou visual.
O tratamento junto a estas pessoas consiste basicamente em utilizar como recurso terapêutico atividades que possam tornar a pessoa o mais independente possível para realizar seu trabalho, atividades de lazer e suas AVDs (tomar banho, escovar os dentes, trocar de roupa, se alimentar), e quando necessário são feitas adaptações de mobiliário/objetos de uso freqüente do cliente. Juntamente com o enfoque físico, também é dada extrema atenção às questões emocionais do usuário, visto que o terapeuta ocupacional tem um olhar biopsicosocial do ser humano, ou seja, um olhar integral do homem, homem este que além de suas características biológicas, também tem aspectos psicológicos e sociais decorrentes de sua história de vida e a cultura ou ambiente no qual está inserido.
O Terapeuta Ocupacional também intervém junto a crianças com síndromes genéticas diversas, tais como Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter, além de atender crianças com Atraso no Desenvolvimento, Deficiência Mental, com Transtornos de Coordenação Motora e da Aprendizagem, Transtornos Emocionais, com Paralisia Braquial Obstétrica, Paralisia Cerebral, Distrofia Muscular, Mielomeningocele entre outras desordens neuromotoras e emocionais. Neste sentido, o terapeuta ocupacional, por meio do brincar, pode desenvolver habilidades físicas e cognitivas necessárias para que a criança tenha uma vida saudável e independente, além de realizar visita escolar para que o professor e a escola sejam orientados sobre a melhor forma de conduzir a aprendizagem e inclusão da criança. Na área de saúde mental e psiquiatria, são atendidas pessoas com sofrimentos mentais, tais como Esquizofrenia, Depressão, Autismo, Transtornos Alimentares incluindo Anorexia e Bulimia, Síndrome do Pânico, Transtornos de Humor entre outros. A intervenção terapêutica ocupacional baseia-se em utilizar atividades que estimulem o usuário a exteriorizar suas emoções, conflitos, medos, de forma que o usuário poderá re-elaborar a sua história, dar um novo significado para suas questões internas, e assim se relacionar de forma mais saudável com seu meio social. Também é realizado acompanhamento terapêutico externo, ou seja, fora da clínica, de forma a estimular o convívio social do cliente em atividades de lazer e trabalho.
O trabalho do terapeuta ocupacional é fundamental e imprescindível, podendo contribuir muito para uma melhor qualidade de vida das pessoas que por condições diversas perderam sua autonomia e independência, e apresentam dificuldades na inserção e participação na vida social. Agende uma entrevista e descubra os benefícios que você pode ter na sua vida.
Geovana de Souza Henrique dos Santos é terapeuta ocupacional
A Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde que utiliza a atividade humana como recurso terapêutico, de forma a re-significar a história de vida e melhorar a qualidade de vida dos usuários atendidos. A realização e utilização da atividade humana é fundamentada em três principais pilares, que são as áreas de ocupação do homem: lazer, atividades de vida diária (AVDs) e trabalho. Quando um desses pilares encontra-se comprometido, o terapeuta ocupacional oferece aos usuários atividades que possam retomar ao máximo esse equilíbrio, e assim propiciar uma vida mais saudável, com dignidade e cidadania, além de oferecer maior autonomia e independência para os seus clientes.
O terapeuta ocupacional está apto para atender crianças, adolescentes, adultos e idosos com diversas problemáticas, incluindo problemas físicos, mentais e sociais. Na área de disfunção física, o terapeuta ocupacional pode realizar atendimentos com pessoas que sofreram Acidente Vascular Encefálico, conhecido popularmente como derrame, Doença de Parkinson, Demência, sendo a mais conhecida tipo Alzheimer, Esclerose Lateral Amiotrófica, Esclerose Múltipla, Traumatismo Cranioencefálico, Lesão Medular, Doenças Reumáticas, Fibromialgia, Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho, também conhecido como LER, além de reabilitação de amputados, queimados e pessoas que sofrem de dor crônica, ou que tenham disfunção auditiva ou visual.
O tratamento junto a estas pessoas consiste basicamente em utilizar como recurso terapêutico atividades que possam tornar a pessoa o mais independente possível para realizar seu trabalho, atividades de lazer e suas AVDs (tomar banho, escovar os dentes, trocar de roupa, se alimentar), e quando necessário são feitas adaptações de mobiliário/objetos de uso freqüente do cliente. Juntamente com o enfoque físico, também é dada extrema atenção às questões emocionais do usuário, visto que o terapeuta ocupacional tem um olhar biopsicosocial do ser humano, ou seja, um olhar integral do homem, homem este que além de suas características biológicas, também tem aspectos psicológicos e sociais decorrentes de sua história de vida e a cultura ou ambiente no qual está inserido.
O Terapeuta Ocupacional também intervém junto a crianças com síndromes genéticas diversas, tais como Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter, além de atender crianças com Atraso no Desenvolvimento, Deficiência Mental, com Transtornos de Coordenação Motora e da Aprendizagem, Transtornos Emocionais, com Paralisia Braquial Obstétrica, Paralisia Cerebral, Distrofia Muscular, Mielomeningocele entre outras desordens neuromotoras e emocionais. Neste sentido, o terapeuta ocupacional, por meio do brincar, pode desenvolver habilidades físicas e cognitivas necessárias para que a criança tenha uma vida saudável e independente, além de realizar visita escolar para que o professor e a escola sejam orientados sobre a melhor forma de conduzir a aprendizagem e inclusão da criança. Na área de saúde mental e psiquiatria, são atendidas pessoas com sofrimentos mentais, tais como Esquizofrenia, Depressão, Autismo, Transtornos Alimentares incluindo Anorexia e Bulimia, Síndrome do Pânico, Transtornos de Humor entre outros. A intervenção terapêutica ocupacional baseia-se em utilizar atividades que estimulem o usuário a exteriorizar suas emoções, conflitos, medos, de forma que o usuário poderá re-elaborar a sua história, dar um novo significado para suas questões internas, e assim se relacionar de forma mais saudável com seu meio social. Também é realizado acompanhamento terapêutico externo, ou seja, fora da clínica, de forma a estimular o convívio social do cliente em atividades de lazer e trabalho.
O trabalho do terapeuta ocupacional é fundamental e imprescindível, podendo contribuir muito para uma melhor qualidade de vida das pessoas que por condições diversas perderam sua autonomia e independência, e apresentam dificuldades na inserção e participação na vida social. Agende uma entrevista e descubra os benefícios que você pode ter na sua vida.
Geovana de Souza Henrique dos Santos é terapeuta ocupacional
Como ajudar a quem você ama?
O que pode (e não pode) fazer
A primeira coisa que precisa ser aceita é que, por você ser um "forasteiro" (alguém que não sofre com um Transtorno Alimentar), existem muitas coisas que não pode fazer pra ajudar uma pessoa da sua família, ou mesmo um amigo, a melhorar. Não pode forçar uma anoréxica a comer, evitar que uma bulímica induza o vômito ou impedir que um Comedor Compulsivo pare de comer demais.
A primeira coisa que você precisa ter consciência ao saber que uma pessoa querida sofre com um Transtorno Alimentar, é que você não deve se focar imediatamente na comida ou nos hábitos alimentares dessa pessoa. Todas as formas de Transtorno Alimentar são baseadas nos estados emocionais e seus comportamentos são somente um sintoma de seus problemas relacionados às emoções e sentimentos. Como foi dito várias vezes neste site, o transtorno alimentar está ligado a tentativas de a pessoa esconder, controlar, qualificar, evitar e/ou esquecer de suas dores, mágoas, stress ou mesmo a auto-rejeição.
Se você é responsável por um(a) jovem menor de 18 anos, a questão já é diferente. Você vai ter que encarar decisões difíceis em relação aos cuidados que deverá ter para com seu(sua) filho(a). Terá de ignorar seus pedidos de "não me obrigue", e as promessas de que seu comportamento vai mudar daqui pra frente e que não fará mais o que fazia. Deve ficar muito atento(a) ao que está acontecendo com seu(sua) filho(a) e até mesmo poderá ter de forçá-lo(a) a ir a médicos e/ou hospital. Tenha em mente que os Transtornos Alimentares são doenças graves e podem até matar.
Se você não é parente ou responsável por quem está com Anorexia, Bulimia ou qualquer outro Transtorno Alimentar, ou ainda, se o seu(sua) filho(a) for maior de 18 anos, então não poderá obrigá-lo(a) a procurar ajuda. Mas pode ajudar e encorajar essa pessoa, e delicadamente demonstrar sua preocupação, e a melhor coisa que poderá fazer é aprender a ser um ouvinte atento.
Na maioria dos casos, será importante que cada pessoa que passa por um Transtorno Alimentar encontre o estilo de recuperação que funcionará para ele. Terapia individual, grupo de ajuda, clínicas, internação, terapia ocupacional, uma combinação de todos estes ou de alguns ou mesmo nenhum dos que sugerimos acima e sim um outro tipo de tratamento completamente diferente... Existem muitas opções... Mostre para ele este site, ajude a pessoa a obter mais informações se ele/ela estiver aberto(a) a ajuda. Seja um incentivador - podem haver muitos obstáculos no caminho da recuperação, então seja a pessoa que mostra confiança em sua recuperação. Esteja presente pra ouvir e falar.
Para quem tem Anorexia ou a Bulimia e está com os sintomas que descreveremos, é essencial que a pessoa seja encorajada a buscar tratamento: Tonturas, fadiga, desmaio, sensibilidade ao frio, dores no peito, formigamento nas mãos ou pés, sangue nas fezes ou no vômito, dores de estômago, incontinência intestinal ou diarréia, ou perda de 25% de seu peso rapidamente.
Esteja ciente de que não há muito que você possa fazer sendo um "forasteiro". Depende da própria pessoa que está com o Transtorno Alimentar decidir quando estará pronta para enfrentar os problemas emocionais que o levaram a um Transtorno Alimentar. Só a própria pessoa é que poderá decidir que tipo de tratamento quer fazer e ninguém poderá fazer essa escolha em seu lugar. Só ela poderá decidir que quer melhorar.
Nos casos mais graves de Anorexia e Bulimia, o tratamento dará prioridade ao restabelecimento da saúde do paciente e a partir daí se iniciará a terapia. Já para os casos onde a vida da pessoa não está correndo perigo, já se dará inicio a terapia. Infelizmente, com grande freqüência, os pacientes põem sua vida em risco antes de procurarem ajuda ou mesmo durante o tratamento. Muitas vezes ocorre também de os pacientes recém saídos da internação, não darem continuidade ao tratamento, porém em pouco tempo são readmitidos a internação. Essa situação se prolongar por anos e será cada vez mais penoso tanto emocionalmente quanto fisicamente, mas no final das contas, só o próprio paciente poderá decidir se quer mesmo melhorar.
Muitas vezes, eles sentem medo ou vergonha de pedir ajuda. Geralmente, eles acreditam que não são merecedores de tratamento e ajuda.
A primeira coisa que precisa ser aceita é que, por você ser um "forasteiro" (alguém que não sofre com um Transtorno Alimentar), existem muitas coisas que não pode fazer pra ajudar uma pessoa da sua família, ou mesmo um amigo, a melhorar. Não pode forçar uma anoréxica a comer, evitar que uma bulímica induza o vômito ou impedir que um Comedor Compulsivo pare de comer demais.
A primeira coisa que você precisa ter consciência ao saber que uma pessoa querida sofre com um Transtorno Alimentar, é que você não deve se focar imediatamente na comida ou nos hábitos alimentares dessa pessoa. Todas as formas de Transtorno Alimentar são baseadas nos estados emocionais e seus comportamentos são somente um sintoma de seus problemas relacionados às emoções e sentimentos. Como foi dito várias vezes neste site, o transtorno alimentar está ligado a tentativas de a pessoa esconder, controlar, qualificar, evitar e/ou esquecer de suas dores, mágoas, stress ou mesmo a auto-rejeição.
Se você é responsável por um(a) jovem menor de 18 anos, a questão já é diferente. Você vai ter que encarar decisões difíceis em relação aos cuidados que deverá ter para com seu(sua) filho(a). Terá de ignorar seus pedidos de "não me obrigue", e as promessas de que seu comportamento vai mudar daqui pra frente e que não fará mais o que fazia. Deve ficar muito atento(a) ao que está acontecendo com seu(sua) filho(a) e até mesmo poderá ter de forçá-lo(a) a ir a médicos e/ou hospital. Tenha em mente que os Transtornos Alimentares são doenças graves e podem até matar.
Se você não é parente ou responsável por quem está com Anorexia, Bulimia ou qualquer outro Transtorno Alimentar, ou ainda, se o seu(sua) filho(a) for maior de 18 anos, então não poderá obrigá-lo(a) a procurar ajuda. Mas pode ajudar e encorajar essa pessoa, e delicadamente demonstrar sua preocupação, e a melhor coisa que poderá fazer é aprender a ser um ouvinte atento.
Na maioria dos casos, será importante que cada pessoa que passa por um Transtorno Alimentar encontre o estilo de recuperação que funcionará para ele. Terapia individual, grupo de ajuda, clínicas, internação, terapia ocupacional, uma combinação de todos estes ou de alguns ou mesmo nenhum dos que sugerimos acima e sim um outro tipo de tratamento completamente diferente... Existem muitas opções... Mostre para ele este site, ajude a pessoa a obter mais informações se ele/ela estiver aberto(a) a ajuda. Seja um incentivador - podem haver muitos obstáculos no caminho da recuperação, então seja a pessoa que mostra confiança em sua recuperação. Esteja presente pra ouvir e falar.
Para quem tem Anorexia ou a Bulimia e está com os sintomas que descreveremos, é essencial que a pessoa seja encorajada a buscar tratamento: Tonturas, fadiga, desmaio, sensibilidade ao frio, dores no peito, formigamento nas mãos ou pés, sangue nas fezes ou no vômito, dores de estômago, incontinência intestinal ou diarréia, ou perda de 25% de seu peso rapidamente.
Esteja ciente de que não há muito que você possa fazer sendo um "forasteiro". Depende da própria pessoa que está com o Transtorno Alimentar decidir quando estará pronta para enfrentar os problemas emocionais que o levaram a um Transtorno Alimentar. Só a própria pessoa é que poderá decidir que tipo de tratamento quer fazer e ninguém poderá fazer essa escolha em seu lugar. Só ela poderá decidir que quer melhorar.
Nos casos mais graves de Anorexia e Bulimia, o tratamento dará prioridade ao restabelecimento da saúde do paciente e a partir daí se iniciará a terapia. Já para os casos onde a vida da pessoa não está correndo perigo, já se dará inicio a terapia. Infelizmente, com grande freqüência, os pacientes põem sua vida em risco antes de procurarem ajuda ou mesmo durante o tratamento. Muitas vezes ocorre também de os pacientes recém saídos da internação, não darem continuidade ao tratamento, porém em pouco tempo são readmitidos a internação. Essa situação se prolongar por anos e será cada vez mais penoso tanto emocionalmente quanto fisicamente, mas no final das contas, só o próprio paciente poderá decidir se quer mesmo melhorar.
Muitas vezes, eles sentem medo ou vergonha de pedir ajuda. Geralmente, eles acreditam que não são merecedores de tratamento e ajuda.
Ministério da Saúde lança plano para reduzir infecção por HIV e sífilis em recém-nascidos
24/10/2007 - O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que a situação de infecções por sífilis congênita e HIV em recém-nascidos no Brasil é inadmissível. É uma situação que nos preocupa. Eu acho que dentro dos padrões de desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e considerando os importantes avanços que nós já tivemos na saúde pública, não é admissível que nós tenhamos essa realidade. Nós temos que enfrentar essa situação. A declaração foi feita durante o lançamento do Plano Nacional de Redução da Transmissão Vertical do HIV e da Sífilis Congênita. O pacote traz metas a serem cumpridas pela União, estados e municípios para a redução escalonada e regionalizada da transmissão vertical das doenças, que acontece quando o vírus é passado da mãe para o bebê. Dados do estudo Sentinela Parturiente, realizado em 2006 e apresentado durante o lançamento do plano, mostram que 62% das gestantes em todo o país fizeram testes anti-HIV durante o pré-natal, no ano passado. O percentual é considerado baixo pelo Ministério da Saúde. Outro número que agrava a situação corresponde ao fato de que 19% das mulheres grávidas não fizeram o exame nem durante o pré-natal nem no momento do nascimento da criança. O ministério recomenda que sejam feitos pelo menos dois testes de sífilis e dois de HIV durante o pré-natal. Temporão acredita que a pesquisa permite um retrato claro da situação no país. Segundo ele, a partir desse diagnóstico, foi possível construir um plano de ação. Nós temos agora uma estratégia adequada. Nós sabemos exatamente onde estão os problemas. E temos ferramentas e instrumentos para enfrentá-los e metas para alcançar até 2011. Temporão destacou ainda que o Ministério da Saúde aumentou a disponibilização de recursos financeiros para aumentar a realização dos exames. Estamos colocando mais R$ 16 milhões para dar cobertura ao volume de exames adicionais que serão realizados a partir do enfrentamento dessa situação. Atualmente, o Ministério investe R$ 38 milhões na aquisição de medicamentos anti-retrovirais e em testes de HIV e sífilis. Nós estamos propondo, no caso de regiões de difícil acesso, onde nós não temos uma infra-estrutura laboratorial, que nós possamos usar tecnologia brasileira. Radicalizarmos a ampliação do teste rápido para o HIV nessas regiões, defendeu o ministro. Temporão acredita que, com o cumprimento das metas do plano de redução, é possível uma mudança de cenário a partir de 2011. A realidade é uma redução brutal do risco das crianças apresentarem qualquer problema de Aids ou sífilis transmitidas pela mãe. Porque essas duas situações podem trazer doenças graves, tanto na infância como depois que essa pessoa crescer, na vida adulta. São duas doenças graves que podem causar problemas de saúde importantes. Toda a estratégia de prevenção, da vacinação, da realização dos testes podem evitar problemas futuros do ponto de vista da saúde pública. Os testes não são obrigatórios no país, mas o ministro lembrou que é importante que as mulheres tenham consciência do direito de fazer esses exames. Isso tem que fazer parte. Ela tem que cobrar do médico. De acordo com o último Boletim Epidemiológico, foram registrados no Brasil 1.091 casos de transmissão vertical de HIV em 1996. Em 2005, o número caiu pra 530. Já em relação à sífilis congênita, estima-se que o país possui, atualmente, 12 mil casos por ano. Em 2005, 5.710 casos da doença foram registrados. A erradicação da sífilis congênita e o combate ao HIV/Aids são condições estabelecidas nas Metas do Milênio, conjunto de objetivos definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2000, para tornar o mundo mais solidário e justo, até 2015.
Desempregada passa a ter salário-maternidade
Mulheres que foram demitidas, deixaram o emprego ou pararam de contribuir com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) passaram a ter direito a salário-maternidade pago pela Previdência Social. Esse benefício vale durante o chamado “período de graça”, que pode variar de 12 a 36 meses a partir da demissão ou da última contribuição com o INSS. Até a publicação do decreto presidencial, no dia 13 de junho, as seguradas só tinham direito ao benefício enquanto mantivessem a relação de emprego ou enquanto contribuíam. O “período de graça” é uma proteção previdenciária, que garante o recebimento dos benefícios mesmo que as seguradas não estejam contribuindo. No caso do salário-maternidade, o período de 12 meses vale para todas as seguradas, independentemente do tempo de contribuição. O de 24 meses é para as que têm mais de dez anos de contribuição e pararam de contribuir, muito comum entre autônomas. O de 36 meses é para quem contribuiu por mais de dez anos e está desempregada, com comprovação em carteira de trabalho. O INSS concede, em média, mais de 36 mil salários-maternidade por mês em todo o País. Só este ano, de janeiro a junho, foram mais de 181 mil benefícios. Desses, 42.913 ainda estão sendo pagos. Segundo o gerente-executivo do INSS regional Campinas, Breno Geribello da Cruz, em Campinas há uma média de 81 salários-maternidade liberados por mês. Na região atendida pelo INSS Campinas, com dez agências em diversas cidades, a média é de 186 licenças por mês. Em 2007, o INSS já liberou no Brasil R$ 75,8 milhões somente para o pagamento desse benefício. Em 2006, foram gastos R$ 171,6 milhões. “A mudança ainda é recente, por isso não temos uma média de quanto deverá crescer a procura. Eu acredito que ela deverá aumentar em cerca de 30%”, disse Cruz. O gerente diz que a única diferença para as gestantes desempregadas ou que pararam de contribuir é que elas só poderão pedir o salário-maternidade após o nascimento da criança, com apresentação da certidão de nascimento. Quem está empregada pode pedir a partir do oitavo mês de gravidez. O salário-maternidade determina 120 dias de licença assegurados à mãe. Em casos de adoção, as licenças são de 120 dias para bebês até 1 ano, de 60 dias para crianças de 1 a 4 anos, e de 30 dias para crianças de 4 a 8 anos. O benefício é baseado na alegação de que as mães, por motivos biológicos, precisam de descanso para recuperar o desgaste físico e mental provocado pelo parto. Também precisam dispor de tempo para os primeiros cuidados essenciais do recém-nascido, como a amamentação. A atendente Alessandra de Souza Santos, 22 anos, grávida de cinco meses, está programando a licença-maternidade quando sua filha Gabriela chegar. Ela é funcionária de uma lanchonete e já tinha direito ao benefício antes da mudança. “Eu acho importante essa mudança na lei. Tenho três amigas que estão grávidas e que ficaram desempregadas quando o bingo onde trabalhavam fechou. Agora elas vão poder ter uma ajuda para se manter e cuidar dos filhos”, disse. Alessandra mora com o marido no bairro Guanabara e está esperando o primeiro filho. Mas sabe da importância de se ter uma renda e tempo para cuidar do recém-nascido. “Mesmo tendo atendimento pelo SUS, há muitos remédios que os pais precisam comprar, pois não encontram na rede pública. Cuidar de um recém-nascido é caro e exige tempo, por isso a licença ajuda muito”, afirma. Desde setembro de 2003, o pagamento do salário-maternidade das gestantes empregadas passou a ser feito diretamente pelas empresas, que são ressarcidas pela Previdência Social. O benefício devido às seguradas desempregadas a partir da publicação do novo decreto será pago diretamente pela Previdência Social. O requerimento para o salário-maternidade pode ser feito pela internet ou qualquer uma das agências da Previdência Social, que funcionam de 8h às 18h. Para mais informações, a interessada pode acessar a página da Previdência Social (www.previdencia.gov.br).
Gravidez após os 40 anos merece cuidados especiais, sugere estudo da Faculdade de Medicina da USP
Apesar de cada vez mais freqüente, a gravidez na idade avançada ainda é objeto de preocupação entre os médicos obstetras devido à maior presença de riscos e complicações materno-fetais. Em sua tese de doutorado, defendida recentemente na Faculdade de Medicina da USP, a médica obstetra Tânia Regina Schupp avaliou o resultado da gestação em 281 mulheres com 40 anos ou mais, atendidas no Hospital das Clínicas da FMUSP, entre julho de 1998 e julho de 2005. A pesquisa mostrou uma incidência de diabetes gestacional em 19,2% das pacientes, doença hipertensiva específica da gestação em 14,6%, abortamento espontâneo em 6% e óbito fetal em 1,4% dos casos. Três recém-nascidos apresentaram síndrome de Down e seis tiverem outros tipos de malformações. De acordo com as conclusões do trabalho, a assistência pré-natal específica é necessária nos casos de gravidez tardia, pois possibilita a detecção das complicações maternas e a instituição precoce de tratamentos. Todas as gestantes foram acompanhadas pela autora do estudo no Ambulatório de Idade Materna Avançada da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas. As 281 gestantes tinham idades variando entre 40 e 48 anos. Vinte e cinco gestantes (9%) apresentavam idade igual ou superior a 45 anos, enquanto 256 (91%), inferior a 45 anos. Em relação aos antecedentes obstétricos, 34 gestantes (12,1%) eram primigestas (primeira gestação), enquanto 247 (87,9%) eram multigestas. Das multigestas, o número de gestações variou de dois a doze. A via de parto mais freqüente (64,2%) foi a cesárea. Setenta e cinco gestantes (28,9%) tiveram parto normal e 18, por meio de fórcipe (6,9%). Duzentas e dezesseis gestantes (83,1%) tiveram parto de termo (entre a 37ª e a 40ª semana); 43 de pré-termo (16,5%); e apenas uma, pós-datismo (0,4%). Com relação aos fatores de risco, o estudo concluiu que mulheres com doença hipertensiva específica da gestação (DHEG) tiveram maior risco para fetos com baixo peso; história prévia de hipertensão não foi fator de risco para DHEG; gestantes com DHEG ou diabetes gestacional não apresentaram risco maior para parto pré-termo; obesidade foi fator de risco para diabetes gestacional; mulheres sem companheiro e nulíparas (que nunca tiveram parto antes) tiveram maior incidência de malformações e baixos índices de Apgar (nota que se dá ao recém-nascido no 1º e 5º minutos de vida); mulheres com idade materna muito avançada (maior ou igual a 45 anos) apresentaram incidência maior de óbito fetal e de índice de Apgar baixo. Idade materna avançada é fenômeno mundial No Brasil, segundo dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde, houve aumento na proporção de nascimentos em mães com 40 anos ou mais nos últimos anos. Em 1996, a incidência era de 1,75% de nascidos vivos e passou, em 2002, para 1,95%. Somente no Estado de São Paulo, no mesmo período, o aumento foi de 1,67% para 2,03%. Em países desenvolvidos, o fenômeno é semelhante. No Canadá, por exemplo, a taxa de gestantes com 40 anos ou mais aumentou de 0,6%, em 1982, para 2,6%, em 2002. Segundo Tânia Regina Schupp, a mulher que atualmente opta por engravidar, após os 40 anos, necessita conhecer plenamente os fatores associados a maior risco materno e perinatal, de modo que possa buscar assistência médica adequada e especializada, se necessário, e planejar o nascimento. “Existe ainda na literatura médica controvérsia quanto aos reais riscos materno-fetais dessas gestações, mas a maioria dos autores concorda que se trata de gestação de risco, necessitando de cuidados pré-natais específicos”, afirma a obstetra. Schupp cita como exemplos de complicação materna, nos casos de gestações tardias, maior ganho de peso, obesidade, diabetes, hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia e miomas. Para o feto e o recém-nascido, os riscos são de ocorrência de anormalidades cromossômicas, abortamento espontâneo, baixo peso ao nascer, sofrimento fetal, macrossomia, internação em UTI e óbito neonatal. Nas gestantes em idade avançada, de acordo com a médica, ocorre ainda aumento de complicações obstétricas, tais como trabalho de parto prematuro, hemorragia anteparto, trabalho de parto prolongado, gestação múltipla, apresentações anômalas, placenta prévia, entre outros. Com informações da assessoria de imprensa.
Maternidades oferecem cursos para casais
As maternidades do Centro Médico de Campinas (CMC) e do Hospital Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC) estão oferecendo gratuitamente serviço destinado aos casais em fase reprodutiva. O CMC promove o Curso Gestantes e Maridos, que visa fornecer informações sobre o pré-natal, parto, pós-parto e aleitamento de maneira preventiva, minimizando riscos e estresses decorrentes da falta de informação. A iniciativa é dirigida para as mães, pais e pretendentes. A primeira turma deste ano começa no dia 5 de abril, com término em 3 de maio. Já o Celso Pierro está com inscrições abertas para o Curso de Gestantes. O curso é gratuito e ocorre a cada dois meses, sempre aos sábados, das 9h às 13h, no Unimart Shopping, numa das salas do Cinema Moviecom. O primeiro encontro ocorre dia 14 de abril. No curso, gestantes e futuros pais podem esclarecer dúvidas sobre o nascimento e cuidados com o bebê. As aulas do curso do CMC são realizadas no Anfiteatro da Escola Técnica de Enfermagem do hospital, na Rua Dr. Edilberto Luís Pereira da Silva, 150, Cidade Universitária, das 19h30 às 21h00. Mais informações pelos telefones (19) 3789.5393 (Centro Médico); e (19( 3729.8487 (PUC).
Programa abre portas da Maternidade
03/10/2006 16:34:00
O programa Visita à Maternidade, desenvolvido pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Piracicaba, por meio da equipe de Enfermagem, oferece um serviço pioneiro no município: através de visitas previamente agendadas, gestantes e seus familiares de Piracicaba e região são acompanhados por uma enfermeira da instituição e têm a oportunidade de conhecer as instalações das Maternidades do Hospital. Em grupos ou individualmente, as visitas ocorrem desde abril do ano passado e, geralmente, duram de 30 a 40 minutos. O programa é oferecido a todas as gestantes, que estão interessadas em conhecer a Maternidade da Santa Casa destinada ao atendimento do convênio privado (AP4) e a que atende os usuários do SUS – Sistema Único de Saúde (MB). “A cliente deve agendar sua vinda ao Hospital com pelo menos dois dias de antecedência”, explica a idealizadora do programa, Adriana Brandão de Andrade, enfermeira e gerente do Centro Obstétrico e da Maternidade B. Durante o período em que os visitantes permanecem nas unidades, vários temas são abordados: Serviço de Ambulatório de Obstetrícia e Pré-natal, Centro Obstétrico, Alojamento Conjunto, Normas e Rotinas da Maternidade, Vacinas Realizadas e Registro do Bebê. Segundo Adriana, as visitas acontecem toda semana e têm apresentado excelentes resultados, devido às gestantes se sentirem acolhidas e confiantes. “A paciente fica mais tranqüila quando conhece o local e o Serviço, e isso auxilia muito o trabalho do médico e da equipe de Enfermagem na hora do parto”, esclarece Adriana. O Programa tem sido divulgado em todos os consultórios médicos da cidade, para que os profissionais conversem com suas clientes sobre o assunto. Ao término da visita, as mamães ganham um brinde oferecido pela Santa Casa de Piracicaba. Os agendamentos e outras informações podem ser obtidas na Maternidade B pelo telefone (19) 3417.5013, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. As informações são da Assessoria de Imprensa/Santa Casa
O programa Visita à Maternidade, desenvolvido pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Santa Casa de Piracicaba, por meio da equipe de Enfermagem, oferece um serviço pioneiro no município: através de visitas previamente agendadas, gestantes e seus familiares de Piracicaba e região são acompanhados por uma enfermeira da instituição e têm a oportunidade de conhecer as instalações das Maternidades do Hospital. Em grupos ou individualmente, as visitas ocorrem desde abril do ano passado e, geralmente, duram de 30 a 40 minutos. O programa é oferecido a todas as gestantes, que estão interessadas em conhecer a Maternidade da Santa Casa destinada ao atendimento do convênio privado (AP4) e a que atende os usuários do SUS – Sistema Único de Saúde (MB). “A cliente deve agendar sua vinda ao Hospital com pelo menos dois dias de antecedência”, explica a idealizadora do programa, Adriana Brandão de Andrade, enfermeira e gerente do Centro Obstétrico e da Maternidade B. Durante o período em que os visitantes permanecem nas unidades, vários temas são abordados: Serviço de Ambulatório de Obstetrícia e Pré-natal, Centro Obstétrico, Alojamento Conjunto, Normas e Rotinas da Maternidade, Vacinas Realizadas e Registro do Bebê. Segundo Adriana, as visitas acontecem toda semana e têm apresentado excelentes resultados, devido às gestantes se sentirem acolhidas e confiantes. “A paciente fica mais tranqüila quando conhece o local e o Serviço, e isso auxilia muito o trabalho do médico e da equipe de Enfermagem na hora do parto”, esclarece Adriana. O Programa tem sido divulgado em todos os consultórios médicos da cidade, para que os profissionais conversem com suas clientes sobre o assunto. Ao término da visita, as mamães ganham um brinde oferecido pela Santa Casa de Piracicaba. Os agendamentos e outras informações podem ser obtidas na Maternidade B pelo telefone (19) 3417.5013, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h. As informações são da Assessoria de Imprensa/Santa Casa
Parto pelo SUS poderá ter acompanhante
04/12/2005 14:14:00
O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, deu neste sábado uma boa notícia para as mães ao assinar, durante a premiação de cinco cidades por estímulo ao aleitamento materno, uma portaria que autoriza o pagamento dos custos de um acompanhante nos partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). “Há 20 anos essa portaria vem sendo pedida”. Segundo o ministro, a medida estará em vigor no início de janeiro de 2006. Na opinião de Saraiva Felipe, “a presença de um acompanhante dá tranqüilidade e até facilita o pós-parto”. De acordo com ele, além disso, ter ao lado um acompanhante "é algo provado internacionalmente, que ajuda muito, inclusive para nós termos um maior número de partos normais em relação às cesarianas que são realizadas hoje.” O panorama internacional mostra que a relação entre partos normais e cesarianas no mundo está muito abaixo do que é praticado no Brasil. Nos Estados Unidos, admite-se como uma situação alarmante o índice de 27% de cesarianas, enquanto que na Europa, os índices de cesarianas estão em torno de 10%. A média nacional aponta para índices de aproximadamente 40%. Aleitamento Jilciléia Vieira tem 31 anos e quatro filhos. Desde a segunda gravidez, quando nasceu Vitor, hoje com 9 anos, ela adotou o aleitamento materno como fonte de alimentação das crianças. A terceira gravidez até deu mais trabalho, porque eram as gêmeas Milena e Nicole, de 5 anos hoje, mas mesmo assim, ela não desistiu. Hoje, Jilciléia se tornou uma espécie de mãe modelo do município de Piraí, Norte do Estado do Rio de Janeiro, onde trabalha no Programa Saúde da Família e passa a experiência para muitas gestantes. “Algumas, sem qualquer vivência como mães, têm um amontoado de perguntas e dúvidas. Como a gente já tem essa orientação, o que a gente aprende a gente passa. E o que elas sabem, contam também. É uma troca”, disse. Piraí é uma das cinco cidades que receberam ontem o prêmio Bibi Vogel, criado no ano passado pelo Ministério da Saúde para incentivar os municípios que trabalham com aleitamento materno. O prêmio, uma homenagem à atriz e cantora que em 1980 criou o Grupo Mães Amigas do Peito, foi entregue pelo ministro Saraiva Felipe durante uma cerimônia na 2 Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, que se realiza no Riocentro, zona Oeste do Rio de Janeiro. Além de Piraí, escolhida na região Sudeste, foram premiadas as cidades de Itabuna (BA), Brasília (DF), Araguaína (TO), e Maringá (PR). Cada uma recebeu R$ 50 mil. Elas foram escolhidas entre as 79 cidades de 19 estados que se inscreveram na primeira etapa do prêmio. (Das agências Brasil e Anhangüera)
O ministro da Saúde, Saraiva Felipe, deu neste sábado uma boa notícia para as mães ao assinar, durante a premiação de cinco cidades por estímulo ao aleitamento materno, uma portaria que autoriza o pagamento dos custos de um acompanhante nos partos realizados no Sistema Único de Saúde (SUS). “Há 20 anos essa portaria vem sendo pedida”. Segundo o ministro, a medida estará em vigor no início de janeiro de 2006. Na opinião de Saraiva Felipe, “a presença de um acompanhante dá tranqüilidade e até facilita o pós-parto”. De acordo com ele, além disso, ter ao lado um acompanhante "é algo provado internacionalmente, que ajuda muito, inclusive para nós termos um maior número de partos normais em relação às cesarianas que são realizadas hoje.” O panorama internacional mostra que a relação entre partos normais e cesarianas no mundo está muito abaixo do que é praticado no Brasil. Nos Estados Unidos, admite-se como uma situação alarmante o índice de 27% de cesarianas, enquanto que na Europa, os índices de cesarianas estão em torno de 10%. A média nacional aponta para índices de aproximadamente 40%. Aleitamento Jilciléia Vieira tem 31 anos e quatro filhos. Desde a segunda gravidez, quando nasceu Vitor, hoje com 9 anos, ela adotou o aleitamento materno como fonte de alimentação das crianças. A terceira gravidez até deu mais trabalho, porque eram as gêmeas Milena e Nicole, de 5 anos hoje, mas mesmo assim, ela não desistiu. Hoje, Jilciléia se tornou uma espécie de mãe modelo do município de Piraí, Norte do Estado do Rio de Janeiro, onde trabalha no Programa Saúde da Família e passa a experiência para muitas gestantes. “Algumas, sem qualquer vivência como mães, têm um amontoado de perguntas e dúvidas. Como a gente já tem essa orientação, o que a gente aprende a gente passa. E o que elas sabem, contam também. É uma troca”, disse. Piraí é uma das cinco cidades que receberam ontem o prêmio Bibi Vogel, criado no ano passado pelo Ministério da Saúde para incentivar os municípios que trabalham com aleitamento materno. O prêmio, uma homenagem à atriz e cantora que em 1980 criou o Grupo Mães Amigas do Peito, foi entregue pelo ministro Saraiva Felipe durante uma cerimônia na 2 Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, que se realiza no Riocentro, zona Oeste do Rio de Janeiro. Além de Piraí, escolhida na região Sudeste, foram premiadas as cidades de Itabuna (BA), Brasília (DF), Araguaína (TO), e Maringá (PR). Cada uma recebeu R$ 50 mil. Elas foram escolhidas entre as 79 cidades de 19 estados que se inscreveram na primeira etapa do prêmio. (Das agências Brasil e Anhangüera)
PREPARATIVOS - GESTAÇÃO
PESSOAL, MUITA GENTE ESTÁ ME PEDINDO QUE DISPONIBILIZE UMA LISTA DE PREPARATIVOS DA GESTANTE E DO BEBÊ PARA LEVAR NA MATERNIDADE, ENTÃO,COMO EU HAVIA PROMETIDO, SEGUE A LISTA. ABRAÇOS, DRA. ANA PAULA
Lista de Procedimentos
O que levar para a maternidade?
O que deve ser levado ao Hospital no momento da internação?
A sacola da mamãe e do bebê devem ser preparadas desde o 7º mês de gestação
Sacola da mamãe
01 - pacote de absorvente próprio para o pós-parto01 - chinelo de quarto03 - jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a mamentação06 - calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar01 - cinta pós-parto01 - roupa para o dia de alta02 - sutiãs de amamentação- protetores de seios - máquina fotográfica- produtos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas...
Sacola do bebê
01 - creme para prevenção de assaduras 01 - pacote de fralda descartável (tamanho recém-nascido)03 - conjunto pagão com calça03 - conjunto de lã de acordo com o clima03 - macacão de recém-nascido02 - lençol de bercinho01 - manta (de acordo com a estação)06 - fraldas de pano (brancas, sem pintura)01 - escovinha macia para cabelos02 - sapatinhos e luvas de lã (no frio)- lembrancinhas - enfeite de porta
Esta é a lista mínima, fica a critério de cada um o que desejar levar a mais.
Documentos
- RG da paciente - Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação) - CIC e RG do marido (ou acompanhante) - Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar).
OBS.: Parto é sempre urgência. Caso você se apavore, já saiu de casa e depois viu que esqueceu tudo, relaxe. Vá em frente. Leve sua esposa até o hospital e converse com a recepção. Enquanto ela está sendo atendida e você está assinando uma nota promissória, por exemplo, e um pouco mais tranqüilo, você volta e busca o que esqueceu.
Lista de Procedimentos
O que levar para a maternidade?
O que deve ser levado ao Hospital no momento da internação?
A sacola da mamãe e do bebê devem ser preparadas desde o 7º mês de gestação
Sacola da mamãe
01 - pacote de absorvente próprio para o pós-parto01 - chinelo de quarto03 - jogos de camisolas que sejam de fácil manejo para a mamentação06 - calcinhas de tamanho maior do que usava antes de engravidar01 - cinta pós-parto01 - roupa para o dia de alta02 - sutiãs de amamentação- protetores de seios - máquina fotográfica- produtos de higiene íntima: escova de dentes, escova de cabelos, shampoo, sabonete, creme dental, toalhas...
Sacola do bebê
01 - creme para prevenção de assaduras 01 - pacote de fralda descartável (tamanho recém-nascido)03 - conjunto pagão com calça03 - conjunto de lã de acordo com o clima03 - macacão de recém-nascido02 - lençol de bercinho01 - manta (de acordo com a estação)06 - fraldas de pano (brancas, sem pintura)01 - escovinha macia para cabelos02 - sapatinhos e luvas de lã (no frio)- lembrancinhas - enfeite de porta
Esta é a lista mínima, fica a critério de cada um o que desejar levar a mais.
Documentos
- RG da paciente - Carteira de convênio (caso tenha convênio, o Hospital exige na internação) - CIC e RG do marido (ou acompanhante) - Guia de internação (informe-se junto ao seu convênio se pode ser fornecida antes do parto, pois facilita muito no momento de internar).
OBS.: Parto é sempre urgência. Caso você se apavore, já saiu de casa e depois viu que esqueceu tudo, relaxe. Vá em frente. Leve sua esposa até o hospital e converse com a recepção. Enquanto ela está sendo atendida e você está assinando uma nota promissória, por exemplo, e um pouco mais tranqüilo, você volta e busca o que esqueceu.
Mulheres mudam de idéia durante gravidez e preferem cesariana, diz pesquisa
06/05/2008 - Cerca de 70% das mulheres dizem querer parto normal quando estão no início da gravidez, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Entretanto, no fim da gestação, cerca de 80% das mulheres que têm planos de saúde acabam fazendo cesariana. Entre as gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS), o número de cesarianas é de 26%. Para confirmar os dados apontados pelo ministério, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez pesquisa parecida e também concluiu que aproximadamente dois terços das mulheres que têm plano de saúde dizem querer parto normal quando estão no começo da gravidez. Mas, na hora do parto, o número se inverte e apenas um terço realmente faz parto natural. Isso demonstra que alguma coisa acontece no decorrer da gravidez e que convence as mulheres que a cesariana é melhor, explica Martha Oliveira, gerente assistencial da ANS. Segundo ela, o problema é provocado por vários fatores. Para começar, há os mitos que envolvem o parto normal - de que ele é dolorido e traumático - e que a cesariana é mais segura e chique O que a gente sempre vê na televisão é que na cesariana a mulher está cercada por médicos e aparelhos de última geração, super tranquila e sem dor. Já no parto normal ela aparece descabelada, sempre sofrendo muito, ressalta. Além disso, segundo ela, a grande diferença entre as mulheres que têm plano de saúde e as que são assistidas pelo SUS na hora do parto normal, pode estar no acompanhamento. Segundo ela, no sistema de saúde público, o parto é feito pelo médico plantonista, que tem tempo disponível para acompanhá-la. A formação dos médicos, voltada para o incentivo cesariana que é menos trabalhosa e demorada que um parto normal, é uma das grandes questões apontadas pela gerente da ANS. Segundo ela, a mudança de idéia entre as gestantes, que acabam preferindo a cesariana, também está associada a isso. A gente até já ouviu dono de hospital dizer assim: 'se você diminuir o número de cesarianas, você quebra minha UTI [Unidade de Terapia Intensiva] neonatal', conta. O problema também não é apenas financeiro. Segundo ela, mesmo que o médico recebesse quatro vezes mais pelo parto normal, isso não cobriria os custos. O parto normal é mais demorado. Para fazer um, o médico precisa deixar o consultório uma tarde inteira, desmarcar outras cesáreas. Por isso, nós estamos buscando soluções como, por exemplo, convencê-lo a colocar uma equipe de enfermeiros acompanhando a paciente e ele só chegaria para fazer realmente o parto. Para discutir o assunto com os médicos, a ANS deve realizar um encontro no Conselho Federal de Medicina (CFM) esta semana. Devido ao horário de fechamento desta matéria, não foi possível contactar o CFM. No próximo domingo (11), Dia das Mães, o Ministério da Saúde começará uma campanha para incentivar as mulheres a fazer parto normal. A intenção é diminuir o alto número de cesarianas desnecessárias realizadas anualmente no Brasil. Voltada para gestantes, familiares e médicos, a Campanha de Incentivo ao Parto Normal será veiculada no rádio, na televisão, internet e outros meios de comunicação até 2010.
Novas regras incentivam parto normal
(03/08/2008) O Brasil é campeão de partos por cesariana. Na rede privada, o índice de cesáreas chega a quase 90% do total de nascimentos. Nos hospitais públicos, varia entre 40% e 50% dos partos. Para reverter essa cultura e resgatar a maneira natural de dar à luz, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou uma resolução (nº 33) que visa estimular o parto normal, estabelecendo novas regras para as maternidades. As maternidades têm até dezembro para se adequar e oferecer algumas garantias às gestantes que optarem pelo parto normal. “O parto humanizado já vem sendo adotado por muitos serviços, mas não se limita a um atendimento adequado e educado. A proposta da Anvisa é encarar a evolução natural do trabalho de parto, deixar a natureza agir e também reduzir a medicalização”, diz o ginecologista, obstetra e coordenador da área de Saúde da Mulher de Campinas, Fernando Brandão. Segundo ele, com o avanço da tecnologia e a utilização cada vez maior de serviços hospitalares, as gestantes foram se distanciando da família no momento do parto, ao contrário da época em que os nascimentos aconteciam nas próprias residências. Os serviços também passaram a usar mais medicamentos para acelerar o processo e evitar a dor, e a apelar para a cesárea pela facilidade que ela representa: procedimento rápido comparado às várias horas que podem levar um trabalho de parto normal, além da possibilidade de estabelecer a data e horário, coisa impossível no parto normal. “A cesárea facilitou as coisas tanto para o médico como para a paciente”, avalia Brandão. Mas a idéia, diz o médico, não é ignorar os avanços tecnológicos. “Deve-se aproveitar os mecanismos disponíveis, mas sem abrir mão dos fatores naturais, com algum familiar junto da mulher na hora do parto, o contato com o bebê logo após o nascimento, o alojamento conjunto da mãe e bebê, entre outros.” Outro aspecto que a resolução da Anvisa busca é a desmedicalização, que prevê a utilização de soluções para o alívio das dores da gestante, sem, necessariamente, apelar para medicamentos ou intervenções desnecessárias, como fórceps ou cesárea. O especialista destaca que houve uma inversão de valores e que muitas pacientes acreditam que a cesárea é um método mais seguro, além de indolor, o que não corresponde à realidade. “Além da recuperação ser muito mais rápida nos partos normais, com a cesárea, aumenta muito o risco de infecção ou hemorragias na mulher”, informa Brandão. O parto normal também é benéfico para o bebê, acrescenta. “Além do risco menor de parto prematuro, a passagem do bebê pelo canal do parto (vaginal) o faz expelir a secreção do pulmão, o que permite uma melhor oxigenação do bebê nas primeiras horas de vida.” A dona de casa Florisbela Lima Medeiros, de 37 anos, é uma adepta do parto normal, método adotado para o nascimento de seus sete filhos, a mais nova, Juliana, no último dia 21. “Todos os meus filhos nasceram de parto normal e nunca tive problemas. Todos os partos foram tranqüilos e rápidos”, conta. Ela diz que, não fosse a dificuldade econômica, teria outros filhos. “E, para fazer cesárea, só se não tiver outro jeito. No parto normal, a recuperação é bem mais rápida, a gente consegue andar praticamente no mesmo dia.” Florisbela é mãe de Tatiana, de 16 anos, de Taianara, 13, Tiago, 11, Taiane, 9, Taiz, 7, Fernando, 3, e Juliana, com quase duas semanas. A dona de casa Cristiana Rodrigues, de 33 anos, teve o primeiro filho, Felipe, de 16 anos, de parto normal. Já no segundo, Nicolas, de 3 meses, precisou fazer cesárea. “Ele estava encaixadinho para o parto normal, mas fez cocô e teve ser retirado rapidamente. Só por isso fiz cesárea. E pude sentir na pele como a recuperação é mais complicada”, afirma. Americana capacita equipe de doulas A atuação das doulas no parto também pode reduzir significativamente as taxas de cesárea, diminuir a duração do trabalho de parto, os pedidos de anestesia e o uso do fórceps, além de tornar mais prazerosa a experiência do nascimento. Buscando aumentar o quadro de doulas voluntárias, a Secretaria de Saúde de Americana, em convênio com o Ministério da Saúde, a Associação Nacional de Doulas (Ando) e o Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, realiza entre quinta-feira e sábado uma capacitação com Lucia Caldeyro Stajano, coordenadora pedagógica da Ando. “O trabalho das doulas é voluntário, só é preciso algumas horas de dedicação, carinho e companheirismo. Orientamos as gestantes e os seus acompanhantes sobre os exercícios, massagem para alívio das contrações e tudo que possa agilizar o parto e aliviar as dores”, afirma Meire Rosa, coordenadora das doulas no hospital municipal. Hoje, a equipe soma cinco voluntárias, mas o ideal seriam 30. Para integrar-se ao programa é necessário que a mulher tenha mais de 40 anos, disponibilidade para participar da capacitação de 32 horas, boa saúde física e mental e disponha de, no mínimo, um período de seis horas uma vez por semana. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (19) 3406-1998, ramal 226 ou 228. (AAN) Em Campinas, hospitais do SUS já adotam algumas medidas Desde 2001, o Caism iniciou processo de estímulo ao parto humanizado; Celso Pierro e Maternidade também estão no caminho Algumas medidas estabelecidas pela Anvisa para humanizar o processo e estimular o parto normal já são adotadas pelos hospitais campineiros que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a coordenadora do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Eliana Amaral, a instituição é pioneira na aplicação dessas normas e adota as recomendações da Anvisa há anos. Eliana explica que desde o início de 2001 o Caism iniciou um programa de estímulo à presença de acompanhante no parto. Outras mudanças foram surgindo a partir de 2003 e 2004, como o apoio à mulher por equipe multidisciplinar, oferta de métodos não farmacológicos para alívio da dor, como banho morno, movimentação, posição livre, massagens e anestesia quando a mulher necessita. “Hoje”, diz, “a maioria dos partos, vaginais ou cesarianas, são feitos com a presença de um acompanhante de escolha da mulher”, exemplifica. “Também mantemos um programa de visitação à maternidade durante o pré-natal”, completa. O Caism ainda está reformando seu centro obstétrico para criar salas individuais para as parturientes e seus acompanhantes. O Hospital e Maternidade Celso Pierro, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), segue a mesma linha. De acordo com o ginecologista Douglas Bernal Tiago, a unidade oferece quarto coletivo com banheiro, alojamento conjunto para mãe e bebê, e visitação durante o dia todo. “Agora, estamos adequando a sala de pré-parto, criando espaços individuais para a mulher ficar com o acompanhante”, explica Tiago. O médico diz ainda que nos quartos, por serem coletivos (com duas camas), é permitido acompanhante, mas do sexo feminino para evitar constrangimento para a outra paciente. “Algumas especificações, como quartos individuais, são inviáveis. Quanto às demais, algumas adotamos há anos”, resume. A Maternidade de Campinas informou, via assessoria de imprensa, que vai providenciar as modificações físicas necessárias para se adequar às novas regras, e que algumas delas já são adotadas, como o alojamento conjunto e acompanhamento no parto, desde que o pai faça um cursinho para garantir que ele tenha condições de assistir. Segundo a assessoria, o acompanhante na internação só é permitido para pacientes de convênios e particulares, uma vez que os quartos do SUS são coletivos.
Assumir o câncer pode contribuir na recuperação
A jornalista Andrea Mesquita tem um blog onde conta sua luta contra o câncer(Foto: Claudio Coradini /Gazeta de Piracicaba)
Alguns anos atrás, receber o diagnóstico de câncer era como uma sentença de morte. Tabu, constrangimento e medo calavam na garganta o nome “daquela” doença, enterravam expectativas e conduziam à depressão e ao isolamento. A notícia geralmente corria entre rostos pesarosos: “Fulano está com c.a.”. Ainda hoje, olhares de pena fazem com que muitos pacientes em tratamento prefiram “sair de cena”. Mas uma brava gente que rompe barreiras e levanta bandeiras não apenas assume em alto e bom som que lutou – ou ainda luta – contra esse mal, como também faz de suas experiências passaporte de vida e esperança para outros pacientes. Muitas vezes confortados pela religiosidade, esses otimistas levam informação, consolo e incentivo da forma mais pública possível. Com a exposição, também extravasam emoções e desabafam frustrações, arrebanhando uma legião de “terapeutas” para dar-lhes suporte nos momentos em que o fardo pesa. São muitas as vozes femininas que personificam a causa. Como a de Andréa Mesquita, jornalista de 36 anos, de Piracicaba. Diz ela na apresentação de seu blog Lutando contra o câncer: “Sou determinada, acima de tudo. Tenho uma sede e fome de viver gigantes, e criei este espaço apenas para compartilhar com todos o início de uma batalha contra o câncer, doença que me chama para a briga pela segunda vez. Como fica difícil escrever a todos os amigos com frequência, decidi aqui compartilhar meus medos, minha coragem, minha força e meu tratamento”.
15/02/2009 - 09h18 . Atualizada em 15/02/2009 - 09h27
Alguns anos atrás, receber o diagnóstico de câncer era como uma sentença de morte. Tabu, constrangimento e medo calavam na garganta o nome “daquela” doença, enterravam expectativas e conduziam à depressão e ao isolamento. A notícia geralmente corria entre rostos pesarosos: “Fulano está com c.a.”. Ainda hoje, olhares de pena fazem com que muitos pacientes em tratamento prefiram “sair de cena”. Mas uma brava gente que rompe barreiras e levanta bandeiras não apenas assume em alto e bom som que lutou – ou ainda luta – contra esse mal, como também faz de suas experiências passaporte de vida e esperança para outros pacientes. Muitas vezes confortados pela religiosidade, esses otimistas levam informação, consolo e incentivo da forma mais pública possível. Com a exposição, também extravasam emoções e desabafam frustrações, arrebanhando uma legião de “terapeutas” para dar-lhes suporte nos momentos em que o fardo pesa. São muitas as vozes femininas que personificam a causa. Como a de Andréa Mesquita, jornalista de 36 anos, de Piracicaba. Diz ela na apresentação de seu blog Lutando contra o câncer: “Sou determinada, acima de tudo. Tenho uma sede e fome de viver gigantes, e criei este espaço apenas para compartilhar com todos o início de uma batalha contra o câncer, doença que me chama para a briga pela segunda vez. Como fica difícil escrever a todos os amigos com frequência, decidi aqui compartilhar meus medos, minha coragem, minha força e meu tratamento”.
15/02/2009 - 09h18 . Atualizada em 15/02/2009 - 09h27
Sobrepeso faz tão mal
Se manter acima do peso desde cedo é tão prejudicial à saúde quanto o hábito de fumar pelo menos dez cigarros por dia, aumentando em um terço o risco de morte prematura, que sobe ainda mais na presença dos dois fatores, revela um estudo sueco, a ser publicado na quarta-feira pelo site do British Medical Journal. Os autores do trabalho, coordenado por Martin Neovius, do Departamento de Medicina do Instituto Karolinska, em Estocolmo, analisaram a causa da morte de mais de 45.000 homens, acompanhados através de exames desde os 18 anos. Os indivíduos observados tinham o índice de massa corporal (IMC, relação entre peso e altura) medido com regularidade, além de serem periodicamente indagados sobre sua relação com o tabagismo. Cada um dos homens incluídos na pesquisa foi acompanhado durante 38 anos, em média. Durante este período, 2.897 deles morreram. Uma pessoa dentro da faixa de peso normal apresenta IMC entre 18,5 e 24,9. O IMC indicando sobrepeso é compreendido entre 25 e 30, enquanto a obesidade é diagnosticada quando o índice passa de 30. Pessoas consideradas clinicamente obesas aos 18 anos apresentam duas vezes mais risco de sofrer morte prematura, na mesma proporção de fumantes assíduos que cultivam o hábito há anos, mas se mantêm dentro da faixa de peso normal. Combinar os dois fatores faz com que o risco se acumule: um fumante assíduo obeso, por exemplo, tem cinco vezes mais chances de morrer prematuramente, em comparação a um não-fumante com IMC normal. Estudos anteriores já haviam mostrado que a obesidade reduz significativamente a expectativa de vida, além de aumentar as chances de desenvolvimento de doenças crônicas graves, como a arteriosclerose e o diabetes. O que ainda não havia sido provado é que estar acima do peso, mesmo sem chegar à obesidade, pudesse reduzir a expectativa de vida. O trabalho de Neovius, no entanto, traz dados novos ao debate, demonstrando claramente pela primeira vez que se manter acima do peso pode ser tão perigoso para a saúde quanto consumir dois maços de cigarro por dia. Separando os homens pesquisados em grupos, os cientistas verificaram que a menor taxa de morte, como esperado, foi registrada entre não-fumantes dentro do peso normal. O que surpreendeu os autores do estudo foi, justamente, perceber que a obesidade trazia ainda mais risco de morte prematura do que o tabagismo. Ainda mais inesperado, porém, foi comprovar os riscos de estar acima do peso. 'Mostramos que há um aumento significativo do risco de morte prematura para pessoas acima do peso, semelhante ao apresentado por pessoas que consomem até dez cigarros por dia', explicou Neovius por telefone à AFP. Pelo menos um bilhão de pessoas estão acima do peso em todo o mundo, e cerca de um terço delas está obesa, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). As taxas de obesidade dispararam ao longo das últimas três décadas, principalmente entre as crianças.
Hospital melhora pré-natal pelo SUS
As gestantes atendidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Hospital Universitário (HU) Dr. Domingos Leonardo Cerávolo, em Presidente Prudente, podem desfrutar de um acompanhamento pré-natal diferenciado graças a um novo programa adotado pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. O projeto “Pré-Natal Normal” garante às gestantes o acompanhamento feito pelo mesmo médico residente, do início ao término do pré-natal, em todas as consultas. O resultado é positivo tanto no aspecto clínico, já que o médico tem oportunidade de acompanhar a evolução da gestação, quanto no emocional, já que o contato mensal valoriza a relação de confiança que se estabelece entre médico e paciente. O médico Francisco de Assis Costa e Sousa, responsável pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia, explica que o “Pré-Natal Normal” atende às normas do SUS de humanização do atendimento e garante à mulher o direito legal de escolher quem vai participar de seu parto. De acordo com ele, isso aumenta a segurança da paciente no dia da chegada de seu bebê e reforça a figura do médico residente, muitas vezes desconhecida junto à população. Para completar a assistência à mulher, o HU ainda criou ambulatórios específicos voltados à saúde feminina: o de climatério, gravidez de risco, medicina fetal, patologia cervical, mastologia, entre outros. “Essa divisão do atendimento em especialidades distintas faz com que cada profissional atue com mais segurança por estar trabalhando naquilo que mais lhe agrada. E quem sai ganhando é o paciente”, comenta o médico. Além da dedicação aos novos serviços, os ginecologistas e obstetras do HU também investem no aprimoramento e reciclagem de conhecimentos em programas de especialização. Como informa Sousa, muitos deles fazem parte de programas de mestrado em ginecologia e obstetrícia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu (SP). “Com um maior número de mestrandos e doutorandos fazendo parte do quadro profissional do HU, a qualidade do atendimento médico às gestantes só irá aumentar”, diz. Serviço O programa “Pré-Natal Normal” é gratuito e ocorre às segundas-feiras sob a coordenação da ginecologista e obstetra Feliciana Felix. É oferecido a todas as gestantes que fazem o acompanhamento gestacional no HU. Com informações da assessoria de imprensa do HU
Dicas de Quiropraxia para grávidas
Gestantes têm muitas dores nas costas devido ao peso da barriga. O período de descanso diário é muito importante para recuperação e para atenuar as dores. A Quiropraxia pode ser usada em gestantes com muita eficiência, pois é um procedimento que não utiliza drogas, além de ser extremamente seguro, dando à futura mamãe um elevado senso de conforto, saúde e vitalidade durante a gravidez. O quiropraxista Jason Gilbert que atende muitas mulheres grávidas avalia que os resultados têm sido positivos. As principais dicas para preservar a saúde da coluna das gestantes são: > Prepare-se para a gravidez como um esportista se prepara para um evento. Alongamentos e atividade física antes e durante a gravidez vão ajudar muito. > Não tome droga se tiver dor. Faça todo o possível para controlá-la sem remédios, pois afetam a saúde do bebê. > Um colchão firme vai ajudar a minimizar bastante a dor lombar. > Tente não ganhar muito peso, pois se há mais peso na barriga, há mais carga que chega à coluna lombar.
As mil e uma virtudes do chá verde
As virtudes medicinais do chá são de conhecimento milenar, especialmente seu efeito estimulante. Mas hoje, a ciência está comprovando suas propriedades terapêuticas e cosméticas. E isso está acontecendo com o chá verde (também conhecido como banchá), considerado atualmente um aliado da saúde por ser rico em flavonóides - substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce. Também está comprovado que o chá verde ajuda a diminuir as taxas de colesterol e ativa o sistema imunológico. As virtudes do chá verde na prevenção do câncer, já muito divulgadas atualmente, vêm do fato de que ele é rico em bioflavonóides e catequinas, substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores.
Além de conter manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias por conter boa dose de tanino: o consumo diário desse chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias.
Mas as boas notícias não acabam aí: está comprovado que o chá verde acelera o metabolismo e ajuda a queimar gordura corporal. Um dos estudos foi realizado na Suíça com três grupos de pessoas que seguiram a mesma dieta. O resultado: o grupo que recebeu chá verde teve aumento de 4% na velocidade de combustão das calorias no organismo e de 5% na queima de calorias em relação aos outros dois grupos pesquisados. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou que extrato de chá verde - que possui altas concentrações de antioxidantes como catequina, polifenóis e muitos outros compostos incluindo cafeína - pode aumentar a utilização de energia muito acima dos efeitos da cafeína pura.
Pesquisadores acreditam, ainda,que o hábito de beber chá em vez de café é um dos fatores responsáveis pelo menor índice de infarto em países do Oriente. E como se não bastasse, comprovou-se também que as substâncias presentes no chá verde ajudam a prevenir cáries, têm ação antiinflamatória e antigripal, ativam o sistema imunológico e regeneram a pele. Os princípios curativos e regeneradores da Camellia sinensis enriquecem os cosméticos que prometem recuperar o viço da pele e dos cabelos. Tanto que as indústrias de cosméticos incluem os extratos das folhas em fórmulas de produtos como cremes e loções. Substâncias presentes na Camellia sinensis também dissolvem gorduras e são eficazes no tratamento de celulite e gordura localizada.
E para e pele mais um benefício: por ser rica em tanino, substância com propriedades anti-séptica e adstringente, a planta é indicada também para limpar e equilibrar peles oleosas. Na edição de 3 de março de 2004, a Revista Veja publicou uma matéria anunciando a mais recente novidade que aumenta a lista de benefícios do chá verde. Ainda na área da dermatologia, a novidade é que o chá verde pode proteger contra os efeitos nocivos do sol. Segundo a revista, "o assunto foi um dos mais comentados do último congresso da Academia Americana de Dermatologia, por causa de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nova Jersey". Eles descobriram que o chá, transformado em creme, melhora o sistema de defesa das células da pele contra os raios ultravioleta do tipo B, aqueles responsáveis pelo vermelho-pimentão. Ao reduzir a inflamação causada por essa radiação, o chá verde aumentaria a proteção contra o câncer de pele. A descoberta pode ser o ponto de partida para a produção de uma nova família de loções.
A planta, como ela é...
Planta perene, do tipo arbustiva, a Camellia sinensis pertecente a família das Teáceas (Theacea). Originária do sudeste asiático, a planta produz economicamente por mais de 50 anos. No Brasil o arbusto é cultivado principalmente na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, onde é utilizado para fazer chá preto.
A propagação da planta se dá preferencialmente pela via vegetativa, ou seja, por meio de estacas. A estaca para reprodução deve possuir uma folha desenvolvida e sua respectiva gema auxiliar com 3 a 4 cm. A extremidade do ramo deve ser cortada em bisel, isto é, na diagonal.
As folhas mais jovens e os gomos da Camellia sinensis - parte da planta utilizada na produção do chá comercial - são cobertos por uma fina cobertura branca e sedosa, semelhante a uma penugem que, mais tarde, desaparece. Ao que se sabe, é esta cobertura que dá origem ao nome pelo qual é conhecido o gomo terminal: "pekoe", da palavra chinesa pak-ho, que significa cabelo ou penugem.
As flores da planta são pequenas, brancas, geralmente com 4 ou 5 pétalas, aromáticas e aparecem nas axilas das folhas em grupos de 2, 3 ou 4. O fruto é uma cápsula com 2 ou 3 cm de diâmetro. Dada a grande dispersão que a planta sofreu desde o início do seu cultivo até aos nossos dias e a livre hibridação entre os vários tipos geográficos, não tem sido fácil para os botânicos a descrição das variedades existentes.
E para quem pretende saborear esta bebida que já esta sendo considerada medicinal, vale lembrar: até a simplicidade do chá não dispensa alguns pequenos cuidados especiais. Recomenda-se guardá-lo bem acondicionado em local fresco e seco e, na hora do preparo, passar água fervente no bule e nas xícaras Para o chá verde, especialistas aconselham que a água esteja um pouco abaixo da fervura e, de preferência, nada de acrescentar açúcar. Preparar a bebida é simples: faça uma infusão com uma colher de sopa rasa da erva para cada xícara de água "quase" fervente.
Além de conter manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias por conter boa dose de tanino: o consumo diário desse chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias.
Mas as boas notícias não acabam aí: está comprovado que o chá verde acelera o metabolismo e ajuda a queimar gordura corporal. Um dos estudos foi realizado na Suíça com três grupos de pessoas que seguiram a mesma dieta. O resultado: o grupo que recebeu chá verde teve aumento de 4% na velocidade de combustão das calorias no organismo e de 5% na queima de calorias em relação aos outros dois grupos pesquisados. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou que extrato de chá verde - que possui altas concentrações de antioxidantes como catequina, polifenóis e muitos outros compostos incluindo cafeína - pode aumentar a utilização de energia muito acima dos efeitos da cafeína pura.
Pesquisadores acreditam, ainda,que o hábito de beber chá em vez de café é um dos fatores responsáveis pelo menor índice de infarto em países do Oriente. E como se não bastasse, comprovou-se também que as substâncias presentes no chá verde ajudam a prevenir cáries, têm ação antiinflamatória e antigripal, ativam o sistema imunológico e regeneram a pele. Os princípios curativos e regeneradores da Camellia sinensis enriquecem os cosméticos que prometem recuperar o viço da pele e dos cabelos. Tanto que as indústrias de cosméticos incluem os extratos das folhas em fórmulas de produtos como cremes e loções. Substâncias presentes na Camellia sinensis também dissolvem gorduras e são eficazes no tratamento de celulite e gordura localizada.
E para e pele mais um benefício: por ser rica em tanino, substância com propriedades anti-séptica e adstringente, a planta é indicada também para limpar e equilibrar peles oleosas. Na edição de 3 de março de 2004, a Revista Veja publicou uma matéria anunciando a mais recente novidade que aumenta a lista de benefícios do chá verde. Ainda na área da dermatologia, a novidade é que o chá verde pode proteger contra os efeitos nocivos do sol. Segundo a revista, "o assunto foi um dos mais comentados do último congresso da Academia Americana de Dermatologia, por causa de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nova Jersey". Eles descobriram que o chá, transformado em creme, melhora o sistema de defesa das células da pele contra os raios ultravioleta do tipo B, aqueles responsáveis pelo vermelho-pimentão. Ao reduzir a inflamação causada por essa radiação, o chá verde aumentaria a proteção contra o câncer de pele. A descoberta pode ser o ponto de partida para a produção de uma nova família de loções.
A planta, como ela é...
Planta perene, do tipo arbustiva, a Camellia sinensis pertecente a família das Teáceas (Theacea). Originária do sudeste asiático, a planta produz economicamente por mais de 50 anos. No Brasil o arbusto é cultivado principalmente na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, onde é utilizado para fazer chá preto.
A propagação da planta se dá preferencialmente pela via vegetativa, ou seja, por meio de estacas. A estaca para reprodução deve possuir uma folha desenvolvida e sua respectiva gema auxiliar com 3 a 4 cm. A extremidade do ramo deve ser cortada em bisel, isto é, na diagonal.
As folhas mais jovens e os gomos da Camellia sinensis - parte da planta utilizada na produção do chá comercial - são cobertos por uma fina cobertura branca e sedosa, semelhante a uma penugem que, mais tarde, desaparece. Ao que se sabe, é esta cobertura que dá origem ao nome pelo qual é conhecido o gomo terminal: "pekoe", da palavra chinesa pak-ho, que significa cabelo ou penugem.
As flores da planta são pequenas, brancas, geralmente com 4 ou 5 pétalas, aromáticas e aparecem nas axilas das folhas em grupos de 2, 3 ou 4. O fruto é uma cápsula com 2 ou 3 cm de diâmetro. Dada a grande dispersão que a planta sofreu desde o início do seu cultivo até aos nossos dias e a livre hibridação entre os vários tipos geográficos, não tem sido fácil para os botânicos a descrição das variedades existentes.
E para quem pretende saborear esta bebida que já esta sendo considerada medicinal, vale lembrar: até a simplicidade do chá não dispensa alguns pequenos cuidados especiais. Recomenda-se guardá-lo bem acondicionado em local fresco e seco e, na hora do preparo, passar água fervente no bule e nas xícaras Para o chá verde, especialistas aconselham que a água esteja um pouco abaixo da fervura e, de preferência, nada de acrescentar açúcar. Preparar a bebida é simples: faça uma infusão com uma colher de sopa rasa da erva para cada xícara de água "quase" fervente.
Sífilis congênita é tema de evento
A Secretaria de Saúde e Higiene de Rio Preto realiza no próximo dia 8 o Dia Nacional de Luta contra a Sífilis Congênita, na na praça Rui Barbosa, a partir das 9 horas. O evento, desenvolvido pelo Programa Municipal de DST/Aids, órgão vinculado à Saúde, acontece em duas etapas, sendo que a segunda parte acontece dia 12 de maio, no Sesc - Serviço Social do Comércio, com várias palestras e seminários de conscientização sobre a sífilis congênita. Durante o evento, será realizada também a abertura da 2ª Jornada de DST - Doenças Sexualmente Transmissíveis, com enfoque no tema: Sífilis na Gestante e Sífilis Congênita. A sífilis congênita é uma infecção causada pela bactéria Treponema Pallidum e pode ser transmitida para o feto por via transplacentária durante o período de gestação, desde que a mãe não seja tratada ou tratada de forma inadequada. A transmissão materna da sífilis pode se dar em qualquer fase da gestação. Na fase primária (início da doença), a taxa de transmissão é de 70% a 100%. Na fase secundária (após 6 meses do início da doença), a taxa cai para 30%, índice considerado ainda alto. A sífilis na gestante e a sífilis congênita, quando tratadas inadequadamente ou não-tratadas, são causa de grande morbidade na vida intra-uterina. Elas podem levar a desfechos negativos em 50% dos casos, tais como aborto, nati e neomortalidade e complicações precoces e tardias nos nascidos vivos. A rede pública e privada dispõe de ferramentas diagnósticas confiáveis, de baixo custo e de fácil execução, tanto para o tratamento da sífilis em adultos como em crianças e recém-nascidos. Para que a prevenção seja eficiente, é necessário comprometimento do profissional na realização da assistência pré-natal, com oferecimento do teste VDRL na primeira consulta, preferencialmente no primeiro trimestre da gravidez, outro exame no início do terceiro trimestre e, por fim, um exame no momento do parto. Deve-se realizar tratamento imediato nos casos diagnosticados em gestantes e em seus parceiros. Em Rio Preto, a taxa de incidência da doença está acima da média estipulada (1 caso para cada 100.000 habitantes) pela Organização Mundial da Saúde. No ano de 2004, foram notificados oito casos. Em 2005, 10 casos. Destes 10 casos registrados na rede pública, nove realizaram exame pré-natal, porém, 80% dos parceiros deixaram de se tratar ou foram tratados inadequadamente. Em 2005, os dados apontaram que 78,8% das gestantes iniciaram o pré-natal no primeiro trimestre da gestação. No entanto, 21,2% das gestantes ainda procuraram a unidade de Saúde para iniciar o pré-natal tardiamente, fato que aumenta a exposição do feto à doença, por não proporcionar tempo para realização do diagnóstico e tratamentos necessários. Padaria é roubada em Mirassol Uma padaria de Mirassol, na região de Rio Preto, localizada na rua São Sebastião, foi roubada na noite desta quinta-feira. Segundo o proprietário do estabelecimento, José Moneco, um homem armado de revólver, aparentando ter aproximadamente 40 anos, entrou no local e anunciou o assalto. O ladrão trajava camisa azul, calça jeans e boné branco. Foram levados R$ 700 do caixa. A polícia foi acionada, mas não encontrou o suspeito. A vítima não ficou ferida.
1% das gestantes têm HIV, mostra pesquisa
Pelo menos 1% das gestantes atendidas no Hospital Estadual Dr. Odilo Antunes Siqueira, em Presidente Prudente, no período compreendido entre os anos de 2000 a 2004, estavam infectadas pelo HIV. Essa é a conclusão de uma pesquisa publicada recentemente em um jornal médico internacional, realizada por três médicos e uma bióloga. Segundo a pesquisa, conduzida pela médica infectologista Denise Cremonezi, tendo como colaboradores os médicos Paulo Mesquita (HU e Hospital Estadual) e Luiz Euribel Prestes Carneiro (pós-graduação/UNOESTE) e a bióloga Marisa Romão (Instituto Adolfo Lutz), das 9.768 gestantes analisadas 105 (1.0%) estavam infectadas pelo HIV. O estudo foi publicado sob o título “Prevalece of Indeterminate Human Immunodeficiency Virus Western Blot Results in Pregnant Women Attended at a Public Hospital in Presidente Prudente, Brazil”, no Brazilian Journal of Infectious Diseases, e pode ser acessado on line. O professor Carneiro observa, porém, que há muita subnotificação para os casos de AIDS (pessoas infectadas com o vírus e que já apresentam sintomas clínicos), no ano de 2001, como demonstra um artigo recente publicado no Boletim Epidemiológico AIDS ano 1- N01. Segundo esse artigo, a subnotificação varia de 24% a 65%, conforme a região do país estudada. “A causa mais provável para essa subnotificação é o fato do paciente ou familiares solicitarem ao médico que mantenha o sigilo do diagnóstico mesmo para serviços oficiais ou para fins de Declaração de Óbito”, comenta o pesquisador. De acordo com ele, além dessa situação em que o paciente já tem o diagnóstico, mas não aparece nos dados oficiais (subnotificação), existe o fato de que muitos estão infectados e desconhecem isso por não fazerem o teste para HIV. “No Brasil, o que conseguimos medir e ver atualmente é apenas uma ponta do iceberg. Presume-se que para cada pessoa infectada notificada existam em nosso meio sete outras infectadas, mas não conhecidas ou notificadas”, alerta. “Neste sentido, políticas públicas têm dado especial atenção para a testagem entre gestantes e parturientes, o que tem diminuído significativamente a transmissão do vírus da mãe para o filho por ocasião do parto”, esclarece. O médico pesquisador destaca um artigo publicado no final de 2005, escrito por Mário Pecheny, da Universidade de Buenos Aires, no qual este afirma que os avanços na produção de novos medicamentos, a partir da década de 90, transformaram a AIDS em uma enfermidade crônica, aumentando significativamente a sobrevida dos pacientes, ao contrário do que ocorria na década anterior, quando muitas pessoas morreram em função da doença. No mesmo estudo, o autor aponta ainda o investimento que os países em desenvolvimento devem fazer para quantificar o número real de pessoas infectadas com o HIV, uma premissa básica para a aplicação de políticas públicas de médio e longo prazo. “Por ocasião do carnaval, em que o risco de infecção pelo HIV aumenta significativamente, vale lembrar que prevenção é conhecimento, educação e mudança de comportamento”, ressalta. Com informações da assessoria de Imprensa do Hospital Universitário
Projeto Casulo acolhe gestantes
O Projeto Casulo, da Secretaria de Saúde de São José dos Campos, é um serviço que acolhe as gestantes de risco de todas as idades do município, oferecendo acompanhamento médico, exames específicos e dando orientações sobre os cuidados a serem tomados durante a gravidez, além de incentivar o aleitamento materno e orientar mães com dificuldade de amamentar. A finalidade do projeto é reduzir a mortalidade materna e infantil. O encaminhamento ao Projeto Casulo é feito por meio das UBSs (Unidades Básicas de Saúde). O Casulo atende, em média, 200 gestantes por mês, sendo que em média 35 delas têm até 14 anos de idade. Mensalmente são realizados cerca de 450 atendimentos médicos pelo Projeto Casulo. Em 2005 foram atendidas 463 adolescentes entre 12 e 19 anos de idade. Desse total, 59 delas tinham entre 12 e 14 anos, 360 tinham entre 15 e 17 anos e, 44 tinham entre 18 e 19 anos. Em 2004 foram atendidas 403 adolescentes de 12 a 19 anos. Risco Entre os critérios da Secretaria Municipal de Saúde para encaminhamento de adolescentes ao projeto Casulo estão: menores de 15 anos de idade, vítimas de algum tipo de violência, vítimas de exploração sexual infanto-juvenil, adolescente que já tenha tido aborto, que sofre de abandono familiar, que é portadora de Aids ou outra doença sexualmente transmissível e que enfrenta uma gravidez indesejada. Entre os fatores de risco para as mulheres adultas estão hipertensão, diabetes, doenças do coração, do pulmão, dos rins. O fato de ser portadora do vírus HIV também é um fator de risco. Atendimento O Projeto Casulo, localizado à rua Paulo Setúbal, 68, funciona de segunda a sexta, das 7h às 17h. Os telefones para contato são 3922-5557 e 3941-3205.
Grávidas ganham site especializado
As futuras e já mamães de Campinas e região agora têm mais uma fonte de informação. Foi lançado esta semana na internet o Portal Grávida em Campinas. Nele, as gestantes encontrarão dicas, entrevistas com profissionais, calculadora da ovulação, significado de nomes, perguntas e respostas, cuidados com o bebê, gestação semana a semana, cursos e muito mais. Enfim, tudo sobre antes, durante e depois da gravidez. As futuras mamães também poderão acessar o link "Guia de compras" com empresas e profissionais especializados que ajudam na passagem por essa fase única e maravilhosa. O endereço é www.gravidaemcampinas.com.br
Cuidado com Down começa na gestação
Aos 26 anos, Camila Biziak Bernardes leva uma vida como a maioria das jovens da sua idade. Ela trabalha, namora, adora comprar roupas, ouvir música, ir ao cinema e barzinhos. Freqüenta aulas de inglês, oficina de tear e tem planos para o futuro: sonha ser mãe. Camila é uma das brasileiras que nasceram com Síndrome de Down, alteração genética que impõe à pessoa e toda a sua família o desafio diário de mostrar à sociedade que é possível conviver com as diferenças. A Síndrome de Down foi diagnosticada quando Camila tinha 3 meses de idade. Nessa época, a família morava nos Estados Unidos e recebeu a notícia durante uma consulta de rotina. Logo depois de saber da síndrome, os pais de Camila procuraram ajuda em terapias para que Camila pudesse crescer e conquistar a sua autonomia. A mãe de Camila, Solange Biziak Bernardes, afirma que na época era mais difícil encontrar locais dedicados às pessoas com a síndrome e que fazia o programa de uma clínica em casa mesmo. Mas hoje, com os diagnósticos que podem ser obtidos cada vez mais cedo, ainda nos primeiros meses de gravidez, as fundações de apoio ao Down já têm programas específicos para as gestantes. Conforme a coordenadora do núcleo terapêutico (Nute) da Fundação Síndrome de Down, Carmen Silvia Minuzzi, a divulgação do assunto pela mídia — o tema está no ar atualmente na novela das oito da Globo, Páginas da Vida — tem feito com que as famílias com membros portadores da patologia genética procurem com mais freqüencia os centros de apoio, que ajudam a driblar o atraso no desenvolvimento global, característica da síndrome. Diversas atividades são ministradas para fazer com o portador de Down consiga se tornar uma pessoa autônoma. “Quando a síndrome não vem acompanhada de outras complicações, como problemas auditivos, visuais ou cardíacos, por exemplo, é possível que a pessoa se desenvolva normalmente, claro que dentro das suas limitações”, explicou ela. Trabalhar todo o sistema neuropsicomotor é a chave para o desenvolvimento da pessoa com Síndrome de Down, de acordo com Carmen. Além do trabalho com psicopedagogia e psicologia para combater a hipotonia (flacidez) dos músculos característica da alteração genética e as possíveis seqüelas ortopédicas, cardíacas e respiratórias, são usadas a fisioterapia e a hidroterapia. A fonoaudilogia estimula a linguagem oral, não-oral, a escrita, a função auditiva e o sistema miofuncional (fonoarticulatório) e a terapia ocupacional (TO) trabalha o sistema neuropsicomotor através do brincar, de vivências relacionadas com o cotidiano e atividades escolares para o ganho máximo da autonomia do portador de Síndrome de Down. Caso não passe por todas essas áreas, a pessoa com a síndrome enfrentará dificuldades que vão desde a fala afetada até a impossibilidade de fazer tarefas simples do dia-a-dia, de acordo com o alerta de Carmen. Depois de tudo isso, a criança pode freqüentar uma escola regular, por volta dos 3 anos de idade e mais tarde oficinas que vão preparar o jovem para o mercado de trabalho. A enfermeira Adriana dos Santos e o supervisor de RH Glaucos Mazieri, pais de Vitor, de 1 ano e 4 meses, confessam que acreditavam que o filho enfretaria diversas limitações quando descobriram que ele é portador da Síndrome de Down. A revelação veio na hora do parto e somente depois de procurarem a fundação eles viram que o filho pode levar uma vida normal. “Até chegar o resultado do exame que confirmaria a síndrome tínhamos esperança de que desse negativo. No começo é muito difícil, um choque”, lembrou o pai. “Mas ele sempre foi tratado como uma criança normal e hoje é superautônomo”, completou. Já a dona de casa Adriana Barros, mãe de Matheus, de 1 ano e 7 meses, disse que nem chegou a pensar nas possíveis dificuldades que atravessaria o seu filho quando descobriu que o menino tinha Síndrome de Down, também na hora do parto. Matheus ficou 20 dias internado na Unidade de Terapia Intensica (UTI) Neonatal por causa de um problema respiratório. “Tínhamos tanto medo de perdê-lo e, talvez por causa disso, meu marido e eu não conseguíamos pensar em mais nada”, disse ela. Matheus frequenta o Nute desde o primeiro mês de idade. SERVIÇO Onde procurar apoio: Fundação Síndrome de Down - (19) 3289-2818 Centro de Educação Especial Síndrome de Down (Ceesd) - (19) 3252-9889
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