Um estudo feito em Noruega descreve o resultado do diagnóstico pre-natal pormeio de ecografias em 36 crianças que tiveram problemas congênitos sérios.O objetivo era detectar quantos dos problemas foram detectados por meio dasecografias antes do nascimento, e se os resultados forem melhores nosexemplos dos bebês em que o problema era conhecido antes do nascimento, que para os bebês em quem o problema não foi visto na ecografia e não foidescoberto logo após o parto. Nas mães, em média foram feitas 5 ecografias,mas nas mulheres onde algum problema foi detectado, a média foi de 7ecografias.Por meio dos ecografias, descobriram somente 2 de 8 hérnias congênitas dediafragma, metade dos exemplos dos defeitos da parede abdominal (6 de 12), 5de 13 casos de meningomielocele e nenhum dos três exemplos de extroversão da bexiga.Todos os bebês (13) em que houve detecção de algum problema por meio dodiagnóstico pre-natal nasceram através da cesariana.19 dos 23 em que os diagnósticos foram dados após o nascimento, haviamnascido através do parto vaginal sem complicações. Os bebês diagnosticadoscom problemas antes de nascer eram de idade gestacional menor (duassemanas), um peso mais baixo ao nascer, e com resultados do testeligeiramente mais baixo de Apgar. 3 de 13 (23%) morreram, em detrimento dos1 de 23 (4%) daqueles diagnosticados após o nascimento. - o jornal dosALVOS, Vol. 10 no. 2 "Um outro estudo norueguês (Salvesen, 1993) demonstrou relação entre o aumento no uso dos ecografias e o aumento do número de crianças canhotas.Há um livro chamado "Ultrasound? Unsound" de Beverley Beech. Alguns dadossão bastante fortes:"Em um estudo feito em Dinamarca em 1992, 1.000 mulheres consideradas nogrupo do risco elevado fizeram ecografia na semana 29 e a partir daí a cadaterceira semana até o parto, para considerar o peso fetal. Somente confiaram aos ginecologistas, os resultados de metade dessas mulheres. Isto não melhorou os resultados na saúde fetal; havia mais mortes perinatais nogrupo das mulheres que não tiveram seus resultados revelados (7 contra 4) eesse grupo ficou mais tempo no hospital, com custo econômico maior, e semnenhum benefício "."Em 1982 o Departamento de Saúde e Serviços Humanos Inglês fez um estudosobre ecografias. Este estudo sugeria (baseado em animais) a possibilidadede danos ao sistema imunológico assim como efeitos neurológicose decomportamento.Os autores concluíram que "Os efeitos agudos adversos não têm sidosistematicamente explorados e os efeitos a longo prazo estão sendopraticamente ignorados. A exatidão e interpretação varia enormemente entreas ecografias de centro a centro, e dependem também da experiência e práticado ultrassonografista. Os diagnósticos falso-positivos são freqüentes, e,de fato, os falso-negativos são ainda maiores; ambos variam segundo o lugarem que se faça a ecografia"."Os autores de um relatório de 1992 informam que para um determinado númerode circunstâncias sérias, mais de 10% de diagnósticos pré-natais foramcompletamente equivocados. Como na maioria dos outros estudos publicados,contudo, não foram dadas informações sobre o número de bebês abortados queapresentaram resultados normais".Um estudo de Jahn revelou que de 2.378 gravidezes, somente 58 de 183 bebêscom crescimento retardado foram diagnosticados antes do nascimento, e 45fetos foram diagnosticados erroneamente, pois foi detectado crescimentoretardado, quando na verdade os fetos não padeciam dele. Somente 28 dos 72bebês com crescimento retardado severo foram detectados antes do nascimento.Além disso, os bebês diagnosticados tiveram maior probabilidade de nascerpor cesárea (44,4%) em detrimento dos 17,4% que segundo a ecografia nãopareciam pequenos para sua idade. A necessidade de cuidados intensivos era 3vezes maior para os bebês diagnosticados. (Jahn a ET al. (1998). Routinescreening for intrauterine growth retardation in Germany: low sensitivityand uestionable benefit for diagnosed cases. Acta Obstet Gynae Scand. 77:643-689).
Em inglês, alguns links relacionados:
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