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quinta-feira, 8 de março de 2012

Artigo sobre Psiquiatria e Terapia Ocupacional

Terapia Ocupacional: um complemento no tratamento psiquiátrico
A terapia ocupacional como ciência interdisciplinar e método de tratamento sistematizado
nasceu na 2ª metade do século XVIII Folha de Irati

Desde a antiguidade oriental e a antiguidade clássica, entende-se que ocupar e proporcionar
momentos agradáveis ao doente lhe dá bem-estar e facilita a sua integração social.

A Terapia Ocupacional como ciência interdisciplinar e método de tratamento sistematizado
nasceu na 2ª metade do século XVIII. Philippe Pinel (1745-1826), médico psiquiatra francês,
teve conhecimento das experiências asilares na Espanha levadas a efeito pelas ordens religiosas e ficou impressionado com os resultados obtidos com os doentes mentais.

Dessa forma, de lá pra cá a terapia ocupacional vem ganhando espaço como um método complementar de tratamento.

Uma experiência de sucesso acontece na ala psquiátrica da Santa Casa de Irati, que desde
julho de 2005 introduziu no dia a dia dos pacientes atividades relacionadas a terapia
ocupacional.

Segundo a terapeuta ocupacional Luciane Cristine Vendt, a terapia surgiu com o objetivo de
aproveitar o tempo ocioso dos pacientes, uma vez que as atividades desenvolvidas ajudam na
recuperação de autoestima, autoconfiança; e na expressão dos sentimentos de cada um.
“A terapia ocupacional faz com que o paciente passe por um processo terapêutico através das
atividades, mostrando a ele sua capacidade de realizar algo que pode ter um resultado bonito,
útil, ou que valorize o paciente em sua capacidade de fazer”, afirma a terapeuta.

Terapia Ocupacional: um complemento no tratamento psiquiátrico

Outro benefício entre os grupos que participam da terapia ocupacional é a interação e o
convívio estabelecido entre eles, o que evita discussões, desentendimentos e agitação.

Reconhecimento

Desde o início da prática de terapia ocupacional, a Santa Casa de Irati realiza anualmente uma
mostra dos trabalhos realizados pelos pacientes que ainda estão no internamento ou aqueles
que já receberam alta: pinturas, trabalho com recicláveis, colagens entre outros.
Segundo Luciane, “Os trabalhos são variados, desde pinturas abstratas àqueles mais
detalhados; e isso recebe influência, dependendo da patologia de cada um e do estágio do
tratamento”, afirma.

Para a terapeuta, a terapia ocupacional ajuda a canalizar a agressividade para o papel ou na
atividade, o que ajuda o paciente a manter um controle emocional nas situações estressantes
da vida.

Segundo o diretor clínico da área de psiquiatria da Santa Casa de Irati, Ladislao Obrzut Neto,
os resultados em pacientes que participam da terapia ocupacional têm sido excelentes, “A
terapia ocupacional para aquelas pessoas em tratamento vem ao encontro da canalização das
energias, o que evita muita vezes a agitação do paciente”, completa.

A equipe na ala psiquiátrica é multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiros, assistente
social e psicólogas e, segundo Ladislau, a terapia ocupacional veio a somar o trabalho que já
vinha sendo realizado.

Atualmente, a psiquiatria possui 18 leitos e atendem pacientes com diversos tipos de
transtornos mentais, dependentes químicos e atislistas.

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