07/05/2013
Recurso visual para organização das atividades – melhora no desempenho para
autonomia
A pasta que vocês veem acima foi criada a partir da demanda da família em organizar com a criança o tempo e a sequência das tarefas diárias no sentido de promover uma maior autonomia. Visualizar a sequência ajuda a criança a se apropriar de suas ações e quem sabe a criar novas formas de fazer. Com isso a família se organiza junto e prosseguimos trabalhando os objetivos de melhorar o planejamento e representação.
Eu tinha orientado o uso de velcron para fixar os símbolos mas o pai desta criança teve a idéia de fazer uma pintura magnética em uma das capas para fixar os símbolos escolhidos pelo filho. Família envolvida um objetivo alcançado!.
Como fazer?
1-O ideal é que comece pela escolha da pasta pelo próprio cliente. Personalizar identificando com o nome e decorar com adesivos ou pintura que quiser, no caso desta criança, os Super Heróis preferidos. Já fiz com idoso de ele encapar com retalhos de tecido.
2- A depender do nível cognitivo e grau de disfunção podemos começar escolhendo figuras da internet junto com o cliente as atividades da rotina diária e colar na folha imantada. Escolher, pintar, recortar, colar – o processo se desdobrando em outro objetivos.
3-. Quando for possível depois das figuras incentivo a pessoa a criar seus próprios símbolos desenhando e escrevendo. Inicio pelas atividades mais próximas, concretas e prazerosas para motivar a enfrentar o desafio. A partir do concreto vamos passo a passo construindo a representação como no caso desta criança que passou a desenhar as atividades que fazia na terapia de integração sensorial.
A habilidade de planejamento e representação foi sendo desenvolvida aos poucos até o recurso chegar a um tamanho adequado para a pasta. Foi notória a evolução da representação com o seguimento da terapia e uso do recurso.
4- Na pasta há local para guardar os símbolos, o modelo do quadro de rotina e o lugar de fixação dos símbolos. Desta forma pode ser transportada pela pessoa e usada em diferentes ambientes sem possibilidade de perder ou não ter em mãos quando precisar.
É isso aí…vamos cada vez mais criar condições para que todos se apropriem e construam seus próprios recursos visando a autonomia. E se for a partir do envolvimento do sujeito, melhor ainda.
Nunca é demais lembrar que nós terapeutas devemos valorizar que o desejo e o gosto estético do cliente sejam estimulados e que façam parte do processo de criação. Criar é um dos estímulos para neuroplasticidade. E tão subjetivo!
Comentei em outro post
“Sessão de terapia ocupacional: encontro com uma criança que
apresenta Dispraxia”, sobre a Pasta de Organização de Atividades
Diárias. É uma solução de baixo custo e, pela forma que é feita envolve
organização, desenvolvimento de habilidades e envolvimento do cliente na
confecção promovendo maior aceitação e uso eficaz.
Uso este recurso na terapia ocupacional com pessoas que tem dificuldade em
organizar-se na rotina diária e que precisam de pistas com imagens para lembrar
a sequência e decodificar em linguagem seus desejos e necessidades. Pode ser
feita com crianças, jovens e adultos, e principalmente com pessoas que precisam
de organizadores devido a problemas em processar as informações sensoriais. Além
de melhorar o desempenho estimula novas aprendizagens.A pasta que vocês veem acima foi criada a partir da demanda da família em organizar com a criança o tempo e a sequência das tarefas diárias no sentido de promover uma maior autonomia. Visualizar a sequência ajuda a criança a se apropriar de suas ações e quem sabe a criar novas formas de fazer. Com isso a família se organiza junto e prosseguimos trabalhando os objetivos de melhorar o planejamento e representação.
Eu tinha orientado o uso de velcron para fixar os símbolos mas o pai desta criança teve a idéia de fazer uma pintura magnética em uma das capas para fixar os símbolos escolhidos pelo filho. Família envolvida um objetivo alcançado!.
Como fazer?
1-O ideal é que comece pela escolha da pasta pelo próprio cliente. Personalizar identificando com o nome e decorar com adesivos ou pintura que quiser, no caso desta criança, os Super Heróis preferidos. Já fiz com idoso de ele encapar com retalhos de tecido.
2- A depender do nível cognitivo e grau de disfunção podemos começar escolhendo figuras da internet junto com o cliente as atividades da rotina diária e colar na folha imantada. Escolher, pintar, recortar, colar – o processo se desdobrando em outro objetivos.
3-. Quando for possível depois das figuras incentivo a pessoa a criar seus próprios símbolos desenhando e escrevendo. Inicio pelas atividades mais próximas, concretas e prazerosas para motivar a enfrentar o desafio. A partir do concreto vamos passo a passo construindo a representação como no caso desta criança que passou a desenhar as atividades que fazia na terapia de integração sensorial.
A habilidade de planejamento e representação foi sendo desenvolvida aos poucos até o recurso chegar a um tamanho adequado para a pasta. Foi notória a evolução da representação com o seguimento da terapia e uso do recurso.
4- Na pasta há local para guardar os símbolos, o modelo do quadro de rotina e o lugar de fixação dos símbolos. Desta forma pode ser transportada pela pessoa e usada em diferentes ambientes sem possibilidade de perder ou não ter em mãos quando precisar.
É isso aí…vamos cada vez mais criar condições para que todos se apropriem e construam seus próprios recursos visando a autonomia. E se for a partir do envolvimento do sujeito, melhor ainda.
Nunca é demais lembrar que nós terapeutas devemos valorizar que o desejo e o gosto estético do cliente sejam estimulados e que façam parte do processo de criação. Criar é um dos estímulos para neuroplasticidade. E tão subjetivo!
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